Colunistas

Giba Um

"Perguntei a alguns jornalistas que estiveram no Brasil na semana passada: 'Quem de vocês...

gostaria de ficar aqui?' Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes de termos voltado à Alemanha", de Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, sobre Belém, palco da COP30

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A família Coelho Diniz, principal acionista do Pão de Açúcar, está buscando junto aos bancos credores um alongamento da dívida da rede varejista, em torno de R$ 2,7 bilhões. Depois de cortar mais de 700 funcionários, o clã elegeu como prioridade repactuar o passivo e vender ativos não estratégicos. A alavancagem do Pão de Açúcar está acima da média do setor a relação dívida.

MAIS: a relação dívida líquida/Ebitda é superior a três vezes. A rodada das conversas com os bancos é apenas parte do complexo processo de renegociação das dívidas da companhia. O movimento mais intrincado é a repactuação de um passivo tributário de R$ 15 bilhões — 70% desse valor equivalem a juros e multas acumulados da Receita Federal.

Muitos quilômetros percorridos

Apesar de ser uma figura bem conhecida, o médico, oncologista, cientista e escritor Drauzio Varella é uma pessoa bem simples e principalmente discreta. Alguns de seus maiores prazeres, além da medicina, a corrida acaba de ganhar um capítulo especial em sua vida. Esta semana foi lançado o documentário “A Vida é uma Maratona”, que está disponível de graça no YouTube, que conta sua história desde a infância no Brás, bairro de São Paulo, até a mais recente maratona (há dois meses) em Berlim, que infelizmente não conseguiu completar. “Quando cheguei no quilômetro 30, a dor começou a incomodar. Falei: ‘mais sensato eu parar’. Depois pensei ‘também não tá mal correr 30 quilômetros aos 82 anos’.” A maratona é um dos segredos da ótima forma física de Drauzio, que já faz isso há mais de 30 anos. “. “Eu entendi que se quisesse envelhecer bem, tinha que ter uma atividade física desse tipo. E depois percebi que tinha uma genética apropriada para correr maratona.” E completa: “A maratona exige um longo processo de treinamento, disciplina, persistência. Você tem que acreditar que aquilo é importante. Na minha vida também é assim.” O documentário traz relatos de amigos e familiares, incluindo sua esposa, a atriz Regina Braga, suas filhas Mariana e Letícia, além de sua irmã mais velha, Maria Helena. Como o documentário é quase uma maratona, ele garante: “Parar de correr eu não quero. Enquanto for possível, nem que seja dez, cinco, três, um quilômetro, eu vou continuar.” Entre tantos que foram prestigiar o lançamento no Shopping Iguatemi, em São Paulo, estavam, Pedro Bial e sua esposa Maria Prata, Fátima Bernardes, Gloria Kalil, Zeca Camargo, Maria Adelaide Amaral, Leona Cavalli, entre outros.

Consignados: outro roubo de R$ 90 bi

O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, já teria se deparado com informações sobre o próximo grande escândalo no roubo aos aposentados: os empréstimos consignados, que representariam um assalto monstruoso de mais de R$ 90 bilhões. Ele estima que o valor roubado com consignados deve superar o valor tomado de segurados do INSS através de "descontos associativos", que chegam a R$ 10 milhões e mais "R$ 90 bilhões" em consignados. "Eu espero que a gente não encontre o desastre que encontramos nesses descontos associativos", diz Gaspar. O relator prevê um mergulho mais profundo das investigações nos empréstimos consignados a partir de fevereiro, depois do recesso. O deputado não descarta uma nova comissão parlamentar de inquérito, caso a CPMI do INSS não seja prorrogada, e acha que "bancos podem estar envolvidos nessa falcatrua dos consignados".

