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CINCO PERGUNTAS

A mão amiga de Carlinhos Brown no "The Voice Kids"

Em seu quinto ano como técnico do programa versão infatil, o músico exalta trajetória dos participantes durante a competição
26/02/2020 15:00 - Caroline Borges/TV Press


 

Carlinhos Brown chama a atenção em qualquer ambiente. Com um visual chamativo, jeito expansivo e discursos intermináveis, o músico tem uma personalidade que se sobressai. Ainda assim, em sua quinta temporada no “The Voice Kids”, Brown tenta apostar em uma postura mais observadora durante a competição. Ao lidar com os pequenos novos talentos da música, ele se permite viajar no tempo. “Elas despertam uma revisão do começo pessoal em cada um de nós. A criança traz novidades em tudo o que faz. Elas cantam o amor de um jeito diferente, mesmo que a música seja um grande clássico. Tudo se renova através dela. É lindo saber que a criança tem essa capacidade de nos fazer de novo crianças e, sobretudo, nos fazer rever os nossos começos”, aponta.

Veterano no “talent show”, Brown está em seu quinto ano consecutivo na versão “Kids”, além dos outros sete no “The Voice Brasil”. Apesar da longa trajetória na competição, o músico foi técnico de um vencedor apenas a edição de estreia do formato para adultos, que foi ao ar em 2012. Um dos principais produtores e percussionista do país, o jurado confessa que gosta de vivenciar a experiência da disputa musical. “Na verdade, eu nunca venci nenhuma temporada, quem vence são os participantes. Nós estamos aqui prestando um serviço a isso. Eu não sei por qual motivo, mas, desde que eu estou aqui, eu não tenho esse negócio de vencer. Nós saímos sempre tão vitoriosos, com um talento e com alguém que no seu futuro venha lhe trazer um espetáculo”, valoriza. 

P – No ano passado, você não participou do “The Voice Brasil” pela primeira vez, sendo substituindo pela cantora Iza. É saudável para o programa essa constante troca de técnicos? 

R – Claro. A Iza não assumiu meu posto. As cadeiras estão à disposição dos artistas, ninguém tem cadeira fixa. E é assim em qualquer lugar da vida, não é? Para mim, foi muito bom ver o programa de outra forma. Eu estava habituado a ver sendo gravado. Queremos sempre que outros artistas façam parte dessa experiência. O “The Voice” foi feito para artistas. No começo, as pessoas ficaram um pouco inseguras com o formato. Acho que pelo fato de as pessoas serem muito sinceras. O “The Voice” demonstra que todos nós temos fragilidades e ficamos inseguros. O programa tem uma empatia enorme com quem participa.

P – Você está na sua quinta temporada do “The Voice Kids”, além de ter participado da versão para adultos. De que forma essa experiência auxilia durante a competição?

R - Por mais que tenhamos alguma experiência no programa, a experiência sempre virá das vozes das crianças que participam. Elas sempre trazem o novo. A expectativa é que nós, técnicos, saibamos responder aos desejos e anseios delas, que já cantam bem. Queremos que essas crianças estejam bem confortáveis para se divertir nas tardes de domingo e deixar todos nós, público, emocionados.

P – Diferentemente da versão adulta, o “The Voice Kids” lida com participantes em formação artística. Qual você acredita ser o principal papel de um técnico para essas crianças e pré-adolescentes?

R - Meu papel como técnico é confortar o máximo possível para que eles saiam seguros. Tem um jogo, mas o “The Voice Kids” é também uma brincadeira e, por isso, tem de ser leve. Não podemos forçar a natureza. E claro, também é preciso ser sincero, o mais verdadeiro possível dentro da experiência. Não adianta a gente simplesmente encobrir os erros, porque assim elas não aprendem ou, pior, saem achando que acertaram. E, hoje, estamos ajudando na preparação dessas crianças para a música. Aquelas que devem seguir nesse mercado, devem fazê-lo através da disciplina e isso é uma responsabilidade do técnico.

P – As crianças são mais tranquilas de auxiliar?

R – Sim, os adultos são mais difíceis porque eles já têm vícios. A criança traz novidades. Os adultos chegam com um pouco de Elvis, Roberto Carlos, Rolling Stones e tudo mais que queiram. Eles já contam com um repertório de saída. A criança está fixada em um canto ou na experiência de seus professores. Essa etapa preparatória é muito importante. Dá para ver que as crianças estão vindo mais preparadas e amadurecidas. Aguardem o momento em que os kids irão virar adultos. Eles vão arrasar na música mundial.

P – Você virou tese de doutorado na Espanha e também foi homenageado pela Escola de Samba Camisa Verde e Branco, uma das mais tradicionais agremiações paulistanas. Como você enxerga seu trabalho além da música?

R - Sou um intérprete percebido, um intérprete cultural, que estou em uma figura no qual assino algumas peças. Mas comigo vem muita gente, vêm muitos quesitos e muitos embasamentos. Eu e uma equipe estamos preparando uma produção de 12 capítulos para o “streaming”, que vai contar a minha história familiar desde 1800. Com toda aquela confusão do meu tataravô com Dom Pedro, aquela confusão que o Brasil convida famílias brancas para que o país não fosse só negro.

 

"The Voice Kids" - Globo - Domingo, às 11h45.

Felpuda


Malfeitos que teriam sido praticados em tempos não tão remotos podem ser a pedra no caminho de pré-candidatura que está sendo costurada. As conversas ainda estão nas “ondas da rádio-peão”, mas, com a proximidade da campanha eleitoral, há quem diga que isso se tornará uma tremenda dor de cabeça para quem vai enfrentar as urnas. Pior:  o dito não seria culpado direto, mas sim a sua...  Bem, deixa rolar para ver onde vai parar.