Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

Pecuária

Capacidade de abate em MS
diminui 40% com crise da JBS

Indústria possui 15 mil colaboradores diretos e sete unidades

18 OUT 2017Por ALINE OLIVEIRA18h:18

Representantes do setor pecuário em Mato Grosso do Sul estão apreensivos diante da nota oficial divulgada pela empresa JBS, na terça-feira (17), informando a paralisação das atividades de compra e abate em sete unidades de carne bovina do Estado. A medida teve início hoje.

Atualmente, a organização possui 15 mil colaboradores diretos e 60 mil indiretos que podem ser afetados, caso não aconteça uma normalidade nas operações. 

Na avaliação do presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Ruy Fachini Filho, os produtores que se dedicam a atividade pecuária enfrentam duas preocupações: incerteza nas negociações de compra e venda e a pressão que pode derrubar o preço da arroba. 

"Forma-se um difícil cenário, em que diminuímos a capacidade de abate em 40% do nosso Estado. O pecuarista tem contas, compromissos e impostos que não podem esperar. O ano de 2017 não será de boas lembranças para a pecuária sul-mato-grossense, mas por meio da nossa representatividade, estamos em busca de uma solução imediata", argumenta.

REPRESENTATIVIDADE RURAL

De acordo com  o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Mauricio Saito, a suspensão das atividades por tempo indeterminado preocupa toda cadeia produtiva, tendo em vista o atual cenário de baixa liquidez e com dificuldades para comercialização dos animais. 

"Considerando que a indústria frigorífica responde por  45% dos abates no Estado, a situação é considerada pela Famasul como preocupante. Por isso, já acionamos o governo do Estado solicitando que seja mantida a redução da alíquota para venda de gado em pé, como forma de amenizar os efeitos da paralisação do JBS", observa o dirigente patronal.

Em junho deste ano, o governo estadual atendeu o pedido do setor produtivo e reduziu a alíquota do ICMS de 12% para 7%, no período de noventa dias.

O prazo terminou em 30 de setembro, e proporcionou um aumento de 122% na venda de animais vivos, além de impactar positivamente no número de abates internos que somaram 229.784 unidades.

"A prorrogação do benefício oportunizará o escoamento dos animais que temos prontos para abate", conclui Saito.

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