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TURISMO

No Pantanal sul-mato-grossense, Corumbá tem rota imperdível em barco descendo o Rio Paraguai

Cidade Branca tem bons atrativos culturais e gastronomia pantaneira

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Viajar em família em período de férias para desfrutar as belezas do Pantanal tem um destino: Corumbá, distante 430 km de Campo Grande. A histórica cidade, fundada em 1778, reserva bons atrativos culturais, como casarões, museu e fortificações militares, e degustação da gastronomia pantaneira, à base de peixe e carne bovina seca.

Um dos melhores passeios pela capital do Pantanal é navegar pelo Rio Paraguai em embarcações com toda a segurança e uma estrutura que inclui restaurante, assentos confortáveis e piscina. Um programa para todas as idades. O roteiro abrange a orla portuária e a fronteira com a Bolívia, onde se chega pelo Canal do Tamengo – único acesso por água do vizinho país ao mar.

Corumbá ganhou o status de capital desse paraíso natural porque detém a maior porção do bioma, que ocupa 60% do seu território, com mais de 64 mil km² – é o 11º maior município do Brasil em extensão. Faz limite com sete municípios do Estado e ao norte com Poconé, Mato Grosso, onde fica o Parque Nacional do Pantanal.

A cidade é um museu a céu aberto, com suas construções do século 19 e registros históricos, quecontam a ocupação da região por tribos indígenas extintas, a invasão paraguaia durante a sangrenta Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) e os tempos de fausto, até os anos 30 do século 20, quando o efervescente comércio fluvial trouxe influências europeias e platinas na sua arquitetura.

Navegando pelo rio

O passeio pelo Rio Paraguai pode ser feito em chalanas (botes), que podem ser contratadas na orla portuária, e em grandes embarcações, uma delas a Pérola do Pantanal, em atividade há mais de 30 anos. Com três andares, esse barco tem capacidade para 160 pessoas confortavelmente instaladas, com restaurante climatizado, espaço para dançar com música ao vivo e piscina no deck, onde se tem uma vista privilegiada do Pantanal e da cidade.

O passeio na Pérola do Pantanal, para mínimo de 30 pessoas, tem duração de 3h30min e custa R$ 110,00, com tudo incluso, desde o suculento almoço pantaneiro, a sobremesa, o caldo de piranha, a caipirinha e os petiscos. O barco navega mansamente pelo rio em duas direções, sempre circundando a orla com suas encostas rochosas, de onde se avista o Casario do Porto, patrimônio nacional.

Depois da passagem pela captação de água, uma estrutura de concreto construída nos anos de 1960 na curva do rio, a Pérola leva o visitante até a fronteira com a Bolívia, pelo Canal do Tamengo. O acesso ao vizinho país, onde se concentra forte comércio de roupas e equipamentos eletrônicos, é feito também por rodovia, a uma distância de 5 km.

Na descida do rio, a embarcação cruza toda a área portuária de Corumbá em direção a Ladário, cidade-gêmea que já foi distrito e abriga a fortificação da Marinha, construída em 1873. 

O passeio segue animado, com as pessoas dançando numa mistura de ritmos brasileiros e fronteiriços, ao som de teclado, enquanto o barco chega ao Rio Bracinho, um afluente do Paraguai. Momento mais esperado pelas crianças: é hora da divertida pesca de piranha com vara de bambu. 

diversão

Maior parque inflável do Brasil chega a Campo Grande; veja datas e valores

Circuito possui 1.600 m² com 22 atrações infláveis gigantes

17/09/2026 10h00

Parque inflável gigante estreia neste fim de semana

Parque inflável gigante estreia neste fim de semana Foto: Reprodução Instagram @adoletajumppark

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Adoleta Jump Park, o maior parque inflável do Brasil, vai desembarcar nos próximos dias em Campo Grande.

O parque estreia neste sábado (19) no estacionamento do Shopping Campo Grande, localizado nos altos da avenida Afonso Pena, número 4909, bairro Santa Fé.

Funciona de terça-feira a sábado, das 16h às 22h e aos domingos, das 16h às 21h.

O circuito possui 1.600 m² de pura diversão com 22 atrações: circuito de obstáculos, infláveis gigantes, rampas, escorregadores, escaladas radicais e muito mais.

O espaço conta com monitores treinados e especializados que ficarão de olho na criançada.

