Terça, 24 de Abril de 2018

em 2018

Expectativa é de crescimento,
ainda que tímido, nas vendas de motos

13 JAN 2018Por DA REDAÇÃO05h:00

O mercado de motos não reagiu em 2017. Porém, a julgar pela confiança de alguns executivos no mercado brasileiro, é possível crer que o pior já passou. Mesmo com a retração de cerca de 15% nas vendas em 2016, há quem aposte em saldo positivo em 2018.

“No momento, o cenário apresenta uma perspectiva otimista. Há maior oferta de crédito, aumento da confiança do consumidor e pequena redução no desemprego, entre outros fatores positivos. Porém, ainda é necessária certa cautela, visto que há desafios a serem superados no País. Nossa previsão é de obtermos crescimento em torno de 5% em relação a 2017”, avalia Alexandre Cury, diretor comercial da Honda.

A marca nipônica, que concentra quase 80% das vendas no Brasil, aposta na emoção para ampliar seus lucros em 2018. CBR 1000RR Fireblade e X-ADV estão confirmadas para este início de ano – a pré-venda já começou em 2017. Além disso, está confirmada a comercialização da nova GL 1800 Goldwing, com chegada prevista no 2º semestre.

Na alemã BMW, as atenções estão voltadas para o lançamento da G 310 GS, versão aventureira da naked G 310 R, fabricada no Brasil.

“Por questões internas, não temos por hábito emitir projeções de produção e vendas. Mas estamos otimistas, pois acreditamos no nosso portfólio de produtos”, desconversa João Veloso Jr., head de Comunicação Corporativa do BMW Group Brasil. Outra promessa da BMW é a renovada touring K 1600 GTL, com motor de seis cilindros em linha e 160 cv de potência.

Já a Yamaha direciona sua atenção principalmente para a nova geração da Fazer 250, lançada no último Salão de Duas Rodas.

Mas também existe a chance de a marca japonesa trazer para o Brasil a scooter X-Max 300, pronta para rivalizar com a Honda SH 300i. A Yamaha, aliás, comemora um crescimento forte, mesmo diante da retração de 2017. A marca respondia por 10,81% do mercado de duas rodas ao fim de 2016.

Agora, até o fim de novembro, acumulou 13,53%. Mas a maior vitória foi outra: conseguiu crescer em vendas. Até novembro de 2016, tinha 98.134 emplacamentos registrados. Em 2017, no mesmo período, foi para 104.701, um crescimento absoluto de 6,7% e de participação de quase 25%.

*Leia reportagem no suplemento Correio Veículos, na edição de sábado/domingo do jornal Correio do Estado.

 

 

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