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ECONOMIA

Aumento expressivo no preço do feijão puxa inflação na Capital

O feijão, que teve alta de 83,82% no período, foi o grande vilão

14 MAR 19 - 17h:03GLAUCEA VACCARI

Aumento no preço de produtos de alimentação puxou a alta da inflação em Campo Grande, que fechou o mês de fevereiro em 0,53%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor da Capital (IPC/CG), do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. O feijão, que teve alta de 83,82% no período, foi o grande vilão.

O grupo alimentação teve forte inflação em fevereiro, de 2,54%, reflexo da influência climática nas regiões produtoras de alimentos, especialmente frutas e legumes, que resultaram em aumentos. Além do feijão, que foi o produto com maior aumento, também foram constatadas variações expressivas na batata (45,35%) e chuchu (38,08%). Já o limão e caldo de carne e de galinha tiveram deflação, de -34,49% e -23,52%, respectivamente.

Segundo o coordenador do Nepes da Uniderp, Celso Correia de Souza, além da alimentação, o resultado da inflação também foi motivado por altas nos índices dos grupos de vestuário, saúde e habitação.

Habitação fechou o mês com índice 0,17%, em relação a janeiro. Os principais aumentos registrados no grupo foram com saponáceo (7,18%). Quedas de valor ocorreram com inseticida (-6,21%), detergente (-4,82%) e desinfetante (-4,43%).

A Saúde apresentou uma alta de 1,09%, impulsionada por altas nos preços da vitamina e fortificante (5,97%), antigripal e antitussígeno (3,38%), psicotrópico e anorexígeno (2,86%). Também foram constatadas quedas de preços com anti-inflamatório e antireumático (-5,63%), antinfeccioso e antibiótico (-1.56%), antialérgico e broncodilatador (-1,54%).

Vestiário encerrou fevereiro com índice de 1, 52%. Os principais aumentos do grupo foram constatados calça feminina (6,69%), lingerie (6,24%), camiseta masculina (4,75%).

Já o transportes se destacou pela deflação de -0,18%, devido a quedas nos preços da gasolina (-4,87%) e do etanol (-4,40%). No entanto, houve aumento com passagem de ônibus urbano (6,76%), pneu novo (5,44%) e óleo diesel (2,46%).

Reduções nas mensalidades de curso superior (-2,19%) e em artigos de papelaria (-3,65%) puxaram a deflação no grupo educação. Despesas Pessoais seguiu o mesmo comportamento e ficou com índice -0,76%, principalmente, devido às reduções com sabonete (-7,69%), fio dental (-6,82%) e protetor solar (-6,51%).

Conforme Celso Correia de Souza apesar do indicador de fevereiro ser maior do que o registrado em janeiro (0,24%), a inflação do mês está dentro da normalidade. 

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