Mais demorada

Lula demorou para escolher os ministros Flávio Dino (58 dias) e Cristiano Zanin (51 dias). Depois deles, vem Carmen Lúcia (42 dias em 2006 e agora o processo de sucessão de Luís Roberto Barroso é o quarto mais demorado (30 dias). Outros sete ministros, Lula demorou menos de 20 dias para a indicação: Ricardo Lewandowski (18 dias), Dias Toffoli e Joaquim Barbosa (17), Menezes Direito (11), Cezar Peluso (10), Ayres Britto e Eros Grau (4).O presidente continua querendo indicar Jorge Messias e terá encontro, antes de ir para a África, com Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco, esse é candidato do presidente do Senado ao Supremo.

Surge uma nova estrela

Faltando pouco mais de 30 dias para o Natal, grandes marcas já começam a apostar em suas campanhas voltadas para a data. E quando se fala na festividade, sempre se associa à família. E que tal unir uma boa campanha natalina com a família? Foi exatamente isso que a empresária, socialite Kim Kardashian fez. Uma das estrelas de sua campanha de Natal é sua primogênita North West, de 12 anos. E assim como a mãe, North mostra que está pronta para brilhar. Apesar de já ter participado de outras campanhas, é a primeira vez que North aparece sem estar ao lado da mãe. A campanha oferece roupas confortáveis, para dormir, moletons e até acessórios. Disponível para compra a partir de 20 de novembro, a coleção cápsula é uma edição limitada da marca em parceria com a Cactus Plant Flea Market, repleta de bonecos de neve, pombas, ursinhos de pelúcia e outros motivos com referência ao inverno. Além de North, também participam da campanha, o rapper Ken Carson, as cantoras Mariah the Scientist e Beabadoobee, a influenciadora Madeline Argy e a estilista Veneda Carter com sua filha Bobbi.

Votação de alerta

O Planalto acompanhou a recondução de Paulo Gonet ao comando da Procuradoria-Geral da República não apenas por receio da rejeição ao nome do PGR, mas também para aferir a temperatura em uma eventual indicação do substituto de Luís Roberto Barroso ao STF. O nome em alta é de Jorge Messias, da AGU, o resultado não foi bom. Gonet perdeu votos entre senadores. No plenário do Senado a queda foi de 30%. Gonet somou 45 a 26. Em 2023, o PGR conseguiu 65 votos. O mínimo para aprovação são 41 votos. Além da batalha contra Alcolumbre, Lula está lembrando também que Messias entrou com ações judiciais contra o tarifaço e Trump pode azedar.

"Centenas de vezes”

Acostumado às idas e vindas da família por questões políticas, Valdemar Costa Neto, dono do PL, tem dito aos aliados que a indicação do herdeiro de Bolsonaro para disputar o Planalto contra Lula pode ficar para 2026. Os mais chegados acharam que ele estava "chovendo no molhado" e que já falou isso "centenas de vezes" — e "para não perder o palanque do partido". Detalhe: Valdemar anda distante de Bolsonaro (quem lhe traz notícias é Michelle): o STF não tem liberado visitas dele ao Capitão. A propósito: com auxílio de computação, circula nas redes um "jantar criado" onde estão Valdemar, Michelle e Bolsonaro. Quando o ex-presidente sai da mesa, Valdemar beija Michelle.

Pérola

"Perguntei a alguns jornalistas que estiveram no Brasil na semana passada: 'Quem de vocês gostaria de ficar aqui?' Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes de termos voltado à Alemanha",

de Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, sobre Belém, palco da COP30

Vai sancionar

Lula enfrentará um dilema entre agradar sua base política mais fiel, formada pelas centrais sindicais, e abrir um flanco para ataques da oposição ao decidir entre sanção e o veto ao projeto de lei que proíbe a cobrança de mensalidades de sindicatos, associações e entidades de aposentados diretamente nos benefícios pagos pelo INSS. A tendência, hoje, segundo auxiliares, é que Lula sancione o texto. Caso atenda sindicalistas, Lula será acusado de não agir para barrar as fraudes. Ele pode pensar até a primeira semana de dezembro.

