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CARMAIS

Coluna semanal com dicas
e novidades sobre automóveis

14 NOV 19 - 13h:49DANIEL DIAS/Agência AutoMotrix

Queimou a largada
Apenas dois meses depois de ser apresentada, a segunda geração do Chevrolet Prisma, agora chamada de Onix Plus, apresentou um problema que resultou em quebra de motores e em dois incêndios, um deles ocorrido no pátio do Complexo de Gravataí (RS), onde o carro é produzido, o que gerou um recall. Das 19.055 unidades convocadas para reparos pelo fabricantel, 7.400 já estavam com seus donos e mais de 4 mil foram retidas ainda na fábrica. A marca norte-americana informou que fará a atualização no software de gerenciamento do motor do Onix Plus para evitar que ele atue fora dos padrões de pressão e de temperatura, problema apontado como o causador dos incêndios. A substituição do software para quem comprou o novo sedã compacto se inicia no próximo dia 18. Segundo a empresa, as unidades que estão nas concessionárias já receberam o novo gerenciamento. A produção foi paralisada após o conhecimento do incêndio ocorrido no Nordeste, mas a General Motors afirma que a linha de montagem do Onix Plus voltou a operar nesta segunda-feira, dia 11 de novembro – evidentemente, com o problema resolvido. Segundo a fabricante, quem não passar pelo recall, não pode utilizar o carro. Até que os veículos sejam reparados, a GM pretende disponibilizar um carro reserva, fornecido por locadora, em um prazo inicialmente previsto de vinte e quatro horas.

Radicalismo em Vegas
A Nissan pisou forte no acelerador em seu estande na edição de 2019 do Salão Sema (Specialty Equipment Market Association), realizado em Las Vegas, destinado para versões especiais de veículos de produção. As surpresas preparadas pela marca oriental incluem uma unidade do esportivo 370Z de competição na versão Global Time Attack TT, uma picape Frontier Desert Runner turbinada e um Kicks Street Sport. A carroceria do Kicks foi radicalmente transformada com toques do Kicks Color Studio e peças customizadas de trezentos e sessenta Composites – com um spoiler dianteiro de tamanho avantajado, um spoiler traseiro de teto e saias laterais. A MA Motorsports fabricou os alargadores de para-lamas para que se adaptassem às rodas Volk Racing TE37V 17x8.5. Para ajudar o Kicks Street Sport no quesito atitude, uma suspensão customizada foi fabricada para entregar uma dirigibilidade digna do nome, utilizando uma combinação de amortecedores Nismo/Öhlins do tipo “coil over”.

Torpedo elétrico
Um protótipo do Mustang totalmente elétrico com mais de 900 cavalos de potência foi apresentado no Sema Show, em Las Vegas. Naturalmente, o carro não está à venda, pois tem como missão avaliar o interesse por um elétrico de alto desempenho. Ainda este mês, a Ford lançará um SUV elétrico inspirado nesse Mustang. O utilitário esportivo, no entanto, será muito menos potente que o “show car”, chamado pela marca norte-americana de Mustang Lithium. A Ford não forneceu números de desempenho do Mustang elétrico, se limitando a dizer que “a aceleração é simplesmente impressionante”. Criado em conjunto com a empresa de peças automotivas Webasto, o Mustang Lithium tem uma transmissão manual de 6 velocidades. Isso é incomum em um carro elétrico, porque, diferentemente dos veículos movidos a gasolina ou a diesel, os 100% “verdes” não exigem transmissão com mais de uma velocidade. O câmbio do Mustang Lithium é uma transmissão projetada para lidar com mil libras-pé de torque ou força de tração, acionada pelo motor elétrico. “A transmissão manual foi incluída porque coloca o controle do veículo nas mãos do motorista, que pode deixar o carro na terceira marcha o tempo todo e dirigir como qualquer outro elétrico ou optar por mudar de marcha”, disse Josh Lupu, diretor de Marketing da Webasto Customized Solutions.

Liderança em jogo
Apresentada em setembro, a segunda geração do Chevrolet Onix, o carro mais vendido do Brasil há quase cinco anos, começará a ser comercializada a partir do final de novembro. A fabricante norte-americana divulgou alguns detalhes do hatch. Entre as novidades estão os números de potência e torque do motor 1.0 aspirado, das versões de entrada do hatch e do sedã, o Onix Plus. O propulsor entrega 78 cavalos com gasolina e 82 cavalos com etanol, ambos a 6.400 rpm. O torque é de 9,7 kgfm com o primeiro combustível e de 10,6 kgfm com etanol, a 4.100 rpm nos dois, com transmissão manual de 6 marchas. O motor 1.0 turbo (como já era conhecido) terá 116 cavalos e 16,8 kgfm de torque, com os dois combustíveis. Assim como o sedã, o Onix será maior em comparação à primeira geração, com 4,14 metros de comprimento (23 centímetros a mais), 1,73 metro de largura (3 centímetros maior) e 2,56 metros de entre-eixos (3 centímetros mais longo). A capacidade do porta-malas crescerá sutilmente, de 289 litros para 291 litros. A altura permanecerá a mesma (1,48 metro). Detalhe importante: o gerenciamento do motor já estará ajustado, para evitar os problemas que causaram incêndios e motivaram um recall do Onix Plus, lançado em setembro.

