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INDÚSTRIA

Celulose sustenta exportações
de Mato Grosso do Sul

Crescimento nas vendas externas ficou em 37% no primeiro trimestre do ano

16 ABR 19 - 09h:00DANIELLA ARRUDA E ROSANA SIQUEIRA

Indústrias da cadeia de celulose e papel de Mato Grosso do Sul foram responsáveis por uma receita de exportações de US$ 561,4 milhões nos primeiros meses deste ano (ou pouco mais de R$ 2,1 bilhões), um aumento de 37%, de acordo com levantamento do Radar Industrial, da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems). Quase que a totalidade desse montante foi obtido com a venda de celulose (US$ 553,3 milhões), tendo como principais compradores China, com US$ 298,7 milhões, Estados Unidos, com US$ 83,6 milhões, Itália, com US$ 52,4 milhões, Holanda, com US$ 49,4 milhões, e Espanha, com US$ 13 milhões.

“Mato Grosso do Sul fechou o primeiro trimestre de 2019 como o maior exportador brasileiro em volume de celulose de fibra curta. Dados do Ministério da Economia apontam que, nesses três meses, o Estado vendeu para o mercado internacional 1,202 milhão de toneladas do material, obtendo uma receita de US$ 553,336 milhões”, analisou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Ao todo, a receita obtida com as exportações de produtos industrializados do Estado entre janeiro e março de 2019 apresenta alta de 9% em relação ao mesmo período de 2018 e já soma US$ 923 milhões, contra US$ 844,5 milhões dos três primeiros meses do ano passado.

Segundo Ezequiel Resende, em março, a receita com a exportação de produtos industriais de MS alcançou US$ 331,1 milhões, aumento de 20% em relação ao mesmo mês de 2018, quando o valor ficou em US$ 276,3 milhões. “Esse foi o melhor resultado para o mês de março da série histórica das exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul”, ressaltou.

Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 67% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano a participação está em 78%. Os principais destaques ficaram por conta dos grupos celulose e papel, complexo frigorífico, óleos vegetais, extrativo mineral, couros e peles e siderurgia e metalurgia, que, somados, representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.

DESTAQUE

De acordo com o analista de comércio exterior Aldo Barrigosse, a celulose de MS é muito bem-aceita no mercado internacional. “Nosso produto é bastante demandado pelo mundo inteiro. Tanto para fabricação de papel como na indústria de fraldas e até de alguns alimentos que utilizam a celulose”, destaca o analista.

Assim como ocorre com a soja, o mercado chinês é que dá a grande sustentação de preços. “Temos o preço internacional em alta desde 2018. Isso faz com que projetos que temos em Três Lagoas sigam cada vez mais fortes, até mesmo com possibilidade de ampliar a capacidade produtiva”, destacou Barrigosse.

Com o preço da celulose em alta, as empresas vão investir porque tem demanda internacional. Outro ponto enfatizado pelo analista é a competitividade do produto sul-mato-grossense. “Nosso custo de produção é menor, diante de países produtores como a Finlândia. Por isso, somos bem mais competitivos”, finalizou.

QUEDA

Por outro lado, o complexo frigorífico contabilizou receita de US$ 230,2 milhões no primeiro trimestre, uma redução de 8% em relação ao mesmo período de 2018, e 41,6% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas de bovinos congeladas, que totalizaram US$ 95,8 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 40,3 milhões, Chile, com US$ 30,4 milhões, Emirados Árabes Unidos, com US$ 25,9 milhões, China, com US$ 15,3 milhões, e Arábia Saudita, com US$ 14,1 milhões. “A abertura de mercado dos EUA terá pouco impacto nas exportações de carne brasileiras. Analistas estimam reabertura do mercado norte-americano a partir de agosto, e a missão desembarca no Brasil em junho para auditar o sistema de inspeção de estabelecimentos de carnes bovinas e suínas. No entanto, pelo menos neste ano, o Brasil terá poucas chances de tirar proveito de uma eventual reabertura do mercado norte-americano a partir do segundo semestre do ano”, ressaltou o economista.

Para o grupo óleos vegetais, a receita alcançou US$ 46,3 milhões no trimestre, crescimento de 2% na comparação com o mesmo período de 2018, com destaque para farinhas e pellets da extração de óleo de soja, que somaram US$ 43,9 milhões, tendo como principais compradores a Indonésia, com US$ 13,4 milhões, o Reino Unido, com US$ 10,5 milhões, e a Polônia, com US$ 8,26 milhões.

“Neste ano, as exportações brasileiras de derivados de soja devem ter maior concorrência com a Argentina. Nesta safra 2018/19, o país vizinho deve colher 55,5 milhões de toneladas de soja, 46,8% a mais que na temporada passada. Além disso, os Estados Unidos colheram volume recorde do grão”, pontuou Barrigosse.

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