Farra de emendas

O governo Lula conseguiu bater mais um recorde de gastos de 2025: a administração petista pagou, apenas no mês de outubro, R$6,8 bilhões em emendas parlamentares, segundo dados do Tesouro Nacional. É o maior valor distribuído pelo governo este ano para pagar emendas individuais e de bancada no Congresso Nacional. No total, já pagou R$ 22,3 bilhões em emendas, apenas entre janeiro e outubro.

R$ 1,5 bi em viagens 1

Sem incluir as viagens de Lula, Janja e 45 autoridades que desfrutam do luxo de jatinhos da FAB, cujas despesas são protegidas por sigilo, o governo Lula admite já ter consumido mais de R$ 1,53 bilhão este ano com passagens e principalmente diárias pagas a funcionários. Até 3 de novembro, data da última atualização do Portal da Transparência, o governo torrou R$927,3 milhões em diárias e R$ 599,5 milhões em passagens.

R$ 1,5 bi em viagens 2

O governo também gastou mais R$ 7,7 milhões com "outros gastos", como taxas de agenciamento, restituições e outras. As viagens internacionais dos funcionários de Lula custaram R$206,8 milhões aos contribuintes, até agora em 2025; 13% do total. Em 2023, Lula bateu recorde de despesas de viagens (R$ 2,3 bilhões). Em 2024, renovou o recorde: R$ 2,4 bilhões. Em 2022, foram R$ 1,55 bilhão.

Interferência na PF, não

O presidente da Câmara, Hugo Motta, que está cansado das versões do projeto antifacção de Guilherme Derrite, mas ainda não desistiu, conversou com o decano do Supremo, Gilmar Mendes, sobre o projeto. Ouviu dele que a interferência na Polícia Federal não seria aceita, em hipótese alguma. Motta disse que sua intenção é dar passo concreto no combate ao crime organizado e que iria avaliar o caso com cuidado. A outros ministros, depois, Gilmar comentou que "não quer saber de avaliação de Motta" e que ele não entendeu sua negativa".

Também a Faria Lima

Não foram apenas políticos da oposição e os governistas que condenaram, literalmente, as várias versões do relatório para o Projeto de Lei Anti Facção produzido pelo atrapalhado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança do governo Tarcísio, pré-candidato ao governo de São Paulo. Até na Faria Lima as críticas e os menos elegantes comentários - envolveram ideias de comparação das condutas das facções para grupos terroristas ou enfraqueceram a ação da pr no combate ao crime organizado. Derrite não foi poupado: “É esse mesmo o relator que entende disso?”.

MISTURA FINA

Enquanto o Congresso pretende endurecer o combate ao crime organizado, Davi Alcolumbre vai gastar R$ 1 milhão para colocar grades de proteção para cercar o Congresso. São alugadas e "têm o objetivo de garantir proteção ao patrimônio do Congresso, dos policiais e dos parlamentares em dias de manifestações populares".

No encontro com Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco, Lula quer oferecer compensações para que desistam da candidatura do ex-presidente do Senado. Alcolumbre não quer desistir: avisa que reunirá seus comandados e não aprovará Jorge Messias. Lula embarca sábado (23) para a África do Sul para a sequência da Cúpula do G20, que está debaixo de metralhadora de Trump e que ocorre até dia 23 em Joanesburgo. E ainda no dia 23 fará a 4ª visita a Moçambique.

Continua ilegal metade do mercado de apostas no Brasil, 51% do total e fatura entre R$ 26 bilhões e R$ 40 bilhões por ano. Essas bets ilegais, que nem sequer têm CNPJ, sonegam ao menos R$ 10,6 bilhões em impostos, segundo dados do Ministério da Fazenda citados em estudo da LCA Consultoria para o Instituto do Jogo Responsável. Apesar disso, em vez de regularizar ou fechar bets ilegais, o governo Lula planeja aumentar a carga tributária das que já pagam impostos.

