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TURISMO

Redescobrindo a "Dolce Vita"

Terceiro país mais visitado da Europa, Itália surpreende com opções de passeio que prometem reinventar roteiros tradicionais

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A Europa permanece como o continente mais visitado do planeta. E, entre todos os seus 50 países, a Itália figura em terceiro lugar na lista dos que mais atraem turistas, segundo o ranking divulgado por um portal espanhol recentemente.

Com 62 milhões de visitantes anuais, a terra do mercador Marco Polo (1254-1324), do múltiplo talento Michelangelo (1475-1564) ou da atriz Sophia Loren, fica atrás apenas da França, que ocupa o primeiro lugar com quase 90 milhões de turistas; e da Espanha, em segundo lugar, beirando os 83 milhões de turistas a aportar em seus limites a cada ano.

Com a primavera prestes a atingir a plenitude dos botões, cores e aromas que tomam conta do seu território no auge da estação, a Itália, mais do que nunca, reúne vários dos atrativos recorrentes na hora do viajante decidir um novo destino: por exemplo, o rico patrimônio histórico - afinal, qual o país que segue ostentando a patente de “berço da civilização”? - e uma gastronomia apreciada no mundo todo, de apelo, ao mesmo tempo, popular e requintado.

A extensa, e estrelada, carta italiana de vinhos é repleta de rótulos premiados e as paisagens são de tirar o fôlego em todas as regiões da nação que popularizou muito mais que a pizza e o canto lírico. Um dos viços - veja logo a seguir - é se deparar com um roteiro que mostra porque o país é a terra do risoto.

Depois de dois anos fechada para os turistas brasileiros, a Itália reabre as suas portas e mostra, sob a indicação de alguns especialistas de viagem, o que há para redescobrir em uma diversidade de destinos surpreendentes. 

A mineira Deyse Ribeiro, que vive no país há 14 e há uma década atua produzindo conteúdos culturais e turísticos para outros profissionais ou para as próprias consultorias que presta, é uma dessas “experts”.

Especializada em roteiros que têm o principal objetivo de fugir do comum quando o assunto é “turismo na Itália”, a brasileira propõe passeios descolados, que inovam, sem rejeitar, muito pelo contrário, o que chama de boa e velha “dolce vita italiana”. Confira:

Arrozais de Piemonte

Você sabia que o arroz da região de Piemonte é um dos mais caros do mundo e é envelhecido por mais de um ano? 

Em uma das opções de passeio, é possível visitar as fazendas onde se produz o risoto preferido dos chefs estrelados ao redor do mundo, conhecer o sistema de produção e o museu histórico, além de degustar o verdadeiro sabor de um dos mais famosos pratos da gastronomia italiana.

Trufas

As trufas, ou tartufos, em italiano, são uma espécie de cogumelo subterrâneo, identificado com a ajuda de cães, e apreciado pela alta gastronomia ao redor do mundo. 

Caçar as trufas é uma experiência muito procurada por amantes da culinária. 

A aventura começa bem cedo nos bosques, em companhia de um caçador experiente, e termina com a degustação de pratos que contêm o ingrediente fresco. Esse tour pode ser realizado em várias regiões da Itália, como Toscana, Umbria e Piemonte.

Queijos

De norte a sul da Itália, é possível provar uma variedade saborosíssima de queijos, muitos deles apreciados na gastronomia internacional, como o famoso gorgonzola (Lombardia), o bra (Piemonte), o pecorino (Toscana), a mozzarella (Costa Amalfitana e Campania), entre outros.

Há diferentes formas de produção, que dependem muito do contexto geográfico e histórico de cada região italiana. 

Uma das indicações é o passeio enogastronômico para aprender a fazer três tipos de queijos, incluindo degustação de pratos italianos à base da iguaria e vinhos, além de visitas guiadas em português por cidades como Cortona e Montepulciano.

