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CRISE DO CORONAVÍRUS

Abilio Diniz diz que Brasil terá R$ 600 bilhões para sair da crise: "conversei com o Guedes"

Empresário diz ter esperança que o mundo será mais solidário após pandemia; veja o vídeo
26/03/2020 19:13 - Da Redação


O empresário Abílio Diniz está otimista com as ações do governo brasileiro que ainda estão por vir, e que ainda não foram oficialmente anunciadas. Ele fala e uma ajuda de R$ 600 bilhões para retomar a economia.

“Conversei hoje com [o ministro da Economia Paulo] Guedes. Ele vai colocar mais de R$ 600 bilhões em circulação” para combater a crise do coronavírus. A fala é do empresário Abílio Diniz, em vídeo que ele gravou na noite de quarta-feira (25).

Diniz ressaltou  que esta é a pior crise que ele já viveu e que é preciso dar esperança ao povo brasileiro. Para ele, não é hora de discutir se o lockdown (isolamento das pessoas em suas casas) será vertical ou horizontal.

“Já vi muitas crises diferentes, mas crise de saúde eu nunca tinha visto. Vi a crise do petróleo, da hiperinflação. Todas passaram. Isso vai passar. Ao empresário, posso dizer para que ele procure pagar as pessoas, os empregados. Isso é importante para que eles tenham um mínimo de renda para viver. E tenha paciência porque isso tudo vai passar”, disse.

SOLIDARIEDADE

O executivo afirmou que a solidariedade é um lado positivo do momento atual. “Empresas como o Carrefour e BRF estão colocando dinheiro para ajudar. Todo mundo está solidário. Isso me dá esperança de que o mundo vai sair mais solidário disso tudo.”

Sobre a polêmica gerada com a fala do presidente Jair Bolsonaro, que contrariou a recomendação de especialistas do mundo inteiro para que as pessoas se isolem em suas casas, Diniz afirmou que esta não deve ser a discussão neste momento.

“Não é o momento de a gente discutir se o lockdown no Brasil vai ser horizontal ou vertical. O Brasil já está parado. É preciso discutir o que tem que ser feito nesse período que estamos parados. Tem que construir hospitais de campanha, trazer mais respiradores, máscaras, olhar principalmente as pessoas mais humildes, das favelas. Organizar para onde as pessoas devem ir quando elas precisarem.”

Ele defendeu que o governo pare de se preocupar com a paralisação, que é inevitável, mas que use o período para estruturar como vamos voltar deste gargalo, quais serão as medidas que precisarão ser tomadas para garantir a volta do crescimento econômico lá na frente.

“Temos que ter uma agenda mínima enquanto estamos parados para dar esperança ao povo. Você pode tirar o que você quiser das pessoas, menos a esperança. Nós aqui somos uma migalha, estamos bem. Mas para as pessoas humildes isso é muito importante.”

“É preciso gastar dinheiro. Dinheiro mesmo. Muito dinheiro. Conversei hoje com Guedes. Ele está a par disso. Vai colocar mais de R$ 600 bilhões em circulação. Ele é liberal, mas em momentos de crise somos todos keynesianos“, afirmou o empresário.

Segundo a fala de Guedes a Diniz, o pacote de ajuda do governo pode chegar até R$ 700 bilhões, contou o bilionário. “É um valor muito próximo ao que economizaremos com a [reforma da] Previdência em ate 10 anos. Mas vamos colocar tudo isso agora, de uma só vez.”

 

 
 

SEM DESAMPARO

Para o empresário, as pessoas têm que entender que o cenário é muito ruim, mas que elas não vão ficar desamparadas por parte do governo. “O Brasil tem que voltar a crescer, mas para isso é preciso colocar dinheiro de forma organizada. Estamos parados e isso não vai mudar. Aproveita esse período parado para organizar como vamos colocar dinheiro na economia depois para estruturar uma retomada.”

Diniz disse que a intenção de Guedes demonstra uma “grande responsabilidade” com os brasileiros e com o país. “Este foi o número que eu ouvi do ministro Paulo Guedes: R$ 600 bilhões podendo até chegar a um pouco mais que isso. Ele se refere a um conjunto de medidas, como compulsório, isenções etc, que vão somar mais de R$ 600 bilhões.”

O executivo encerrou sua participação na live frisando que o brasileiro precisa neste momento de esperança. “Amor e carinho ajudam bastante neste momento. (…) Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.”

 
Abílio Diniz está otimista - Divulgação

Felpuda


Dois pedidos de desculpas, de autorias diferentes, foram assuntos muito comentados nas redes sociais com críticas ácidas às suas declarações, até porque os envolvidos não só os usaram despropositadamente, como tiveram de voltar a eles para se redimirem. Um deles, inclusive, quase criou uma crise política da-que-las, o que obrigou seu pai, figurinha carimbada, a pular miúdo para colocar panos quentes sobre a questão. Essa gente!...