Bets legais pagam bem mais que os 12% que têm sido alegados. Na verdade, segundo o instituto, a carga tributária chega a 24,5%. O governo abre mão de cerca de R$ 1 bilhão de receita para cada 5 pontos percentuais de participação dos ilegais no mercado das apostas. E mais: pesquisa do Instituto Locomotiva aponta que 8 em cada 10 brasileiros não conseguem distinguir entre plataformas de apostas legais e ilegais.

PREZADOS LEITORES: DEVIDO AO FERIADO DE 20 DE NOVEMBRO (DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA) NOSSA COLUNA NÃO SERÁ PUBLICADA AMANHÃ

In - Cinema: Wicked: Parte II

Out - Cinema: Sombras no Deserto

CLAÚDIO HUMBERTO

"O PT não desenrola, apenas enrola ainda mais o Brasil e o povo"

Senador Rogério Marinho (PL-RN), sobre o relançamento do fracassado Desenrola

06/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Lula mandou divulgar visita antes de Trump confirmar

A Casa Branca ainda não confirmou ou nem dá a mínima importância à audiência do presidente Donald Trump a Lula (PT), nesta quinta-feira (7), em Washington. Mas o Planalto se apressou e divulgou o encontro. A audiência anterior foi cancelada pelo governo dos Estados Unidos de última hora porque Trump tinha muito a fazer, como prender o ditador Nicolás Maduro e ajudar Israel a atacar os tiranos do Irã. A viagem do petista aos EUA está mantida, mesmo sem a agenda confirmada.

Nada oficial

A própria Presidência da República contou à imprensa que a reunião é uma “previsão” e não garante que ocorrerá.

Memória

O primeiro encontro oficial dos dois foi em outubro de 2025, na cúpula de países do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia.

Esbarrão

A prometida reunião será a primeira em território americano desde que se esbarraram na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Nem 5 minutos

O encontro rápido entre Lula e Trump na ONU, em Nova York, ficou conhecido pela tal “química” citada pelo americano, para ser gentil.

PT quer resolver crise com Pacheco esta semana

Ainda magoado e irritado com a humilhante semana de derrotas no Congresso, Lula deu ordens para que o PT resolva logo o palanque em Minas Gerais e pressione Rodrigo Pacheco (PSB) para descer do muro. No Planalto, paira a desconfiança de que o senador mineiro atuou na rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Quem vai dar o enquadro em Pacheco é o presidente do PT, Edinho Silva, que deve resolver o imbróglio até o retorno de Lula dos Estados Unidos.

Desandou o palanque

O PT já dava como certo que Pacheco, que até mudou para o PSB, daria palanque a Lula em Minas, mas o clima de traição azedou a aliança.

Amnésia petista

Pacheco não perde a chance de lembrar os governistas de que foi ele quem arranjou o encontro entre Messias e Davi Alcolumbre.

Corpo mole

O senador não acredita em esforço de Lula pela candidatura, a começar pela manutenção dos ministérios do PSD, que tem candidato no Estado.

Até chover

Máxima em Brasília diz que quando os parlamentares querem, até chove. Esta semana, para adiantar tramitação do projeto da escala 6x1, a Câmara dos Deputados terá até raríssima sessão sexta-feira.

Desânimo

Mais da metade dos pequenos e médios empresários, 52,3%, não parecem lá muito animados com o Dia das Mães. O grupo, aponta a Serasa Experian, não vai realizar nenhuma ação específica para a data.

Remarca aí

Com pouca chance de sair alguma coisa, a reunião da lulista Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que ouviria Gabriel Galípolo ontem (5), não rolou. O presidente do Banco Central teve um mal-estar e não foi

Vermelho no CNJ

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) disse que representou contra o presidente do TST no Conselho Nacional de Justiça. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho se declarou “vermelho” em sessão da Corte.

Ajuda

Com 27 cidades pernambucanas castigadas pela chuva, a governadora Raquel Lyra (PSD) amanheceu em Brasília com o pires na mão para salvar os municípios. A meta é conseguir R$6,3 bilhões da União.

