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Campo Grande - MS, quarta, 14 de novembro de 2018

Em 23 de agosto

Aeroporto da Capital fica de fora
de estudo de privatização

Ministro dos Transportes disse que 18 terminais serão leiloados

8 AGO 2017Por DA REDAÇÃO, COM AGÊNCIA BRASIL18h:17

O conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) deverá analisar no dia 23 de agosto a proposta de concessão à iniciativa privada de 18 aeroportos que hoje estão sob administração da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

O Aeroporto Internacional de Campo Grande ficou de fora da lista de privatizações que o governo federal analisa promover. Em 2016, o terminal teve 1.459.000 de passageiros e movimento de 19.466 aeronaves. A companhias que atuam na Capital são Azul, Gol, Latam, Avianca e Amazonas.

Segundo o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, esses aeroportos devem ser leiloados em blocos, que terão terminais superavitários e deficitários. “Para quem levar o filé levar o osso também”, disse.

No Nordeste, deverão ser incluídos os aeroportos de Recife, Maceió, Teresina, São Luís, João Pessoa, Aracaju, Petrolina (PE) e Juazeiro do Norte (CE).

No Centro-Oeste, devem entrar os terminais de Cuiabá, Sinop, Barra do Garças e Alta Floresta, todos em Mato Grosso.

Já no Sudeste, devem ser incluídos os aeroportos de Santos Dumont (RJ), Vitória (ES), Macaé (RJ), Jacarepaguá (RJ), Campo de Marte (SP) e o aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.

Em reunião da Comissão de Infraestrutura do Senado, realizada hoje (8,) Quintella negou que o governo tenha planos de privatizar a Infraero, mas admitiu a possibilidade de que seja aberto parte do capital da empresa.

FERROVIA

Durante a audiência pública, o secretário de Fomento e Parcerias do ministério, Dino Antunes Dias Batista, disse que a construção da Ferrovia Bioceânica, entre Brasil e Peru, depende de um acordo entre os países sobre o melhor traçado.

Segundo ele, o principal problema é que o Peru quer que a ferrovia passe por uma região que está a 4 mil metros de altitude, em uma região politicamente importante para o país, o que custaria R$ 20 bilhões a mais do que a rota sugerida pelo Brasil.

Já o governo brasileiro prefere que a Bioceânica passe por outra região, que está a 2,7 mil metros de altitude, para chegar ao Pacífico. O custo total nesse caso seria de R$ 50 bilhões.

Outra dificuldade está na diferença das bitolas usadas nas ferrovias brasileiras e peruanas, o que poderia exigir um transbordo na fronteira, também encarecendo o projeto. Mas tudo depende da retomada das conversas entre os dois países.

NO ESTADO

A rota tem trecho a ser utilizado em Mato Grosso do Sul, mas a reativação da ferrovia no Estado não foi feita de forma eficiente. As operações foram retomadas há cerca de dois meses, depois de intervenção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O governo do Estado estima que é preciso haver a troca de 55% dos trilhos e outras estruturas da ferrovia, que está abandonada.

Hoje os trechos em funcionamento são Fibria, para a exportação de celulose de Três Lagoas para o Porto de Santos (SP); Vale, do morro para o Porto Esperança, trecho de 70 quilômetros, e Arcelor Mittal, trecho de Bauru (SP) a Corumbá. 

A Rumo, que tem autorização para atuar no Estado, chegou a operar com a Eldorado Brasil, por terminal de Aparecida do Taboado. Mas o contrato foi suspenso.

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