Campo Grande - MS, sábado, 18 de agosto de 2018

COPA DO MUNDO 2018

Copa é promessa para elevar
vendas no comércio da Capital

Comerciantes apostam em produtos temáticos, mas faltam consumidores

12 JUN 2018Por DA REDAÇÃO06h:00

A menos de uma semana para a estreia da seleção brasileira na Copa da Rússia, comerciantes de Campo Grande já estão com os estoques de produtos temáticos para os jogos prontos para as vendas, mas, por enquanto, falta os consumidores entrarem em campo. O motivo, segundo empreendedores consultados pelo Correio do Estado, nem é falta de empolgação da clientela em decorrência das más lembranças do Mundial passado, mas, sim, o próprio desaquecimento da economia, a incerteza com a política e os efeitos da recente paralisação dos caminhoneiros. A esperança de fazer o movimento do comércio deslanchar está, agora, no velho hábito popular do brasileiro de deixar tudo para a última hora e tirar a mão do bolso para comprar adereços, alimentos e bebidas para torcer pelo Brasil às vésperas do jogo. 

Expectativa recai sobre o 1º jogo do Brasil

“A nossa expectativa é a melhor, mas o movimento está pouco. Não vendemos ainda o esperado. Estamos aguardando o primeiro jogo. Se o Brasil começar com vitória, melhoram as vendas e no próximo jogo vamos vender bem melhor”, comentou Claudete Afonso, vendedora da Studio Festas e Fantasias, uma das lojas de adereços situada na Rua 14 de Julho, principal via comercial do centro da Capital. Proprietário do Bazar São Gonçalo, Rafael Metello também confirma que o consumidor está mais desanimado neste ano em relação à copa passada e por esse motivo o empresariado também se viu obrigado a agir com cautela, reduzindo os investimentos em estoques. “Eu coloquei o estoque de Copa na loja faz umas duas semanas. Nesta semana, deu uma crescida de 30%, mas na Copa passada, nesta época, o movimento estava muito maior. O consumidor está com medo de comprar, com a economia do jeito que está. Teve a greve dos caminhoneiros e tem a política, que ainda está bagunçada”, avalia. 

* Leia a reportagem, de Daniela Arruda, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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