Vinhos

Um dos principais destinos no radar dos amantes dos vinhos, a Itália tem verdadeiros achados no quesito vinícolas, conhecidas apenas por locais e especialistas. 

Imagine visitar a vinícola com uma das videiras mais antigas do país, localizada no alto da bela Costa Amalfitana, ver de perto a produção do Franciacorta, delicioso espumante italiano, ou participar do Trekking do Prosecco? 

Esse último acontece uma vez ao ano e proporciona 14 degustações ao longo do trajeto. 

São experiências que tornam a viagem um passeio de sabor único.

Cultura medieval

A Itália tem uma cultura muito rica, que pode ser contemplada não só pelo seu patrimônio histórico, mas também pelas dezenas de eventos medievais e folclóricos espalhados pelo país, que tornam a viagem ainda mais memorável. 

Uma das dicas imperdíveis: assistir o Palio de Siena de uma das janelas ou balcões da cidade, ver de perto os Gioco del Ponte, em Pisa, ou o Calcio Storico, em Florença. São festas imperdíveis da cultura local.

De barco

Banhada por diversos mares, a Itália conta com um litoral privilegiado, desde praias de areia até impressionantes falésias enfeitadas por casinhas coloridas e pequenos vilarejos - aliás, como destacado na edição de 11 de abril deste Correio. 

Por isso, um romântico passeio de barco por destinos como Sardenha, Cinque Terre ou Costa Amalfitana é, sem dúvida, imperdível.

Outra atração muito buscada são os passeios de barco pelos famosos lagos italianos, como Lago de Como, Lago Maggiore e Lago de Garda, onde as paisagens que os rodeiam são uma atração magnífica por si só.

Pet Correio B+

Seu pet sente frio? Especialista esclarece os principais mitos e verdades no inverno

Médica-veterinária alerta para cuidados com a saúde de cães e gatos na época mais fria do ano

20/06/2026 15h30

Seu pet sente frio? Especialista esclarece os  principais mitos e verdades no inverno

Seu pet sente frio? Especialista esclarece os principais mitos e verdades no inverno Foto: Divulgação

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O inverno chega ao Brasil no dia 21 de junho, mas as baixas temperaturas já desembarcaram há algumas semanas em diversas regiões pelo Brasil. Cenário que acende uma luz de alerta quanto a saúde dos pets, o que aumenta ainda mais as dúvidas dos tutores sobre como deixar o animal de estimação protegido do frio.

Será que eles de fato passam frio? Vale a pena colocar uma roupinha para esquentar? Existem vacinas que possam protegê-los das temidas doenças de inverno?

A médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Dra. Aline Ambrogi, salienta que existem muitos mitos nesse período, mas uma verdade é que as baixas temperaturas trazem grandes riscos à saúde dos pets, o que requer atenção redobrada dos tutores.

“Assim como os humanos, cães e gatos podem desenvolver doenças respiratórias causadas por vírus e bactérias. Em cães, a mais conhecida é a traqueobronquite infecciosa canina, também conhecida como ‘tosse dos canis’. Ela acomete principalmente as vias aéreas superiores e pode apresentar sintomas como: secreção nasal, febre, engasgos e, em casos mais graves, pneumonias”, alerta.

“Entre os felinos, a mais comum é a rinotraqueíte, conhecida como gripe felina. É uma enfermidade que acomete o trato respiratório dos gatos, podendo apresentar sinais como espirros, secreção nasal e lesões oculares”, complementa Aline.

A médica-veterinária alerta ainda para pets portadores de doenças articulares, como artrose, displasia coxofemoral e artrites. Gatos idosos também podem ter agravamento das dores.

“No inverno, é comum que os felinos fiquem mais preguiçosos e passem mais tempo dormindo. Esse comportamento pode fazer com que utilizem a caixa de areia com menos frequência, favorecendo a retenção de urina e fezes. Como também costumam se exercitar menos nessa época, há maior chance de ganho de peso”, explica.

