Economia

VALOR DA PRODUÇÃO

Agronegócio perde quase
R$ 2 bilhões com soja e cana

A projeção de renda para o setor em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 31,2 bilhões

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Queda no rendimento das lavouras de soja e cana em Mato Grosso do Sul contribuiu para derrubar a estimativa total do Valor Bruto de Produção (VBP) Agropecuária do Estado em 6%, de acordo com dados da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A projeção de renda para a agropecuária do Estado ficou em R$ 31,213 bilhões, diante de R$ 33,198 bilhões no ano passado. Desse montante, o VBP da lavoura teve queda de 10%, saindo de R$ 22,430 bilhões para R$ 20,191 bilhões, enquanto o total estimado para a pecuária apresentou crescimento de 2,3%, indo de R$ 10,768 bilhões para R$ 11,021 bilhões.

Quanto às culturas de soja e cana, que juntas correspondem a 44,5% da projeção de renda para a agropecuária do Estado, ambas tiveram quedas, respectivamente, de 24% e 4,1% no rendimento esperado. Somente para a oleaginosa, foram projetados R$ 2,9 bilhões a menos em relação a 2018 (R$ 12,456 bilhões) e o VBP do grão deve ficar em R$ 9,459 bilhões. Em relação à cana, o valor bruto de produção neste ano deve ser de R$ 4,460 bilhões, enquanto no ano passado ficou em R$ 4,651 bilhões.

Já o montante calculado para o milho cultivado em Mato Grosso do Sul seguiu trajetória contrária e está projetado em R$ 4,691 bilhões, o que representa avanço de 26% em relação aos R$ 3,723 bilhões em 2018.

Diferentemente do resultado observado para a lavoura, o rendimento da pecuária sul-mato-grossense terá incremento de 2,3% neste ano em relação a 2018, passando de R$ 10,768 bilhões para R$ 11,021 bilhões, conforme levantamento da SPA do Ministério da Agricultura. Esse resultado está relacionado principalmente a frangos – a alta projetada é de 11,2% no VPB do produto, de R$ 1,843 bilhão para R$ 2,051 bilhões –,mas também foram apresentadas pequenas elevações no rendimento da pecuária de bovinos (+0,5%), passando de R$ 8,040 bilhões para R$ 8,080 bilhões; e de suínos, de R$ 655,545 milhões para R$ 661,549 milhões (+0,9%).

PAÍS

Quando considerado o montante nacional, o VBP Agropecuária deste ano, estimado em R$ 600,93 bilhões, está próximo ao recorde alcançado em 2017, de R$ 604,16 bilhões (em termos reais), que foi o maior desde o início da série em 1989. A alta em relação ao fechamento do ano passado é de 1,4%. De acordo com José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, o montante não deve ficar muito diferente até o fim do ano, uma vez que faltam apenas as culturas de inverno e o trigo para o fechamento.

A pecuária vem liderando o crescimento no País, com aumento real de 4,1%, revelando recuperação da atividade, enquanto as lavouras se mantêm estáveis em relação ao ano anterior, com valor parecido ao do ano passado.

“Há uma quantidade relativamente grande de produtos que vêm apresentando bom desempenho”, destacou Gasques. “Mas os de maior destaque são algodão, amendoim, banana, batata-inglesa, feijão, laranja, milho, tomate e trigo”. Alguns se recuperaram na comparação com 2018. “Cabe observar que os resultados favoráveis de feijão e milho devem-se à segunda safra do milho, que teve aumento excepcional de produtividade, e à segunda e terceira safras do feijão”.

Na pecuária, o crescimento deve-se principalmente a bovinos, suínos e frangos. Entre esses, o destaque maior é do frango, com crescimento de 13% no valor da produção. As duas atividades com pior resultado são leite e ovos, ambos com redução do VBP.

Produtos com redução de faturamento são o café (23,8%), arroz (7,5%), cana-de-açúcar (5,4%), mandioca (9,6%), soja (13,6%) e uva (5,4%). A maior redução absoluta ocorreu com a soja, na ordem de R$ 20 bilhões. “São poucos produtos, mas com peso enorme no valor da produção”, observou o coordenador. “Esses vêm afetando negativamente o resultado do PIB [Produto Interno Bruto] agropecuário, como o IBGE apresentou nas Contas Nacionais ao divulgar os dados do primeiro trimestre”.

LOTERIAS

Resultado da Quina de ontem, concurso 7001, terça-feira (25/08): veja o rateio

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda-feira a sábado, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

26/08/2026 08h46

Confira o resultado da Quina

Confira o resultado da Quina Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 7001 da Quina na noite desta terça-feira, 25 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Premiação

  • 5 acertos - Não houve ganhadores
  • 4 acertos - 11 apostas ganhadoras, (R$ 25.448,18)
  • 3 acertos - 1.672 apostas ganhadoras, (R$ 159,44)
  • 2 acertos - 44.538 apostas ganhadoras, (R$ 5,98)

Confira o resultado da Quina de ontem!

Os números da Quina 7001 são:

  • 55 - 32 - 48 - 68 - 62

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 7002

O próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 26 de agosto, a partir das 21 horas, pelo concurso 7002. O valor da premiação está estimado em R$ 2,6 milhões.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 2,50.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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Aos 127 anos

Campo Grande deve crescer acima da média estadual

PIB da Capital deve avançar 2,5% este ano, acima do 1,9% projetados para Mato Grosso do Sul e dos 2% estimados para a média nacional

26/08/2026 08h45

MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

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Campo Grande completa 127 anos hoje com uma economia que deve crescer acima da média de Mato Grosso do Sul e do Brasil este ano. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) estadual tem expansão projetada em 1,9%, a Capital deve avançar 2,5%, segundo o boletim econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico (Semades). A diferença de 0,6 ponto porcentual ocorre em um cenário nacional de juros elevados, inflação pressionada e crescimento moderado.

