Campo Grande - MS, quinta, 16 de agosto de 2018

Economia

Campo Grande tem menor inflação para o mês de julho dos últimos quatro anos

Fortes quedas nos preços da carne e hortifrúti puxaram deflação

14 AGO 2017Por GLAUCEA VACCARI12h:00

Campo Grande registrou deflação de -0,27% em julho, sendo o menor índice para o mês dos últimos quatro anos. Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi divulgado hoje pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), da Uniderp.

O principal responsável pelo resultado do índice foi o grupo alimentação, que registrou fortes quedas nos preços da carne bovina. Dos 15 cortes pesquisados, 13 tiveram redução no preço.

“O cenário de quedas expressivas foi motivado pelo baixo consumo de carne em nossa cidade e às dificuldades em exportar o produto devido aos problemas sanitários e com frigoríficos de maiores portes do MS, que não vêm abatendo regularmente”, explicou o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza.

Ainda segundo Souza, a melhora no clima do país também causou a diminuição de preços nos hortifrútis. Foram registradas também quedas significativas nos preços da batata (-41,51%), alho (-32,59%) e cenoura (-21,49%).

Em contrapartida, o grupo Transportes apresentou inflação de 1,74%, devido a aumentos nos preços dos combustíveis, com os aumentos das alíquotas dos impostos Pis e Cofins, que resultaram na elevação média de gasolina em 6,21% e do óleo diesel em 2,89%.

Grupo habitação também teve alta de 1,65%, motivado principalmente pelos aumentos nas contas de energia elétrica, com a mudança da bandeira tarifária para amarela, e com aumento nos preços de alguns eletrodomésticos.

Nos últimos 12 meses, inflação acumulada em Campo Grande é de 2,52%, índice abaixo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%.

Já no acumulado do ano, inflação registrada é de 1,01%, taxa considerada baixa quando comparada ao registrado nos anos anteriores.

De janeiro a julho, maior inflação é do grupo vestuário (7,23%), enquanto despesas pessoais se destaca pela deflação, de -2,74%, que ajudou a conter a inflação neste ano.

“A Alimentação também está tendo uma grande contribuição neste ano para frear a inflação, com um índice acumulado de -2,57%”, afirmou Celso.

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