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PESQUISA

Campo Grande fecha ano
com inflação a 2,98%

O aumento no custo da energia, que fechou em 5,91%, foi o principal responsável

11 JAN 19 - 10h:49RENATA PRANDINI

Campo Grande fechou o ano de 2018 com a inflação  a 2,98%, 0,84 ponto porcentual a mais quando comparado ao ano anterior (2,11%), conforme apontou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (10).

Mesmo com o leve aumento, a Capital ficou entre as cinco capitais brasileiras com menor índice, atrás somente de Aracaju (+2,64), São Luiz (+2,65), Recife (+2,87) e Fortaleza (+2,90). Em todo o País, a média nacional foi de 3,75%, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para o ano, que variava de 3% a 6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela pesquisa.No mês passado, a inflação permaneceu estável: 0,06%. No mês anterior, porém, a Capital havia registrado deflação de 0,3%. 

Ainda conforme o levantamento, em Campo Grande, a inflação foi puxada pela alimentação - matéria recente do Correio do Estado mostrou que a Capital teve maior alta no preço da cesta básica do País. Comer em casa ficou 3,42% mais caro no ano passado. Já alimentação fora teve uma inflação de 3,33% no acumulado do ano, assim como o preço das bebidas em geral, que tiveram aumento de 3,39%. Mesmo assim, o resultado foi inferior à média nacional, que atingiu 4,04%; impactado pela greve dos caminhoneiros em maio, o que provocou desabastecimento de itens alimentícios e aumento de preços desses produtos.

“Essa paralisação [dos caminhoneiros] ocorreu no fim de maio, então ela teve um impacto pontual, em junho, nos combustíveis e também nos alimentos, por causa do desabastecimento. [Se não houvesse a greve], provavelmente isso acarretaria num nível menor da inflação no acumulado do ano”, disse o pesquisador do IBGE, Fernando Gonçalves.

Porém, o segmento que mais contribuiu para o resultado da inflação foi o de energia elétrica. Enquanto em 2017, havia registrado deflação de 0,33%, o campo-grandense fechou o ano de 2018 pagando 5,69% a mais  na conta de luz. O impacto no resultado da inflação só não foi maior em decorrência da deflação registrada em outros setores, como o de combustíveis. No acumulado do ano, a Capital registrou uma queda nos preços de 2,58%. A gasolina, que tinha registrado alta de 13,80% em 2017, recuou para 2,33% no ano passado. O mesmo movimento foi registrado nos preços do etanol, que caiu de 12,66% para 1,92%, e do diesel, que de inflação de 8,78% recuou para deflação de 2,58%. O mês de dezembro também foi de deflação para os três segmentos: gasolina (-4,14%), etanol (-0,73) e óleo diesel (-3,75%).

 

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