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Campo Grande - MS, sábado, 17 de novembro de 2018

PLANO de trabalho

Capital terá arvorismo, trilha e festival gastronômico para girar economia

Mais de 10 eventos estão sendo programados para fomentar o turismo

31 AGO 2017Por IZABELA JORNADA15h:36

Com objetivo de criar e analisar estratégias para fomentar o turismo em Campo Grande, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo lançou o Plano Municipal de Turismo na manhã de hoje, no Sebrae-MS. 

Além de fomentar a vinda de empresários à Capital, a fim de promover eventos e negócios, o plano quer viabilizar ações nos segmentos de turismo rural, ecológico e gastronômico.

“Vamos promover trilhas, bikes, arvorismo. Na gastronomia, vamos fazer festivais de culinária. Queremos transformar essas atividades em produtos”, explicou a secretária de Turismo, Nilde Brum.

De acordo com Nilde, uma das maiores metas do plano é inserir Campo Grande no cenário nacional. “Bonito e Corumbá já estão e Campo Grande será grande centro de realização de eventos e negócios", prometeu a secretária.

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, também estava presente no evento e na ocasião ele comentou sobre proposta de tentar manter o turista, que vem à Capital a negócios, por mais de dois dias. 

A esteratégia é de promover eventos de captação e trabalhar os 7 mil leitos que a Capital tem. “Estamos com mais de dez grandes eventos para Campo Grande com a finalidade de aumentar consumo na Capital”, disse Nilde. 

Foram seis meses de reuniões e discussões para finalizar o plano. A intenção é que nos próximos 10 anos Campo Grande seja reconhecida como um destino turístico de referência para eventos e negócios, capaz de oferecer experiências marcantes ao visitante, evidenciando o bem receber, a cultura e a natureza.

“Construímos este plano não para que ele fique dentro de gavetas, mas que ele seja, de fato, colocado em prática. Vivemos em um período de crise e precisamos de ações eficientes para serem realizadas, olhar para nossa cidade e buscar o que pode ser feito sem perder nossa visão de futuro”, opinou Nilde Brun.

O PLANO

A metodologia utilizada para construir o plano foi a Jornada do Turista, formada por cinco fases, sendo elas: Planejamento e reservas-Viagem ao Destino - A Chegada - No Destino e Partida. Cada um destes passos foi amplamente estruturado e apresenta objetivos e indicadores de alcance. 

O método foi utilizado, inclusive, na construção de planos de turismo de Melbourn, cidade conhecida como capital cultural da Austrália.

A cada ano, até 2027, o plano passará por atualizações. Durante as revisões serão considerados os resultados obtidos no período e a criação de novas metas para alcançar a visão de futuro mencionada no documento.

“Estamos otimistas com essa parceria público-privada que foi construída em volta do Turismo. Enxergamos o futuro do setor com mais conforto, pois a tendência é que haja mais assertividade nas ações diante das ações propostas em um Plano Municipal de Turismo”, resumiu o presidente do Comtur e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-MS), Marcelo Mesquita.

Além de contribuir com o desenvolvimento econômico da Capital, o turismo estruturado, conforme previsto no documento, gerará impacto significativo para as micro e pequenas empresas.

“Atendemos um pedido de apoio para a construção do plano. E estabelecer as ações foi um ponto fundamental que nos dirá muito sobre o futuro que iremos trilhar. O turismo mexe com muitos segmentos e por isso vai contribuir muito com o desenvolvimento dos pequenos negócios, que vai ao encontro do grande objetivo do Sebrae”, sugeriu a gestora de Turismo da entidade, Isabella Carvalho.

MÁQUINAS 

Ainda durante o evento de lançamento do Plano de Turismo, o prefeito Marcos Trad, ao ser questionado sobre os contratos, ata de preços e licitação para o aluguel de máquinas pela Prefeitura de Campo Grande por até R$ 56,4 milhões por um ano e que foram suspensos liminarmente pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), ele disse que vai cumprir a decisão, mas que a falta das máquinas tem dificultado o trabalho. 

"As obras que estão pedindo caminhões, materiais, não estamos tendo disponibilidade. Estamos cobrindo com Kombi, charrete, Fiat", disse Marcos.

A liminar foi concedida no dia 18/08/2017 pelo conselheiro do TCEm Jerson Domingos. A decisão de Domingos foi embasada em uma série de indicativos de irregularidades. Não há, por exemplo, a quantidade de horas diárias que as máquinas ficarão a disposição do município.

​Outra irregularidade indicada é a falta de especificações mínimas para possibilitar a formação dos preços pelas empresas interessadas na licitação. 

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