Mito ou verdade: como proteger meu pet do frio?

Vacinas protegem contra doenças

Verdade! Existem vacinas que ajudam a proteger contra alguns dos principais agentes envolvidos, reduzindo a gravidade da doença, como a vacina da gripe para cães e as vacinas múltiplas para cães e gatos.

Meu pet é peludo, por isso não sente frio

Mito! Embora possuam mecanismos naturais de proteção, cães e gatos também sentem frio. Os pelos ajudam no isolamento térmico, mas não tornam os animais imunes ao frio. Filhotes, idosos, animais magros, doentes e aqueles com pelagem curta costumam sofrer mais com as baixas temperaturas.

Um cão pode ter mais frio se for tosado

Verdade! Após a tosa, especialmente em épocas frias, alguns cães podem perder parte dessa proteção natural e sentir mais frio. Por isso, o tipo e a época da tosa devem ser avaliados individualmente.

É só colocar uma ‘roupinha’...

Mito! Nem todos os cães necessitam de roupas. Raças com pelagem densa e dupla camada costumam tolerar bem o frio. Já cães de pequeno porte, idosos, filhotes, animais magros ou de pelagem curta podem se beneficiar do uso de roupas adequadas e confortáveis.

A fome vai aumentar

Verdade! Em alguns casos, o organismo pode aumentar o gasto energético para manter a temperatura corporal, elevando o apetite. No entanto, animais que ficam menos ativos durante o inverno podem não apresentar esse aumento de consumo.

Aquele ‘chazinho’ para esquentar

Mito! Chás não são recomendados aos pets, sem que haja orientação de um médico-veterinário. Isso porque as plantas utilizadas podem ser tóxicas para cães e gatos. O mais recomendado, para manter o animal aquecido, é ofertar caldos próprios para pets, sem sal e temperos.

Piso gelado, animal com frio

Verdade! O contato com superfícies frias geralmente não causa lesões diretas nas patas, mas pode gerar desconforto e favorecer a perda de calor corporal, principalmente em filhotes, idosos e animais debilitados. Disponibilizar camas, mantas e locais protegidos é importante.

Banho no inverno faz mal para cães e gatos

Mito! O banho não faz mal quando realizado de forma adequada. O problema não é o banho em si, mas a exposição ao frio antes que o animal esteja completamente seco. Prefira dar banho em horários mais quentes do dia, utilize água morna, seque bem a pelagem com toalha e secador (quando o animal tolera) e evite correntes de ar após o procedimento.

Cinema Correio B+

Office Romance: Jennifer Lopez pilota nova comédia romântica

Filme da Netflix aposta no carisma de J.Lo

20/06/2026 14h00

Office Romance: Jennifer Lopez pilota nova comédia romântica

Office Romance: Jennifer Lopez pilota nova comédia romântica Foto: Divulgação

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Todo ano chega junho romance comanda as dicas e críticas, mesmo que esse ano a Copa do Mundo entre no circuito. Há muitas despedidas de grandes séries, batalhas épicas, reencontros. Sem esquecer dos cinco anos do Caderno B+, não é?

Então, a minha dica de filme da semana vem com algumas ressalvas, mas posso estar sendo amarga. Vocês me dizem! Me volto para o novo filme de Jennifer Lopez: Office Romance.

A atriz e cantora americana conhece melhor do que poucas atrizes a fórmula da comédia romântica. De The Wedding Planner a Maid in Manhattan, passando por Monster-in-Law e Marry Me, sua carreira está repleta de filmes que entendiam exatamente o que o público esperava dela: carisma, charme, humor e uma protagonista pela qual era fácil torcer.

Talvez por isso, Office Romance, nova produção da Netflix, seja uma experiência que flerta com o frustrante. Não porque seja um desastre, mas porque parece desperdiçar todos os elementos que poderiam torná-la memorável.

