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Coluna semanal com dicas e novidades sobre automóveis

13 JUL 19 - 12h:00DANIEL DIAS/Agência AutoMotrix

Jovens vítimas
Dados do Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) revelam que os jovens são as principais vítimas das ocorrências, especialmente quando estão no comando da direção. Dos mais de 191 mil motoristas indenizados em 2018, cerca de 103 mil tinham idade de 18 a 34 anos. Desse total, 62% eram condutores de motocicleta. Se forem analisados todos os tipos de vítima nessa faixa etária (motorista, passageiro e pedestre), o veículo de duas rodas se mantém como o principal responsável pelos acidentes, registrando cerca de seis vezes mais pagamentos em comparação aos casos envolvendo automóveis. “Os números indicam a importância de se investir na conscientização dos jovens durante o período de formação nas autoescolas. É fundamental que os recém-habilitados deixem as escolas de direção cientes das normas de segurança e legislação de trânsito. É essencial ainda o respeito às regras e a atenção ao volante, pois os dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que a falta de atenção dos condutores foi a principal causa dos acidentes no ano passado”, afirma Arthur Froes, superintendente de Operações da Seguradora Líder. O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social que protege os mais de 209 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa, e pode ser destinado a qualquer cidadão no território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre. Oferece três tipos de cobertura: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada de saúde (até R$ 2.700). A proteção é assegurada por um período de até três anos.

Vida longa à suspensão
Passar por quebra-molas na diagonal e trafegar por ruas esburacadas são alguns fatores que afetam diretamente na vida útil dos componentes da suspensão dos veículos. Para ajudar os motoristas a reduzirem os problemas, a Monroe, empresa líder mundial na fabricação e no desenvolvimento de amortecedores, dá algumas dicas bem úteis para serem aplicadas no dia a dia. A primeira delas é manter o alinhamento e o balanceamento do veículo. Caso contrário, pode haver desgaste desigual e prematuro dos pneus. A forma correta de passar por lombadas físicas ou valetas é em linha reta. Se o motorista superar esses obstáculos na diagonal, gerará forças laterais dos componentes, podendo acarretar em folgas excessivas, ruídos, empenamentos e até o travamento total das peças. Veículos que trafegam por vias muito esburacadas – uma rotina no Brasil – ou em terrenos de fora-de-estrada aceleram o desgaste dos amortecedores. O condutor deve ficar atento a sinais como perda de estabilidade em curvas, derrapagens, ruídos estranhos e balanço acima da conta ou falta de contato dos pneus com o solo. Outra atenção deve ser para o limite de carga do veículo. Todo manual do proprietário traz o quanto o carro pode transportar de peso. Também é indicada a distribuição de forma igualitária no porta-malas e das pessoas dentro do automóvel, evitando diferenças de altura entre os lados da suspensão.

Antes de partir
Para deixar tudo confiável para pegar estrada, principalmente no mês de férias escolares de meio de ano, o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) orienta sobre a segurança da manutenção preventiva dos veículos. No “bê a bá” dos cuidados do motorista, sete itens devem ter atenção total. O motor é o principal. Qualquer negligência na manutenção pode custar caro. Além da verificação geral feita por um especialista, deve ser mantida a troca de óleo regular, conforme indicação da fabricante. O proprietário também deve trocar o filtro de óleo. Antes da viagem, um mecânico deve analisar o sistema de suspensão, componente responsável por oferecer melhor desempenho ao veículo, segurança e conforto aos ocupantes. A direção tem de ser justa e precisa. Os pneus têm limite de uso, que pode ser identificado a partir de pouca profundidade dos sulcos. É importante manter a calibragem correta. Os freios estão entre os itens que mais se desgastam. O motorista deve ainda acompanhar a quilometragem estabelecida pela fabricante para troca e observar o nível do fluído de freio. Para garantia de um bom funcionamento, o carro precisa de vários tipos de fluídos, como o de freios e o líquido de arrefecimento, cuja função principal é aumentar a vida útil de componentes, ao diminuir o atrito e controlar a temperatura. Por fim e não menos essencial: a verificação da parte elétrica de um carro envolve a bateria e o sistema de partida, assim como as luzes de setas, os faróis e as lanternas.

Novidades de frente e verso
A Renault divulgou duas imagens do novo Sandero, que será lançado no final deste mês. O hatch compacto terá mudanças estéticas e estreará a transmissão CVT e o motor 1.6 16V de 118 cavalos de potência e 16 kgfm de torque, mantendo uma versão com o propulsor 1.0 SCe de 82 cavalos com câmbio manual de 6 velocidades. A repaginação do Sandero na frente engloba um novo desenho dos faróis, com contorno de luzes de leds de circulação diurna em forma de “C”. A grade do radiador ganha acabamento cromado e o para-choque foi remodelado na parte inferior. Na traseira, as lanternas invadem a tampa do porta-malas. O modelo da Renault concorre diretamente com o Chevrolet Onix, o Fiat Argo e o Hyundai HB20. O Sandero já ocupou o posto de mais vendido da marca francesa, perdendo a condição com a chegada do Kwid. O hatch teve 22.366 mil unidades emplacadas no primeiro semestre deste ano, com média mensal de 3,6 mil unidades e a décima sétima posição no geral dos carros no país.