O limite de idade é de 2 a 102 anos, portanto, a diversão está garantida para crianças, adolescentes, adultos e idosos. É obrigatório o uso de meias para brincar.

Há dois tipos de ingresso:

  • 20 minutos – R$ 49,90
  • 40 minutos – R$ 69,90

* vale ressaltar que pessoas com deficiência (PCD) tem 50% de desconto, mediante apresentação de carteirinha ou laudo médico

Os ingressos são vendidos na hora na bilheteria ou antecipadamente neste site. Se chover, o parque não funcionária por medidas de segurança.

A única regra é se divertir sem limites: basta ter muito ânimo e vontade de pular, correr e escorregar.

Parque inflável gigante estreia neste fim de semanaMaior parque inflável do Brasil. Foto: divulgação/Sato Comunicação

LITERATURA

Em novo livro, a escritora Marlene Figueira resgata textos guardados desde a infância

Advogada, professora e gestora pública, autora retoma escritos guardados desde a infância e lança "Quando o Coração Escreve", que reúne poemas, crônicas e textos sobre cidadania

17/09/2026 08h30

"Quando o Coração Escreve" reúne sentimentos e pensamentos guardados durante a vida de Marlene Figueira Mariana Piell

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Durante boa parte da vida, escrever foi uma atividade feita em silêncio. Entre aulas, trabalho, responsabilidades domésticas e a criação do filho, Marlene Figueira da Silva encontrava pequenos intervalos para colocar no papel aquilo que pensava e sentia.

Os versos escritos ainda na infância deram lugar, mais tarde, a textos guardados em gavetas, longe dos olhos de outras pessoas. Agora, décadas depois, parte desse material começa a ganhar o mundo pelas páginas de “Quando o Coração Escreve”.

Advogada especialista em Direito Administrativo, professora e gestora, Marlene é atualmente Secretária de Gestão de Pessoas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

Também é integrante do PEN Centro-Oeste, braço regional do PEN Internacional, entidade que reúne escritores de mais de 100 países e atua na defesa da liberdade de expressão e na promoção da literatura.

Aos poucos, a literatura passou de uma atividade particular para ocupar um espaço cada vez mais importante em sua rotina.

Depois de publicar, em agosto do ano passado, “Até o Último Dia... Deixa Eu Viver do Meu Jeito! Assim é que Sou Feliz”, dedicado à memória do marido, Marlene prepara o lançamento de sua segunda obra. O encontro será realizado no dia 24, em evento aberto ao público na cafeteria Doces Momentos.

QUANDO O CORAÇÃO ESCREVEU

A relação com a escrita começou cedo. Ainda criança, Marlene conta que costumava aproveitar os momentos em que a aula era interrompida para escrever pequenos versos no caderno.

“Desde menina, eu ia para a escola, ficava na sala de aula e, enquanto parava um pouco a aula, eu estava escrevendo versinho no meu caderno”, recorda.

A escrita, entretanto, nunca foi a atividade principal. A necessidade de trabalhar e garantir o sustento acabou ocupando grande parte de sua vida. Marlene chegou a trabalhar em três períodos, conciliando atividades profissionais durante manhã, tarde e noite. Nos fins de semana, as obrigações continuavam dentro de casa.

“Eu trabalhava demais. Eu cheguei a trabalhar três períodos. De manhã, à tarde, à noite e, quando chegava o fim de semana, como eu sou dona de casa também, eu tinha que cuidar da casa, do filho, do marido. Então, não tinha tempo”, relata Marlene sobre a tripla jornada.

Mesmo assim, a escrita permanecia. Quando encontrava algum espaço, Marlene produzia um poema, uma reflexão ou outro tipo de texto e guardava. A gaveta acabou se tornando o lugar onde ficaram muitos desses registros.

LIVRO-PROMESSA

A retomada mais efetiva da literatura aconteceu quando Marlene passou a dispor de mais tempo. Ela deixou de dar aulas no período noturno e também parou de advogar. Foi então que decidiu cumprir uma promessa feita ao marido.

Ele havia vivido uma história marcada por dificuldades. Criado sem pai e sem mãe, ficou sozinho ainda aos seis anos de idade e precisou encontrar seus próprios caminhos. Ao longo do relacionamento, costumava pedir que Marlene registrasse suas memórias.

“Ele sempre falava para mim: ‘Você vai escrever, fazer umas memórias minhas?’ Eu falava assim: ‘Um dia eu vou’”, conta Marlene.