Crescemos!

Com todo vigor de quem tem 28 anos, a coluna cresceu e estreou no tradicional Diário do Comércio, que se soma a mais de 20 jornais pelo Brasil que reproduzem a Coluna Cláudio Humberto.

Volta à cena

Depois de José Dirceu, que se enrolou no Mensalão e no Petrolão, outro distinto petista vai tentar candidatura à Câmara. É o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que até puxou cana no Mensalão e na Lava Jato.

Só problema

A preocupação com as Bets chegou à Associação Brasileira da Indústrias Exportadoras de Carne. A gastança com a jogatina já compromete a renda familiar e impacta o consumo de alimentos, como carne bovina.

Pergunta suprema

O TST é a única Corte que tem ministros “vermelhos”?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Dos Thales, o maior

Dois gigantes do colunismo político, os saudosos Carlos Castello Branco, do Jornal do Brasil, e Luiz Recena, do Jornal de Brasília, compartilhavam do privilégio de terem como fonte o deputado pernambucano Thales Ramalho. Certa vez, em resposta a notícias da escolha do conterrâneo Fernando Lyra para o ministério de Tancredo Neves, Thales perpetrou uma maldade que era também uma grande injustiça: “Fernando não pode ser ministro da Justiça porque é um analfabeto.” Certa sexta-feira, já recomposto com Lyra, ele surpreendeu: “Castello, escreva pra domingo: Fernando será ministro da Justiça.” Castelinho cobrou: “Pô, Thales, ele não era um analfabeto?” A resposta saiu na bucha: “Alfabetizou-se esta semana, Castello...”. Depois ligou para Recena: “Escreva isto também, vá que o Castello esqueça...”

Giba Um

"Agora tem uma profissão chamada 'influencer'? Um cara que trabalha na internet e tem 3 milhões...

...de seguidores. Não conheço ninguém que ensina uma coisa séria que tem 4 milhões, mas se fala bobagem, pode ter até 20 milhões", de Lula, sobre "influencers" nas eleições legislativas

06/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Nos meios políticos a pergunta é repetida diariamente: "E se Paulo Henrique falar?". Agora, parece que a delação premiada dele começa a avançar. Ele já enumerou 20 situações de negócios suspeitos e esquemas de fraudes dos quais participou ou teve conhecimento no Banco Master.

MAIS: o nome de Ibaneis Rocha, ex-governador do DF, não chega a ser novidade. O da governadora Celina Leão pode ser uma novidade. Na lista, há também um ministro do TCU, um dirigente partidário do Centrão, funcionários do BC e deputados distritais de Brasília, para começo de conversa.

Giba Um

Maior show da carreira

Shakira dominou o palco do evento Todo Mundo No Rio, proporcionando uma performance memorável, a maior de sua trajetória e também de uma artista latina. Mesmo iniciando com um atraso de 1h20 (problemas pessoais), trouxe toda a magnificência da turnê Las Mujeres Ya No Lloran, que já arrecadou mais de R$ 2 bilhões. Vestindo um traje nas cores do Brasil, a noite começou com drones formando a imagem de um lobo no céu, seguidos por fogos de artifício e efeitos deslumbrantes. No palco, ela apresentou sucessos como “Girl Like Me” e “Estoy Aquí”, com rápidas trocas de roupa que aumentaram ainda mais a energia do espetáculo. Emocionada, fez uma saudação à sua longa relação com os fãs brasileiros, uma conexão que já dura mais de três décadas. No entanto, nem tudo foi impecável: o setlist omitiu canções amadas como “Addicted to You” e “Gypsy” e incluiu faixas menos reconhecidas, o que gerou opiniões divergentes. Os momentos mais intensos surgiram com “Hips Don’t Lie” e as participações de Anitta, Ivete Sangalo, Caetano Veloso e Maria Bethânia, levando quase 2 milhões de pessoas em Copacabana à euforia. Entre os famosos que estiveram na área VIP estavam a vencedora do BBB26, Ana Paula Renault, a jornalista Tati Machado, a atriz Bianca Bin e a cantora Wanessa Camargo. E a artista não para: o grandioso encerramento da turnê será em Madri, em um estádio temporário exclusivo para ela batizado como “Estadio Shakira”. Serão 11 apresentações em 2026, dentro do Iberdrola Music, com uma estrutura inspirada no mundo de Gabriel García Márquez.

