Campo Grande - MS, terça, 14 de agosto de 2018

ipca

Campo Grande registra deflação
de 0,40%, segundo IBGE

No ano, inflação na Capital chega a 0,83%

8 JUL 2017Por DANIELLA ARRUDA04h:30

Campo Grande registrou deflação de 0,40% no mês de junho, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado foi influenciado principalmente pela queda nas contas de energia elétrica (-4,43%), o que contribuiu para puxar para baixo o grupo Habitação, que compõe o índice pesquisado pelo IBGE, somado à redução de preços dos combustíveis (respectivamente de -3,36% para a gasolina e -2,13% para o etanol), impactando também negativamente o grupo Transportes. 

Ainda de acordo com o IBGE, houve recuo no grupo Alimentação e Bebidas, que mais pesa na composição da inflação medida pelo IPCA: na Capital sul-mato-grossense, além do impacto de quedas de preços em alimentos como legumes e verduras, a alimentação em casa ficou 1,32% mais barata em junho, enquanto a alimentação fora do lar teve queda de 0,43%.

No ano, a inflação acumulada em Campo Grande chega a 0,83%, e nos últimos 12 meses a 3,94%.

GRUPOS

Com a maior redução individual por grupo (-1,16%), Habitação teve como principal contribuição para a deflação de Campo Grande no mês de junho a energia elétrica residencial (que ficou 4,43% mais barata), de acordo com o IBGE.

Em seguida, o grupo Alimentação e Bebidas, que deflacionou 1,05%, resultado da queda de preços em itens como tubérculos, raízes e legumes (-12,07%) e hortaliças e verduras (-6,70%). Em se tratando da alimentação em casa (-1,32%) e fora do lar (-0,43%), Campo Grande apresentou a segunda maior deflação dentre as regiões pesquisadas, respectivamente atrás de Porto Alegre (-1,45%) e Brasília (-0,62%).

Outros dois grupos que compõem o IPCA registraram deflação: Artigos de Residência (-0,52%), em decorrência da queda de preços observada em cama, mesa e banho (-3,43%) e mobiliário (-1,43%); e Transportes (-0,25%), por causa da queda de 3,10% nos preços dos combustíveis.

ALTAS

Em contrapartida, tiveram variação positiva dentro do índice os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,54%) – pressionados por aumento de preços em produtos óticos (1,55%), plano de saúde (1,03%) e produtos farmacêuticos (0,97%) –; e Vestuário, com 0,42%, em função de alta de preços em roupa feminina (1,42%).

Ainda conforme o IBGE, apresentaram menores elevações os grupos Educação (0,10%), como resultado de reajustes de preços em papelaria (1,17%) e Despesas Pessoais, com variação de 0,08%. O grupo Comunicação ficou estável no mês de junho. 

O IPCA é aferido pelo IBGE em dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e Brasília, referindo-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.

Já o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), que é calculado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), da Uniderp, e foi divulgado na edição de ontem do Correio do Estado, aponta que a Capital sul-mato grossense encerrou o mês de junho com deflação (-0,15%). Segundo esse levantamento, foi a menor taxa registrada desde junho de 2013, quando o índice fechou em -0,35%, de acordo com a série histórica do estudo. 

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE sobre o rendimento das famílias de um a cinco salários mínimos, também fechou em deflação em Campo Grande no mês de junho, alcançando -0,47%. No ano, a taxa está acumulada em 0,41%, e nos últimos 12 meses chega a 3,06%. 

NACIONAL

No País, a queda nos preços de energia elétrica, alimentos e combustíveis em junho fez o País ter a primeira deflação em 11 anos.

O IPCA, índice oficial de inflação, recuou 0,23% no mês. Esse movimento de queda de preços – a deflação – não ocorria desde junho de 2006. O índice veio mais robusto do que o esperado por analistas consultados pela agência Bloomberg (de queda de 0,18%), e é o mais baixo desde agosto de 1998, quando o IPCA caiu 0,51%.

O País vive um movimento de redução acelerada da inflação, em função principalmente da crise econômica e do desemprego, que desestimulam o consumo e “levam o comércio a fazer ofertas e promoções”, disse Eulina Nunes, coordenadora do Índice de Preços do órgão.

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