Novata animada
Com 2.194 veículos vendidos em outubro, a Caoa Chery se consolida na décima segunda posição no ranking das montadoras nacionais. Os emplacamentos do período representam mais um recorde na história da nova fabricante e um crescimento de 18,6% nas vendas em relação a setembro. Na comparação com outubro de 2018, o aumento foi de 65%. No acumulado do ano, a Caoa Chery soma 16.104 emplacamentos, número 165% superior ao mesmo período de 2018. “Esse resultado coloca a Caoa Chery em um novo patamar no mercado automotivo nacional. Conseguimos superar marcas muito tradicionais do setor, que atuam há décadas no país. Isso demonstra que o consumidor está enxergando o valor dos nossos produtos e confiando em nossa proposta de mercado, que tem como objetivo oferecer excelência não apenas nos veículos mas também nos serviços de venda e pós-venda”, afirma Marcio Alfonso, CEO da marca brasileira/chinesa. Com 0,91% de “market share” em outubro, a Caoa Chery teve como destaque o Tiggo 5X. O SUV teve 1.082 unidades comercializadas no mês, sendo responsável por quase metade dos emplacamentos da montadora.

Conforme as estimativas
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou o balanço da indústria automotiva em outubro e no acumulado dos dez primeiros meses do ano. “Todos os números deste mês estão de acordo com nossa projeção para o fechamento do ano. Os resultados indicam o terceiro ano de recuperação do setor automotivo como um todo, mesmo com a queda nas exportações”, comemorou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. Para o setor de veículos, o resultado mensal de 288,5 mil unidades produzidas apontou para uma alta de 16,6% na comparação com setembro e de 9,6% em relação a outubro do ano passado. Foi o melhor mês de produção em 2019 e recorde desde agosto de 2018. O acumulado do ano, de 2,55 milhões de unidades, representa avanço de 3,6% sobre o mesmo período de 2018. Moraes também fez questão de lembrar do primeiro ano de vigência do Rota 2030, regime automotivo brasileiro que teve seu decreto assinado em 8 de novembro de 2018 pelo então presidente Michel Temer. Segundo a Anfavea, todas as fabricantes estão adequando seus produtos para níveis de emissões mais rigorosos que entrarão em vigor nos próximos anos e para atender ao cronograma de itens de segurança obrigatórios com entrada no mercado em 2020.

Prevenir é preciso
Pequenos cuidados com o carro ajudam a prevenir problemas que podem se tornar graves e bem pesados para o bolso. Gilberto Pose, especialista em combustíveis da Raízen, licenciada da marca Shell, dá dicas de manutenção preventiva para manter o carro sempre em ordem e evitar visitas indesejadas ao mecânico.

Bateria – responsável pelo funcionamento do sistema elétrico do carro, muitas vezes, só é lembrada quando deixa o motorista na mão, que deve checar regularmente se os cabos estão limpos e bem fixados nos polos. Com o tempo, a oxidação dos componentes da bateria forma resíduos que se acumulam nas pontas dos conectores.

Combustíveis – o uso constante de combustíveis aditivados ajuda a limpar o motor de resíduos, protege e lubrifica as partes internas para que se movimentem mais suavemente, reduzindo o gasto de energia, além de auxiliar no desempenho.

Filtros – todos os carros têm três filtros básicos: de ar, de óleo e de combustível. Os veículos com ar-condicionado ainda contam um filtro específico para o sistema. Os três primeiros têm o seu próprio tempo para troca, mas, em média, duram de 10 mil a 15 mil quilômetros.

Freios – o fluido transmite a pressão do pedal de freio para as rodas, desacelerando o carro. Por isso, é fundamental que esteja sempre no nível correto.

Óleo do motor – lubrifica as peças e impede que os componentes metálicos sofram com o atrito. Por isso, é importante fazer a troca periódica do óleo do motor. Geralmente, precisa ser feita a cada 5 mil, 7 mil ou 10 mil quilômetros, ou como determina o Manual de Proprietário ou o fabricante do produto.

Pneus – boa calibração, alinhamento e balanceamento em dia evitam o desgaste irregular e excessivo dos pneus e prolongam sua vida útil. A cada 10 mil quilômetros, o motorista deve fazer o alinhamento, o balanceamento e o rodízio entre os pneus, além de calibrar a cada quinze dias.

Radiador – é o responsável por manter o motor refrigerado. O motorista deve observar semanalmente se a água do radiador está no nível correto indicado no reservatório e se não há vazamento.

Velas – elas produzem a faísca elétrica que dá a partida nos motores a combustão. Em perfeito estado, ajudam no bom desempenho do motor e até influenciam no consumo de combustível. Em média, os modelos convencionais duram de 30 mil a 50 mil quilômetros, devendo ser inspecionadas a cada 10 mil quilômetros.

Fim do DPVAT?
O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta segunda-feira, dia 11 de novembro, uma Medida Provisória acabando com o seguro obrigatório DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de via Terrestre), que indeniza vítimas de acidentes. A medida entrará em vigor em 1º de janeiro de 2020. O Ministério da Economia afirma que a MP poderá evitar fraudes no DPVAT e amenizar ou eliminar os custos de supervisão do seguro por parte do setor público. Os sinistros ocorridos até 31 de dezembro continuarão sendo cobertos pelo seguro. A Líder, gestora do DPVAT, seguirá responsável pelos procedimentos de cobertura até 31 de dezembro de 2025. Depois, a União assumirá os direitos e obrigações envolvendo o seguro. O governo estima que, já descontados os valores a serem pagos em indenizações por acidentes ocorridos até o final deste ano, o DPVAT terá ainda um total de R$ 4,7 bilhões que serão repassados à Conta Única do Tesouro em parcelas anuais pagas até 2022. “A Medida Provisória não desampara os cidadãos no caso de acidentes, já que, quanto às despesas médicas, há atendimento gratuito e universal na rede pública, por meio do SUS”, comunicou o Ministério da Economia, em nota, acrescentando que os segurados do INSS também têm direito a auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e pensão por morte, conforme o caso. Uma Medida Provisória depende da aprovação do Congresso para virar lei.

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