Terras raras: Vale e os irmãos Batista

Em meio à corrida global por minerais críticos, todos os caminhos e players se cruzam em alguma esquina. É o caso da Vale e da J&F, holding controladora da JBS e dos demais negócios dos irmãos Batista. Os dois grupos empresariais têm mantido conversas sobre possíveis investimentos conjuntos na exploração de minerais estratégicos, notadamente terras raras. Por enquanto, são tratativas preliminares que tendem a ganhar força diante do crescente interesse pela alta tecnologia. Não é de hoje que a LHG Mining, braço de mineração de Joesley e Wesley, avalia entrar na produção de minerais críticos. Trata-se de um negócio que extrapola as fronteiras brasileiras e conversa com as ambições globais da J&F. Já a Vale é a Vale. A empresa já tem dentro de casa um eldorado com notório potencial de crescimento, a Vale Base Metais, sua subsidiária voltada à produção de minérios estratégicos. A controlada vale quanto pesa e pesa quanto vale, seja pelo que já tem em seu portfólio — operações de cobalto, níquel e cobre no Brasil, Canadá e Indonésia — seja pela possibilidade de avançar sobre outros minerais críticos e terras raras.

Terras raras 2

A Arábia enxergou essa riqueza a valor presente e o valor futuro: pagou US$ 3,4 bilhões por 13% da Vale Base Metais, por meio da Manara Minerais, joint venture entre a Ma'aden e o PIF (Public Investment Fund), fundo soberano saudita. Vale lembrar que o próprio presidente da Vale, Gustavo Pimenta, já disse publicamente que a companhia avalia investimentos em terras raras. Uma eventual parceria entre Vale e J&F/LHG Mining teria forte potencial para ser um dos líderes de investimentos em minerais estratégicos no subsolo brasileiro.

Giba Um

Faz parte da fernanda

A atriz Fernanda Vasconcellos não tenta esconder que, em alguns dias, ao terminar as gravações de “Três Graças”, ela chorava. Na reta final da novela, a atriz de 41 anos se aprofundou no papel de Samira, uma chef de cozinha envolvida com o tráfico de bebês, um papel bastante intenso, especialmente por ser mãe de Romeo, que tem 3 anos. “Samira sente emoções, mas não as revela”. Após uma década longe da atuação, ela enfrenta a seriedade da trama com consciência: “Qualquer pessoa pode ter uma natureza boa ou má. E a mensagem da história é extremamente relevante”. Dividida entre São Paulo e Rio, Fernanda se esforça para manter a rotina de seu filho. Contudo, o momento de “tchau” ainda é difícil: “Não é simples, mas ele está se tornando mais independente.” Como uma mãe superprotetora, reconhece: “Penso em tudo, desde a alimentação até o banho”. Junto de Cássio Reis há 14 anos, ela comemora a parceria: “Somos excelentes companheiros, tudo realmente flui bem.” Após a maternidade, surgiram incertezas e pausas. “Cheguei a pensar que talvez não voltasse a trabalhar novamente.” Retornou com uma visão mais clara: “Ser atriz é uma parte essencial de quem eu sou. Aprendi que esta carreira demanda paciência”. E ela não tem a intenção de parar. “Após a novela, quero elaborar um novo projeto de teatro com a Ana Beatriz Nogueira. Nesse tempo de profissão, aprendi que ela é inconstante, não temos o controle de nada. Mas sei que ainda tenho um longo caminho pela frente.”

