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Teste da Honda CB 250 Twister CBS

Quem busca uma moto para a utilização diária na cidade é o alvo do modelo 2019

25 JUN 19 - 06h:00Sergio Soares/Agência AutoMotrix

Em seu modelo 2019, apresentado em fevereiro, a Honda CB Twister tornou-se mais bonita, mais completa e mais segura, agora oferecida nas versões CBS e ABS. O modelo ganhou luzes de leds e computador de bordo e ainda ficou mais confortável. Por isso, agrada aos motociclistas que vêm da categoria de motos menores e surpreende aos de modelos maiores por sua versatilidade para uso urbano diário.

Na versão de entrada, a maior novidade na linha 2019 é a adoção dos freios CBS (Combined Brake System). Quando acionado o pedal do freio traseiro, o CBS “desvia” 30% da força aplicada ao dianteiro, o que aumenta a eficiência da frenagem. Antes, o modelo de entrada não tinha qualquer assistência nesse quesito. Com design atualíssimo e cores vibrantes, o grafismo moderno e de bom gosto oferece combinações atraentes de cores para a CBS, em branco, prata metálico e vermelho.

Em ambas as versões da CB Twister, o motor é o mesmo monocilíndrico de quatro tempos, arrefecido a ar, tem 249,5 cc e entrega a potência máxima de 22,4 cavalos a 7.500 rpm com gasolina e 22,6 cavalos com etanol, na mesma faixa de giros. O torque máximo fica em 2,24 kgfm com gasolina e 2,28 kgfm com etanol, sempre em  6 mil rpm. A transmissão tem 6 velocidades. O peso seco fica em 137 quilos.

Por qualquer ângulo, a CB Twister apresenta notável evolução estética em relação às suas antecessoras. Posicionada no segmento Street com motores de até 250 cm³, a CB Twister é bastante procurada por motociclistas que desejam sair do mundo da “CG” e subir de categoria. A versão de entrada tem preço público sugerido de R$ 13.990, enquanto a Twister ABS custa R$ 14.990. Já a arquirrival Yamaha Fazer 250, que só tem versão com ABS, tem preço de R$ 15.590.

Impressões ao pilotar
O esforço da Honda em manter seus modelos em dia com a tecnologia é merecedor de destaque. Na versão CBS, a Twister vem com lanternas e piscas em leds, melhorando a luminosidade e com menor consumo de energia. Mas ainda falta o farol receber a iluminação em leds.

O painel é 100% digital e quase completo. Dispõe de velocímetro, com os dígitos bem grandes, hodômetro total e dois parciais, indicador de nível do combustível, RPM, luzes espia, medidor do consumo médio e instantâneo de combustível e relógio. Não custaria muito inserir o indicador de autonomia. Outra falta está no indicador de marchas. Durante o dia, a leitura é boa, porém, à noite, não é possível enxergar as informações com a mesma clareza.

Os comandos são bem posicionados e acionam-se facilmente, com exceção os do painel, no qual há a necessidade da remoção da mão do punho para acionamento. A embreagem e os engates de marcha são muito macios, sua ciclística é notável, devido ao chassi tipo diamante, em que o motor faz parte da estrutura. O motor é flex e bem elástico e a moto é muito ágil. Seu comportamento na cidade chama a atenção. Ao encher o motor, é preciso um certo cuidado, pois ela se comporta quase como motos maiores. Na estrada, também faz bonito. Apesar de agradar bastante no desempenho, um ponto negativo é o alto ruído do motor a partir dos 90 km/h, principalmente em longos trajetos. Foi observado que o freio motor é muito bom, revelando-se um auxílio na condução do dia a dia.

O assento é confortável, entretanto, a posição do motociclista impõe que as pernas fiquem bem dobradas e é recomendável se fazer paradas frequentes para alongamento em percursos maiores. Para o carona, não é muito diferente, com um assento menos confortável do que o do piloto. As suspensões, tanto a dianteira quanto a traseira, proporcionam bom conforto ao piloto mesmo nas ruas normalmente mal conservadas das cidades brasileiras.

A velocidade final é razoável para uma moto tão pequena, atingindo 142 km/h. A vibração das pedaleiras e dos punhos, a partir dos 90 km/h, presente na maioria das motos com motores monocilíndricos, pode incomodar aos mais exigentes e também causa distorção na imagem dos retrovisores. Os freios CBS distribuem a frenagem entre a roda traseira e a dianteira, permitindo maior segurança na pilotagem. Durante os testes, as frenagens foram precisas.

A autonomia apurada na cidade é surpreendente. Com a capacidade do tanque de 16,5 litros e o consumo medido no painel de 39 km/l, o modelo rodaria 643,5 quilômetros, o que é uma bela marca. Na estrada, o computador de bordo do painel indicou 35,5 km/l.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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