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SITUAÇÃO DIFÍCIL

Depois da Capital, outros municípios em crise também podem escalonar salários

Segundo a Assomasul, algumas prefeituras têm dívidas altíssimas com fornecedores
11/09/2015 14:55 - GABRIEL MAYMONE


Além de Campo Grande, outras prefeituras de Mato Grosso do Sul enfrentam dificuldades financeiras e também podem parcelar salário dos servidores. O presidente da Associação dos Municípios de MS (Assomasul), Juvenal Neto (PSDB), confirma que a situação está “realmente difícil”. De acordo com ele, alguns municípios têm até parcelado os salários dos servidores.

Funcionários da prefeitura de Anaurilândia, por exemplo, está com salários atrasados. A prefeita de Coronel Sapucaia, Nilceia Alves de Souza (PR), chegou a dar férias coletivas aos servidores. Em Naviraí, medida semelhante foi tomada, onde foi reduzido expediente para economizar. 

"Vários municípios estão fazendo escalonamento para pagar o salário dos servidores e outros parcelando. Temos alguns com dívidas altíssimas, principalmente com fornecedores. As perspectivas não são as melhores possíveis. Nós [do Estado de MS] temos R$ 140 milhões de Restos a Pagar para receber 2013 e 2014", acusa Juvenal Neto.

Nesta quinta-feira, o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), suspendeu o pagamento a fornecedores e prestadores de serviço, por 90 dias, sob alegação de não dispor de recursos financeiros em caixa, exceto para serviços essenciais à população, à administração e àqueles de decisão judicial.

Para agravar a situação, os municípios sul-mato-grossenses têm aproximadamente 200 obras inacabadas por causa de recursos que a União deixou de repassar. "A CGU [Controladoria Geral da União] agora começou a fiscalizar. Começou pela capital, Campo Grande, porque o município não concluiu a obra dentro do prazo", alerta Juvenal.

"A situação é muito delicada e tende a piorar se não for feito em relação aos repasses de direito dos municípios", resume o presidente da entidade municipalista de Mato Grosso do Sul.

Felpuda


Outrora afinadíssimo com o presidente Jair Bolsonaro, parlamentar sul-mato-grossense começou a ser escanteado em consequência de uma das crises políticas de grande repercussão. A figura entrou em campo e botou falação sobre o que estava ocorrendo, e isso soou que só como crítica pesada ao governo, que, como não poderia deixar de ser, não gostou nadica de nada. Há quem diga que o dito-cujo é muito levado “pelo sangue”. Então, tá!...