Giba Um

Saindo de cena

Lula ainda considera o senador Rodrigo Pacheco candidato ao governo de Minas Gerais. Ledo engano: ele já avisou que não quer ser candidato ao Supremo e tampouco ao governo mineiro. Nos dias que antecederam a votação, Pacheco chegou a dar demonstrações de apoio a Jorge Messias, subscreveu uma nota do PSB ao indicado, almoçou com o advogado-geral da União e apareceu em foto ao lado dele no encontro. Há quem insista em dizer que Pacheco não estava a par das manobras de Alcolumbre, seu grande amigo. O ex-presidente do Senado, contudo, não revelou se votou a favor ou contra Messias. Aos chegados, diz que abandonará a política.

Foto da capa

Na semana passada, depois da segunda derrota do governo pelo Congresso, a foto unindo os senadores Davi Alcolumbre e Flávio Bolsonaro foi estampada na maioria dos grandes jornais brasileiros. Derrubado o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, Flávio foi abraçar Alcolumbre, e o presidente do Senado preferiu encostar o rosto, de olhos fechados, no peito do pré-candidato ao Planalto, parecendo dizer: "Estamos juntos e vencemos". Há quem tenha ouvido um comentário semelhante. O veto derrubado beneficiará — não exatamente no curto prazo — condenados por golpe, inclusive o ex-presidente Bolsonaro. Enquanto isso, em grande área do plenário, demais senadores davam pulinhos e sacudiam os punhos, numa espécie de dança, ritual que já havia sido cumprido na derrota de Jorge Messias, candidato ao Supremo indicado por Lula. Alguns emocionados da oposição acharam que o momento Alcolumbre-Flávio poderia ser a cena de um filme.

Pérola

"Agora tem uma profissão chamada 'influencer'? Um cara que trabalha na internet e tem 3 milhões de seguidores. Não conheço ninguém que ensina uma coisa séria que tem 4 milhões, mas se fala bobagem, pode ter até 20 milhões",

de Lula, sobre "influencers" nas eleições legislativas.

Roteiro e soberba

O benefício aos condenados, derrubado o veto, não é imediato. Espera-se que algum partido ou a PGR apresente ação no STF questionando a constitucionalidade do projeto de lei. Nesse caso, o tema será julgado pelos atuais dez ministros da Corte. Os senadores gritavam "Fora Lula" e Flávio respondia: "O governo Lula acabou". Mais tarde, já dizia que tem vários nomes para indicar ao Supremo. "Mas não vou adiantar nada. Ainda não sou presidente", emendava o "01", passando a impressão de que já se considera eleito. Bernardo Mello Franco acha que "a soberba pode cobrar um preço alto à campanha".

"Tradição brasileira"

O historiador Carlos Fico, professor da UFRJ e especialista em História do Brasil República, autor de várias obras sobre o assunto, acha que a mobilização do bolsonarismo e aliados para demolir o veto de Lula à Lei da Dosimetria, aprovado pelo mesmo Congresso Nacional, foi mesmo "mais uma vitória da tradição brasileira de tratorar a democracia". Numa tabela pública, ele enumerou 15 golpes (tentados ou consumados) e pronunciamentos militares. Na meia dúzia que fracassou (1902, 1922, 1924, 1956, 1959 e 1961), houve anistia. A sétima, pavimentada pelo Legislativo, facilita a progressão do regime de condenados pela trama golpista de 2022-2023, beneficiando Bolsonaro, três generais e o almirante. O bolsonarismo, ao lado do Centrão, viabilizou um próximo golpe.

"Olha eu aqui!"

