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COMBUSTÍVEL

Abastecer com etanol não é vantajoso para o consumidor desde 2015

Queda de competitividade entre etanol e gasolina perdura 1 ano e 7 meses

29 JUL 17 - 15h:00DANIELLA ARRUDA

Levantamento de preços mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que a queda de competitividade do etanol em relação à gasolina já perdura um ano e sete meses em Campo Grande. A última vez em que esteve vantajoso para o consumidor abastecer com etanol na Capital —quando o preço do derivado de cana correspondia a menos de 70% o valor da gasolina — foi em dezembro de 2015, mês em que a paridade estava em 69,54%. Em junho deste ano, a paridade alcançou 86,39% e neste mês, embora os dados ainda não estejam fechados, o índice está em 85,15%, o menor do ano. Em julho do ano passado, a paridade havia chegado a 78,59%, ainda desvantajoso para o consumidor.

Na última sexta-feira, uma semana depois de dobrar a alíquota do PIS-Cofins sobre os combustíveis, o governo federal voltou atrás em relação à tributação do etanol e anunciou que vai reverter parte do aumento, que era isento para o distribuidor e passou para R$ 0,1309. A medida, a ser publicada no Diário Oficial da União, vai reduzir o aumento do imposto por litro em R$ 0,08; ou seja, em vez de o combustível ficar R$ 0,32 mais caro por litro, como havia sido anunciado na semana passada, a alta será de R$ 0,24.

A revisão veio após forte pressão do setor sucroalcooleiro de que a alta da tributação sobre o combustível estava acima do limite legal. Pela legislação, argumentou o segmento, a alíquota máxima deve ser equivalente a 9,25% do valor médio da venda do etanol ao consumidor nos últimos 12 meses, dependendo do volume comercializado em cada Estado. Em alguns casos, a alta no etanol furava esse teto.

PREÇOS

Os preços dos combustíveis no varejo de Mato Grosso do Sul e Campo Grande ainda não refletem o recuo governamental e permanecem em tendência de alta para o consumidor, acompanhando a elevação do PIS-Cofins decretada em 20 de julho último. De acordo com levantamento de preços semanal da ANP, realizado entre os dias 23 e 29 de julho, ficou 16,1% mais caro abastecer com gasolina e 11,9% com etanol na Capital. Já o diesel teve alta de 7,3% nos postos campo-grandenses em relação à semana anterior. 

Conforme os dados da ANP, no intervalo de uma semana o preço médio do litro da gasolina em Campo Grande passou de R$ 3,178 para R$ 3,690 (52 centavos a mais); o etanol subiu de R$ 2,733 para 3,059 (ficou 32 centavos mais caro), enquanto o diesel saltou de R$ 3,024 para R$ 3,247 (diferença de 22 centavos).

Quando considerados os preços médios para o Estado, a maior alta também foi para a gasolina (8,1%). O litro do combustível comercializado passou de R$ 3,327 para R$ 3,725 (39 centavos a mais). Já o etanol teve alta de 8,5% e está custando em média R$ 3,043 nos postos do Estado, frente a R$ 2,803 da semana anterior ao aumento do PIS-Cofins dos combustíveis (24 centavos a mais por litro). Para o diesel, o aumento observado foi de 3,9%: o preço médio por  litro foi de R$ 3,178 para R$ 3,304, ou 12 centavos a mais.
 

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