Quarenta anos do Cachacinha
O dia 5 de julho de 1979 foi um marco para a indústria automotiva nacional. Na data, chegava às ruas brasileiras o 147 movido a etanol, transformando a Fiat na pioneira no mundo na produção em série de um motor com essa tecnologia. Apelidado de “Cachacinha” devido ao odor característico exalado pelo escapamento, o 147 a álcool simbolizou um importante passo para a engenharia brasileira em direção a tecnologias mais eficientes e menos poluentes. Em 1978, a Fiat desenvolveu o motor 1.3 de 62 cavalos de potência e 11,5 kgfm de torque que, durante os testes, acabou se mostrando mais adequado para o uso do etanol. No início daquele ano, três 147 a etanol foram entregues ao DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem) para serem experimentados no policiamento da Ponte Rio-Niterói. Em setembro, um exemplar fez o teste definitivo para a criação do primeiro motor a etanol, uma viagem de doze dias e 6.800 quilômetros pelo país, percorrendo uma média diária superior a quinhentos quilômetros. Para celebrar os quarenta anos, uma unidade do 147 a álcool acelerou na pista de testes da fábrica de Betim (MG). “É emocionante ver esse carro de perto, não só pela importância de ser realmente o primeiro Fiat 147 a etanol, mas também por estar funcionando perfeitamente com todos os elementos de época originais, como partida a frio e afogador, tampa vermelha do motor e a pintura original, com direito a alguns toques de batida de porta”, disse Robson Cotta, gerente de Engenharia Experimental da Fiat Chrysler Automóveis (FCA).

Anjo da guarda eletrônico
A Ford Ranger 2020 chega ao mercado em agosto com recursos inéditos no segmento de picapes. Um dos destaques é o assistente autônomo de frenagem com detecção de pedestres, tecnologia até agora encontrada apenas em SUVs de luxo. O equipamento, oferecido na versão de topo Limited, auxilia o motorista a evitar colisões com outros veículos ou pedestres que cruzem a frente da picape. O dispositivo conta com duas câmeras de alta resolução instaladas no para-brisa, uma voltada para o terreno e outra para o horizonte, e um radar embutido no para-choque dianteiro do tamanho de um smartphone, abaixo da placa de licença. “O assistente autônomo de frenagem com detecção de pedestres é uma tecnologia avançada que contribui para tornar a direção da Ranger mais segura e tranquila. Como todas as tecnologias de assistência, ele não substitui a atenção do motorista, mas ajuda a evitar acidentes em situações imprevistas, tão comuns no trânsito”, diz Fabrizzia Borsari, gerente de Marketing do Produto da Ford.

Nova usina
Os novos esportivos Mercedes-Benz A 45 4Matic e CLA 45 4Matic desenvolvidos pela AMG estreiam o motor M193, o propulsor 2.0 turbo mais poderoso colocado em um carro de série do mundo, com potências de 387 e 421 cavalos a 6.750 rotações por minuto e torque de 51 kgfm de 5 mil a 5.250 rpm, conforme a configuração. Segundo a marca alemã, a usina pode levar o modelo de zero a 100 km/h abaixo dos quatro segundos e alcançar a velocidade final de 270 km/h. “Redesenhamos completamente os nossos modelos 45, do motor à transmissão, o chassi, o sistema de construção elaborado à estrutura da carroceria e o design, tudo com um objetivo: elevar a dinâmica do veículo e a experiência de condução esportiva a um nível antes inimaginável na classe compacta. Nosso carro esportivo ficou mais potente e mais dinâmico”, revela Tobias Moers, presidente do Conselho de Administração da Mercedes-AMG GmbH.

Sem tempo a perder
A Caoa Chery teve um crescimento de 276% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2018. Foram vendidas 8.516 unidades da nova marca brasileira-chinesa de janeiro a junho ante 2.264 de igual intervalo do ano passado. Considerando apenas o mês de junho, com 1.608 veículos vendidos, o resultado foi 228% superior ao de 2018. A Caoa Chery manteve sua participação de mercado em 0,75% e a décima quarta posição no ranking das fabricantes no Brasil. O Tiggo 5X seguiu como o líder em vendas da marca em junho, com 655 unidades comercializadas. No acumulado do ano, outro SUV, o Tiggo 2, é o mais vendido, com 3.035 emplacamentos. “Os resultados do semestre demonstram a solidez da Caoa Chery no Brasil. Desde o início da nova marca, trabalhamos de forma bastante agressiva para trazer ao consumidor produtos de alto valor, nos mais variados segmentos de mercado, e uma rede de atendimento de qualidade, que corresponda à expectativa do consumidor brasileiro”, avalia Marcio Alfonso, CEO da Caoa Chery.

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