Lula pensa em outros nomes para o Supremo e os mais chegados acham que ele deveria colocar Jorge Messias no Ministério da Justiça no lugar deWellington Lima apadrinhado de Jaques Wagner. Messias queria deixar a AGU, mas Lula o convenceu a ficar até o final de seu mandato. Aliados de Lula aconselham o presidente a escolher uma mulher para o STF, e especialmente uma negra. Gleisi Hoffmann gosta da ideia: "É uma oportunidade para a gente debater a indicação de uma mulher para a Corte". Antes de Flávio Dino ser escolhido para o STF, a própria Gleisi chegou a ter seu nome cogitado para a vaga. Ela é advogada diplomada pela Faculdade de Direito de Curitiba e, claro, gostaria de "usar" toga.

Oito votos 1

Na noite anterior à sabatina de Jorge Messias, o ministro Alexandre de Moraes ofereceu um jantar para recepcionar um velho amigo, o procurador e ex-secretário Nacional de Justiça, Mário Luiz Sarrubbo (ambos fizeram carreira no Ministério Público de São Paulo) e, entre outros convidados, estava o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Também lá estavam os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, além do senador Rodrigo Pacheco. Houve conversas sobre a votação de Messias e, apenas para Alexandre, Alcolumbre teria antecipado que o titular da AGU seria rejeitado pela diferença de oito votos.

Oito votos 2

O ministro Alexandre de Moraes também não era favorável à aprovação de Jorge Messias (ele garante que jamais conversou com algum senador) e permaneceu com a informação na cabeça: "oito votos". Moraes conhece onde aperta o sapato de Alcolumbre. Ele é padrinho de Jocildo Lemos, que pediu exoneração do comando da Amapá Previdência (Amprev) após a Polícia Federal investigar um aporte de R$ 400 milhões feito pelo fundo do Banco Master. Lemos também foi tesoureiro da campanha de Alcolumbre. Depois do encontro entre ele e Moraes no jantar, redes sociais ironizaram um suposto pacto: "Você salva a minha pele e eu salvo a sua".

Mistura Fina

A costura política que levou o veto presidencial da Dosimetria à pauta do Congresso passou por um acordo entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e políticos bolsonaristas para enterrar a CPI do Master, cuja instalação vinha sendo pedida pela oposição. Um grupo de parlamentares planejava utilizar a sessão conjunta entre as duas Casas para cobrar que Alcolumbre autorizasse a abertura da CPI sobre o escândalo do banco de Daniel Vorcaro. A rejeição de Jorge Messias também entrou na conversa.

As tratativas foram conduzidas entre Alcolumbre (rotulado em editorial pelo Estadão de "egresso do baixíssimo clero") e o senador Jorge Seif (PL-SC). Parte dos deputados bolsonaristas diz não ter feito parte da negociação e se queixa de a CPI não ter sido instalada. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), autor do requerimento que pede a criação da comissão, reclamou da manobra e sustentou que ela fere o regimento. Agora, ele quer entrar com mandado de segurança no STF para tentar garantir a criação da CPI.

O presidente Lula e seus assessores mais próximos iniciam a semana estabelecendo uma série de providências a serem tomadas contra Davi Alcolumbre, com o qual não planeja "em hipótese alguma" ter uma reconciliação. De cara, servidores indicados pelo presidente do Senado serão demitidos e informados da causa da demissão. Aliados defendem que Alcolumbre "deve sofrer" sempre que possível por ter causado constrangimento ao próprio presidente. Lula quer força total contra candidatos de Alcolumbre no Amapá para diminuir sua força em Brasília. E nem agendas importantes (caso do 6x1) serão motivo para uma reaproximação.

Mais: enfurecidos governistas estão prevendo que Davi Alcolumbre terá destino semelhante ao de Eduardo Cunha, que liderou o impeachment contra Dilma Rousseff em 2016 e acabou preso. Para alguns deles, o presidente do Senado será afetado (de saída, pelo episódio dos R$ 400 milhões da Amprev no Amapá) por revelações de Daniel Vorcaro e não terá mais o governo para ajudá-lo. E alguns defendem que Lula deixe vago o cargo de ministro do Supremo para não correr risco de nova derrota.

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Out - Esmalte: rosa brilhante

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