Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Assine a Newsletter

IBGE

Comércio tem queda de
2,2% no semestre, o pior resultado em 12 anos

12 AGO 15 - 09h:42Folhapress

Menor folga no orçamento das famílias, oferta mais restrita de crédito, desânimo do consumidor. Essa combinação desfavorável levou o varejo brasileiro a ter seu pior primeiro semestre em 12 anos.

De janeiro a junho, as vendas do comércio varejista tiveram queda de 2,2% na comparação ao mesmo período do ano passado. É o pior resultado desde o primeiro semestre de 2003 (5,7%). Os dados foram divulgados pelo IBGE na manhã desta quarta-feira (12).

Naquele ano, o varejo ainda refletia as incertezas de um primeiro governo Lula. A inflação pressionou os preços e levou as famílias a cortar parte do consumo, especialmente de supérfluos.

Os valores ficam em linha com a expectativa da agência internacional Bloomberg, que previa queda de 0,4% nas vendas em junho comparadas com as de maio e de 2,9% em junho comparado com o mesmo mês do ano anterior.

Na passagem de maio para junho, as vendas do varejo tiveram queda de 0,4% pela série com ajuste sazonal, que "corrige" as diferenças de cada mês, como o número de dias úteis. Foi a quinta queda consecutiva.

Na comparação ao mesmo mês do ano passado, as perdas das vendas foram mais intensas, de 2,7%.

Em 12 meses, as vendas encolhem 0,8%. É o pior resultado desde o período encerrado em fevereiro de 2004 (-2,4%), pouco antes de entrar numa sequência de 133 meses de alta nessa base de comparação.

O IBGE também calcula as vendas do comércio varejista ampliado, que inclui dois setores que tem parte de suas vendas no atacado: o automotivo e de construção civil.

Pelo varejo ampliado, a queda foi de 0,8% na passagem de maio para junho. Frente ao mesmo período do ano passado, o setor teve uma queda ainda maior, de 3,5%.

Com isso, as vendas do comércio varejista ampliado fecharam o primeiro semestre com baixa de 6,4%.

O setor automotivo é um dos que mais sofrem com a queda de vendas e estoques altos. As montadores têm enfrentado o momento com férias coletivas, suspensão de contratos de trabalho e mesmo demissões.

A queda das vendas do varejo deve afetar o resultado do consumo das famílias no PIB (Produto Interno Bruto), a ser divulgado pelo IBGE no próximo dia 28.

Na visão dos economistas, os próximos meses tendem a ser meses difíceis para o setor, especialmente quando se olha para datas comemorativas.

O comércio se queixa que as vendas do Dia dos Pais, entre julho e agosto, foram ruins. Segundo a FecomercioSP, a queda foi de 4,5% frente ao ano passado.

Outras datas consideradas importantes para as vendas do setor também decepcionaram neste ano, como Dia das Mães, a Páscoa e o Dia dos Namorados.

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Na Índia, Tereza Cristina diz que agricultura brasileira não é vilã
MERCADO

Na Índia, Tereza Cristina diz que agricultura brasileira não é vilã

Prazo para pagamento do IPVA com desconto de 15% termina na sexta-feira
IMPOSTO

Prazo para pagamento do IPVA com desconto de 15% termina na sexta-feira

Intenção de consumo dos campo-grandenses é a maior em cinco anos
RECUPERAÇÃO

Intenção de consumo dos campo-grandenses é a maior em cinco anos

Gasolina fica R$ 0,05 mais cara em quatro semanas
ALTA

Gasolina fica R$ 0,05 mais cara
em quatro semanas

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião