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Dica da semana: "Adeus, Lênin!''

História da família que esconde da mãe a queda do regime socialista na Alemanha Oriental do final dos anos 1980 é, ao mesmo tempo, comovente e divertida
18/02/2020 08:42 - Kreitlon Pereira/Via Streaming


 

Adeus, Lênin!” é uma comédia alemã lançada em 2003 e que se passa logo após a queda do muro de Berlim, em 1989. Escrito e dirigido por Wolfgang Becker, o filme fez muito sucesso com o público e com a crítica, tendo sido indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar de 2004 na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Por conta da sua abordagem cômica sobre um tema tão importante da história mundial, “Adeus, Lênin!” é um longa fundamental para aqueles que se interessam e estudam sobre o tema. Pode ser assistido via streaming no Now e na Amazon Prime Video. 

A trama gira em torno da família Kerner, que logo no início dos anos 1980 sofreu uma grande perda com o abandono parental por parte do pai da família. Depois do pai abamdoná-los para morar na Alemanha Ocidental, os filhos Alexander e Ariane são criados somente pela mãe, Christiane. Ela é uma fervorosa apoiadora dos ideais socialistas e do Partido Socialista da Alemanha Oriental, com uma intensidade aparentemente compensatória pelo abandono sofrido pelo marido. 

A história começa mesmo quando Alexander, já adolescente, é preso pela polícia ao participar de uma manifestação contra o governo socialista. Por conta disso, a mãe acaba tendo um infarto e entra em coma durante oito meses. Nesse tempo em que estava desacordada, o mundo que Christiane conhecia mudou completamente, começando pela queda do muro de Berlim e a unificação das duas Alemanhas, reagrupadas em uma só nação sob o sistema capitalista. Porém, quando ela acorda, o médico avisa que a sua condição ainda é muito frágil e, por isso, deve evitar emoções fortes. Em um misto de culpa e preocupação, os filhos simulam um mundo de fantasia no qual o regime socialista ainda vigora para que a mãe não perceba que aquela realidade na qual acreditou a vida inteira simplesmente não existe mais. Ao mesmo tempo, Alex e Ariane aproveitam a reunificação da Alemenha para ir em busca do pai e tentar descobrir o real motivo dele ter abandonado a família. Por sua abordagem peculiar de um tema raramente visto nos filmes, “Adeus, Lênin!” vale cada minuto de suas duas horas de duração.

 

Dentro da pauta
Com Anne Hathaway e Ben Affleck no elenco, “A Última Coisa Que Ele Queria” chega à Netflix no dia 21 de fevereiro

 
 

Anne Hathaway e Ben Affleck são os protagonistas de “A Última Coisa Que Ele Queria”, uma adaptação do livro homônimo de Joan Didion. Além do forte elenco principal, que também conta com Willem Dafoe, a nova produção original da Netflix é dirigida por Dee Rees – que, em 2018, se tornou a primeira mulher negra a ser indicada ao Oscar na categoria de Melhor Roteiro Adaptado por seu filme “Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi”. Ela também assina o roteiro, em parceria com Marcos Villalobos. Após ter feito sua estreia no Festival de Sundance, em janeiro de 2020, o longa chegará à Netflix no dia 21 de fevereiro. 

Elena McMahon (Hathaway) é uma mãe solteira e jornalista que há anos vem investigando as atividades na América Central dos “Contra”, denominação dada aos grupos rebeldes na Nicarágua que faziam oposição ao governo da Frente Sandinista de Libertação Nacional (partido político socialista). Porém, quando sua matéria é censurada – afinal, de fato existiu uma relação entre o presidente Ronald Reagan e a organização –, Elena acaba se envolvendo na história de outra forma, não mais como jornalista. 

O pai da protagonista (Willem Dafoe) é um traficante de armas que, por conta de uma doença e em decorrência da sua idade avançada, acaba pedindo ajuda à filha em um negócio que lhe renderia muito dinheiro. O interessante é que a negociação é justamente com os “Contra”, o grupo investigado por Elena. Auxiliada por um oficial do governo americano (Affleck), com o qual já havia se envolvido antes, a protagonista acaba ajudando o pai em seus negócios na Nicarágua.

 

Problemáticos poderes

Nova produção da Netflix retrata o descontentamento de uma jovem com seus superpoderes

 
 

Não é mais novidade que o mercado livreiro apresenta sucessivas quedas. Esse cenário é reflexo de uma geração que não vê na leitura um hábito a ser cultivado, principalmente em decorrência da crescente oferta por alternativas de entretenimento que cada vez exigem menos capacidade cognitiva. Porém existe um gênero literário que foge dessa retração: as novelas gráficas – do inglês “Graphic Novels”. Um dos principais motivos para tal é a característica dessas obras literárias de serem facilmente adaptáveis tanto para cinema quanto para televisão, como observado em “Scott Pilgrim contra o Mundo” e “The End of the Fucking World” – uma produção original da Netflix que se encontra na segunda temporada. Dessa forma, nada mais justo que o serviço de streaming norte-americano recorra novamente a esse filão para lançar dia 26 de fevereiro a série “I Am Not Okay With This”.

Ao longo de sete episódios, a série acompanha a turbulenta trajetória de Syd (Sophia Lillis, de “It”) pelo ensino médio. Além de ter que lidar com a morte do pai, que impacta tanto seu psicológico como a logística financeira da família, ela passa a questionar a própria sexualidade quando descobre ter sentimentos amorosos pela melhor amiga, Dina (Sofia Bryant). No entanto, à medida que os problemas na escola e em casa se tornam demais para jovem, um ataque de raiva revela sua habilidade de telecinese – que, posteriormente, torna-se muito mais do que a pura capacidade de mover objetos e adquire um caráter mais perigoso, que inclui efetivamente machucar as pessoas com a mente. Com os mesmos produtores da consagrada série “Strangers Things”, “I Am Not Okay With This” é baseada na “graphic novel” homônima de Charles Forsman, em mais uma parceria com o diretor Jonathan Entwistle (de “The End of The Fucking World”).                

 

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Felpuda


Malfeitos que teriam sido praticados em tempos não tão remotos podem ser a pedra no caminho de pré-candidatura que está sendo costurada. As conversas ainda estão nas “ondas da rádio-peão”, mas, com a proximidade da campanha eleitoral, há quem diga que isso se tornará uma tremenda dor de cabeça para quem vai enfrentar as urnas. Pior:  o dito não seria culpado direto, mas sim a sua...  Bem, deixa rolar para ver onde vai parar.