No filme, Lopez interpreta Jackie Cruz, CEO da companhia aérea AirCruz. Filha do fundador da empresa, Jackie construiu a reputação de uma executiva brilhante, disciplinada e obcecada por regras. Entre elas está uma política rígida que proíbe relacionamentos entre funcionários.

O problema surge quando Daniel Blanchflower (Brett Goldstein, de Ted Lasso), advogado responsável por defender a companhia de uma série de processos, entra em sua vida. O que começa como uma relação profissional rapidamente evolui para algo mais, colocando os dois em rota de colisão com as próprias normas da empresa.

A premissa possui potencial. O universo corporativo, a tensão entre poder e desejo e o cenário de uma companhia aérea poderiam render uma comédia romântica elegante e divertida. Há até alguns momentos em que o filme parece encontrar esse caminho.

Um dos melhores envolve Jackie pilotando seu próprio avião durante uma viagem ao lado de Daniel. Enquanto enfrenta uma área de turbulência, ela o tranquiliza afirmando que jamais o deixaria cair do céu. É uma cena simples, mas que sugere uma profundidade emocional que o restante do filme raramente alcança.

O maior problema de Office Romance é que ele nunca parece realmente interessado em desenvolver o relacionamento central. Em vez disso, o roteiro de Brett Goldstein e Joe Kelly se dispersa em uma quantidade excessiva de personagens secundários, participações especiais e subtramas que lembram mais uma série de streaming condensada em duas horas do que um filme propriamente dito. Há histórias paralelas, conflitos corporativos, dramas familiares, funcionários excêntricos e romances secretos disputando espaço constantemente.

O resultado é que Jackie e Daniel passam boa parte do tempo dividindo atenção com elementos que pouco acrescentam à narrativa principal. A química entre Lopez e Goldstein nunca se torna totalmente convincente porque o filme raramente permite que os personagens simplesmente existam juntos. Quando a relação começa a ganhar alguma força, o roteiro logo encontra uma nova distração.

Jennifer Lopez também acaba limitada por essa abordagem. Embora seja claramente o centro da produção, Jackie permanece uma personagem surpreendentemente superficial. Sabemos que ela é poderosa, admirada e competente.

Sabemos que herdou a companhia do pai e que continua pilotando aviões. Mas o filme nunca vai muito além dessas características. Em muitos momentos, a sensação é de que estamos assistindo menos a uma personagem e mais a uma versão idealizada da própria Jennifer Lopez.

Talvez seja por isso que Betty Gilpin frequentemente pareça a presença mais interessante da tela. Interpretando Sydney, braço-direito de Jackie, ela traz espontaneidade, humor e personalidade para uma história que, por vezes, parece excessivamente preocupada em manter sua protagonista impecável.

Gilpin encontra humanidade mesmo nas situações mais absurdas e ajuda a dar vida a cenas que poderiam facilmente passar despercebidas.

Curiosamente, uma das sequências mais divertidas do filme acontece depois dos créditos. Após Jackie e Daniel assumirem publicamente o relacionamento, a empresa passa a permitir romances entre funcionários desde que sejam declarados oficialmente. O resultado é uma avalanche de revelações envolvendo praticamente todo o escritório.

Casos secretos, relacionamentos inesperados e situações constrangedoras transformam o departamento de recursos humanos em um caos absoluto. É uma cena leve, engraçada e cheia de energia, que acaba destacando algo curioso: o filme parece mais interessado nos personagens secundários do que em sua história de amor principal.

No fim, Office Romance funciona da mesma forma que muitas produções românticas da Netflix. É bonito, agradável e fácil de assistir. Distrai durante algumas horas e oferece o conforto familiar de uma estrela carismática fazendo exatamente aquilo que o público espera dela. Mas falta algo essencial. Falta química. Falta profundidade. Falta personalidade.

Jennifer Lopez continua sendo uma presença magnética. O problema é que, desta vez, nem ela consegue fazer o filme voar.

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