Depois da morte dele, a escritora decidiu que era hora de transformar as lembranças em narrativa. O resultado foi o primeiro livro, publicado em agosto de 2025.

A obra, segundo Marlene, teve uma recepção positiva e marcou o início de uma nova etapa. Até então, ela já havia escrito livros e materiais técnicos relacionados à sua formação e à experiência profissional, especialmente sobre temas como planos de cargos e salários e estatutos.

A literatura, porém, permitiu outro tipo de escrita.

“Eu sempre estava escrevendo a parte técnica. E agora a gente vai chegando a uma idade que vai falar: ‘Ah, agora eu quero fazer o que eu gosto’. E o que eu gosto mesmo é de escrever. É de expor a minha criatividade”, confidencia.

A decisão de continuar veio também do incentivo de pessoas próximas à literatura.

Entre elas, estão Ana Maria Bernardelli, ligada à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), responsável pelas correções dos textos, e Delasnieve Daspet, presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul (Aflams), que, segundo Marlene, a incentivou a publicar o que escrevia.

DO CORAÇÃO À RAZÃO

Se o primeiro livro partiu da memória e da história pessoal do marido, o segundo reúne diferentes facetas da autora. A publicação começa com poemas e passa por crônicas e textos de natureza mais reflexiva, até chegar a conteúdos relacionados à sua formação profissional.

A proposta é justamente não separar completamente a escritora da advogada e da gestora pública. Na obra, os diferentes lados da autora convivem.

Entre os poemas estão textos como “A Crença”, “Fidelidade” e “Criador”. Há também uma parte dedicada à busca pelo conhecimento e à reflexão sobre a própria existência. Na sequência, aparecem textos que dialogam com a experiência profissional de Marlene.

Ela aborda a importância da participação da sociedade no poder público, a relevância do voto, a valorização do serviço público e a necessidade de oferecer uma prestação de serviço de excelência, relacionando esses temas também ao Parlamento sul-mato-grossense.

A escolha faz parte da identidade da obra. Para Marlene, não faria sentido deixar de lado a experiência acumulada durante décadas de atuação profissional.

“É um livro que mistura emoção também, mas um pouco de razão. As poesias são todas saídas do coração”, destaca.

A apresentação do livro também procura evidenciar essa combinação. O texto de apresentação é assinado pelo médico cardiologista e escritor Ewerton Carvalho de Souza.

O prefácio é do médico psiquiatra e escritor Marcos Estevão S. Moura. Ana Maria Bernardelli comenta os poemas e introduz as diferentes partes da publicação.

LITERATURA COMO EXERCÍCIO

A relação de Marlene com os livros também passa pela preocupação com os hábitos de leitura em uma época marcada pela presença constante das telas. Para ela, a facilidade proporcionada pela internet pode acabar diminuindo o exercício da memória e da criatividade quando substitui a construção própria do pensamento.

Ela defende que a tecnologia pode ser uma ferramenta importante, mas não deveria eliminar o esforço de criar, escrever e raciocinar.

“Acho que a internet é muito boa. Só que está estragando a memória da gente, principalmente do jovem. Porque vai lá, copia tudo. O ideal é a gente criar, é a gente escrever aquilo que sai do coração, aquilo que sai do conhecimento da gente”, defende.

Para a escritora, preservar o contato com os livros é importante para que as crianças desenvolvam o gosto pela leitura.

“É tão gostoso folhear um livro, né? O cheiro do livro, sabe? Tudo é gostoso”, declara.

Ela também procura manter o hábito. Integrante do PEN Centro-Oeste, acompanha as publicações dos demais escritores da entidade e procura ler os livros lançados pelos colegas. O tempo é curto, mas a leitura encontra espaço entre as outras atividades.

“Quando a gente gosta, a gente acha jeito. Não é mesmo?”, reflete a autora.

>> SERVIÇO

Lançamento do livro “Quando o Coração Escreve”, de Marlene Figueira da Silva

Data: dia 24.
Horário: às 17h.
Local: Cafeteria Doces Momentos – Rua Dom Aquino, nº 2.055.
Onde comprar: após o lançamento, estará disponível na Amazon, no site da Editora Life e na Livraria Leitura.

“Até o Último Dia... Deixa Eu Viver do Meu Jeito! Assim é que Sou Feliz” está disponível nos mesmos canais.

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