Conforme já publicado pelo Correio do Estado, a projeção estadual para este ano é de um crescimento de 1,9%, enquanto a média nacional estimada pela Resenha Regional do Banco do Brasil é de 2,0%.

O desempenho coloca a Capital em posição de destaque na economia sul-mato-grossense justamente quando se aproxima de celebrar 130 anos de história. O boletim aponta que “Campo Grande continua apresentando indicadores econômicos robustos” e registra desempenho superior à média nacional.

A projeção é sustentada principalmente pelo setor de serviços e pela construção civil. Em Mato Grosso do Sul, a expansão deve ser puxada pela agropecuária, com alta estimada de 2,8%, e pelos serviços, com 2,1%, enquanto a indústria deve recuar 1,1%.

O peso dos serviços explica parte da diferença. O segmento responde por 82,4% do Valor Adicionado Bruto (VAB) de Campo Grande e funciona como o principal vetor de sustentação da atividade econômica municipal.

No Estado, o volume de serviços acumulou crescimento de 4,3% nos 12 meses até maio, acima da média nacional de 2,6%. O comércio varejista ampliado avançou 3,7%, enquanto no País a alta foi de apenas 0,1%.

O próprio boletim da Semades resume a mudança na composição da economia regional ao afirmar que há uma “reconfiguração” dos vetores de crescimento, com serviços e indústria assumindo novos contornos diante dos efeitos climáticos sobre a agropecuária do Centro-Oeste.

TRABALHO

A geração de empregos é outro indicador que sustenta o cenário positivo. Entre janeiro e junho, Campo Grande acumulou 3.541 novas vagas com carteira assinada, segundo o Novo Caged. Com isso, o estoque chegou a 236.695 empregos formais ativos no fim do primeiro semestre.

Na comparação com dezembro de 2019, período anterior à pandemia, são 44.640 vínculos formais a mais, crescimento de 23,24%.

Os serviços lideraram a abertura de postos no semestre, com saldo positivo de 2.088 vagas, seguidos pela construção civil, com 1.467. Indústria e agropecuária registraram saldos de 350 e 269 empregos, respectivamente. O comércio, na contramão, acumulou fechamento líquido de 633 vagas.

Em junho, o mercado formal ainda registrou saldo positivo de 303 empregos. O comércio abriu 265 vagas, a indústria, 159 vagas, e os serviços, 109 vagas. A construção civil, porém, fechou 278 postos no mês.

Na avaliação da Semades, “Campo Grande posiciona-se na 16ª posição entre as capitais em geração proporcional de empregos formais em 2026”. A taxa de desocupação ficou em 4,1% no primeiro trimestre, a quarta menor entre as capitais brasileiras.

O crescimento também aparece no número de empresas. Campo Grande contabilizou 149.147 empresas ativas em julho, entre matrizes e filiais, conforme dados da Receita Federal compilados pelo Data Sebrae.

O número representa aumento de 44,62% em relação a março de 2020, quando havia 103.129 estabelecimentos. A Capital concentra ainda 41,44% das 359.886 empresas ativas de Mato Grosso do Sul.

A maior parte está concentrada nos serviços, com 87.326 empresas, ou 58,55% da base. O comércio reúne 36.970 estabelecimentos, a construção civil tem 12.741 e a indústria, 10.838.

Os pequenos negócios são predominantes, Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte representam 94,55% das pessoas jurídicas ativas na Capital. São 80.070 MEIs, 47.570 microempresas e 13.373 empresas de pequeno porte.

Segundo o boletim, esse perfil evidencia a “vocação empreendedora da capital” e amplia as possibilidades de geração de renda e ocupação.

SERVIÇOS

O avanço do setor terciário também se reflete na arrecadação. Em 2025, Campo Grande recolheu R$ 728,06 milhões em Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), contra R$ 663,52 milhões em 2024, crescimento real de 6,59%.

No primeiro semestre deste ano, foram R$ 372,64 milhões, alta real de 4,50% em relação aos seis primeiros meses do ano passado. Somente em junho, a arrecadação chegou a R$ 68,52 milhões, crescimento de 8,45%.

Para o boletim, o comportamento do ISSQN funciona como uma espécie de termômetro do setor terciário, por estar diretamente relacionado ao faturamento das empresas prestadoras de serviços.

EXPORTAÇÕES 

A inserção internacional também ganhou força no primeiro semestre. Campo Grande exportou US$ 462,47 milhões entre janeiro e junho, alta de 40,24% em relação aos US$ 329,77 milhões registrados no mesmo período de 2025.

As importações somaram US$ 210,25 milhões e a corrente de comércio chegou a US$ 672,72 milhões. O resultado foi um superavit de US$ 252,23 milhões, maior saldo positivo para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997.

O desempenho das exportações também atingiu o maior valor histórico para um primeiro semestre, segundo o boletim. A expansão dos embarques foi impulsionada principalmente pelas proteínas animais.

Em junho, as exportações municipais somaram US$ 91,97 milhões, alta de 48,71% sobre igual mês do ano passado. As carnes e miudezas comestíveis responderam por US$ 69,98 milhões desse total.

A China foi o principal destino das vendas externas, com US$ 49,76 milhões em junho, enquanto os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 6,38 milhões.

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