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“Não vou esperar f... minha família toda de sacanagem, ou amigo meu. Vou interferir e pronto”

Jair Bolsonaro, em trecho da reunião de 22 de abril, confirmando denúncia de Sérgio Moro
18/05/2020 01:00 - Giba Um


“Não vou esperar f... minha família toda de sacanagem, ou amigo meu. Vou interferir e pronto.”

de JAIR BOLSONARO // em trecho da reunião de 22 de abril, confirmando denúncia de Sérgio Moro.

 

Jair Bolsonaro agora defende a candidatura do deputado Hélio Lopes, o inseparável Hélio Negão, para a prefeitura do Rio. O principal senão é colocar azeitona na empada do PSL.  

Mais: Negão decidiu permanecer no partido. O prazo para mudar acabou em 4 de abril. Ele teve 345 mil votos no Rio como “Hélio Bolsonaro”, com autorização do próprio.

 
 

Fina estampa

A atriz Carolina Dieckmann, 41 anos, está completando 1 ano longe do Brasil, depois de sua Afrodite em O Sétimo Guardião, voltou para Miami, onde mora com seus filhos e marido. Mas, agora pode ser revista como Teodora na reprise de Fina Estampa. Ela revelou que, na época, se preocupou em ficar musculosa. Porque o personagem vivia num ambiente do esporte de luta. Dieckmann participou do #projetopausa do fotografo Sérgio Zalis e conta que tem se esforçado na cozinha e na limpeza que não é seu forte. E garante que mesmo de longe tenta cuidar da família que está no Brasil. Ela mesmo está produzindo máscaras de proteção para sua família e distribui algumas para amigos. Em uma delas personalizou sua máscara com a oração Ave Maria.

Coleção de críticas

Em menos de dez dias, Jair Bolsonaro conseguiu colecionar o maior número de críticas a seu comportamento em editoriais e outros comentários em jornais e revistas importantes de todo o mundo (e ele nem se importa com isso). O Washington Post apontou o Capitão como “o pior gestor da pandemia”. A revista Economist chegou a falar em “insanidade” do presidente brasileiro. A Lancet, renomada revista cientifica, escreveu que Bolsonaro é uma “ameaça” ao combate da Covid-19. Já o Financial Times, em editorial, falou que Bolsonaro está em processo de destruição. Entre os maiores jornais brasileiros, no mesmo período, cada qual dedicou um editorial contra o presidente. Mais: O novo “conselheiro” dos Bolsonaros em relação à Covid-19 é Shiva Ayyadurai, biólogo indiano radicado nos EUA. O clã tem usado publicações do cientista para justificar o fim do isolamento social. Ayyadurai costuma levar a direita americana ao delírio nas redes sociais com a defesa acalorada de que o coronavírus é uma farsa. Ele costuma dizer que foi o inventor do e-mail com apenas 14 anos. A comunidade tecnológica não reconhece, mas Bolsonaro & Cia, apostam que é verdade.

 
 

Faturando na quarentena

A drag queen Pabllo Vittar mostra que, mesmo em quarentena, continua em alta. O artista brasileiro é uma das estrelas da nova campanha Proud In My Calvins da Calvin Klein que propõe uma celebração da auto expressão em toda a visão de identidades LGBTQ+” e é uma iniciativa que antecipa o mês do orgulho da comunidade que é comemorado em junho. No total, são nove nomes entre tantos estão Jari Jones, Chella Man, Tommy Dorfman e Gia Wood. Na campanha, Pabllo representa os dois sexos, veste calcinha e sutiã e em outra somente uma cueca.

Cotovelo

No encontro entre Bolsonaro e Rodrigo Maia, presidente da Câmara, esta semana, o presidente (sem máscara) foi apertar a mão do parlamentar e ele ofereceu o  cotovelo, conforme recomendação das autoridades de saúde. Maia estava de máscara e repetiu a operação-cotovelo com outros membros do governo. O que não foi conversado entre eles: apesar do balcão de ofertas do Planalto para o pessoal do Centrão, no caso de um impeachment, não daria para segurar o pescoço do Capitão. Detalhe: Bolsonaro sabe disso.

 

In Espelho redondo

Out Espelho quadrado

 
 

Explosivo

O vice-presidente Hamilton Mourão publicou no jornal O Estado de S.Paulo um artigo que, nas entrelinhas, deixa a possibilidade de Bolsonaro partir para um auto-golpe. Defende teses autoritárias, criticou a imprensa, cobrou opiniões mais favoráveis ao governo (exigência típica de ditaduras), acusou governadores, magistrados e legisladores de procedimentos com o Planalto e não falou nada sobre o Washington Post que chamou Bolsonaro de “pior líder do planeta”. Depois, disse que estava pregando uma união nacional.

“Vai cair”

Na troca de mensagens entre a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) e o então ministro da Justiça, Sérgio Moro, para convencê-lo a ficar no cargo, a parlamentar disse que o presidente Bolsonaro iria “cair se o sr. sair”. Depois, de acordo com ela mesma, se arrependeu de ter dito isso – e apagou antes de divulgar a conversa. Sérgio Moro não conversou com ela (é seu padrinho de casamento) desde que expôs a troca de mensagens no Jornal Nacional. “Falei também que estavam tratando a nomeação do Ramagem (para a PF) como se fosse o Lula. Com a condenação de um condenado. Mas, aí ele me bloqueou”.

AFUNDANDO

Há um trecho da gravação da reunião ministerial de 22 de abril, onde Bolsonaro pede ajuda dos ministros para “salvar o governo porque a barca está afundando”. Na hora, ele avisa que se caísse, eles cairiam juntos e ainda poderiam ser presos por homofobia racista com pena de 8 anos. Os ministros ficaram atônitos, olhavam uns para os outros e nem se atreviam a comentar coisa alguma em voz alta. Os ministros militares mostravam tranquilidade.

Não vai dar

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, resiste a pauta para votação do projeto que cria um Tribunal Regional Federal (TRF) específico para Minas Gerais por acreditar que isso trará mais gastos e abrirá precedentes para pressão em outros Estados. Maia vai esperar uma posição oficial do governo federal. A proposta tem a oposição da equipe econômica e é defendida pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio Noronha, um dos que tentaram livrar Bolsonaro de apresentar seus exames em público. Noronha é mineiro de Três Corações.

DEMISSÕES

30 mil demissões ou algo como um quarto de todos os postos de trabalho da indústria automobilística. Esse é o possível saldo da pandemia que as montadoras têm colocado sobre a mesas para pressionar o Ministério da Economia a liberar um pacote de ajuda para o setor. Junto a bancos, ainda nada resolvido: as instituições querem juros maiores. Esta semana, novas reuniões estão acontecendo com “os seis que enganam 200 milhões de trouxas”, segundo Paulo Guedes.

Perigo

O Brasil quer se juntar à Austrália na defesa de uma “investigação” independente sobre as origens da Covid-19 na China. A ideia ofende tanto os chineses que a retaliação já começou: o governo de Xi Jinping suspendeu a importação de carne bovina de quatro abatedouros. Dois deles da JBS e decidiu taxar a cevada australiana em 76,8%. Ernesto Araújo (sempre ele) vem tramando com a colega australiana Marise Payne

No sufoco

Além da suspensão dos pagamentos o profut, o futebol busca novo remédio para as dores da pandemia. Está pedindo que a Caixa Econômica interrompa até o fim do ano a cobrança dos empréstimos para construção de estádios. Também não haveria incidência de juros nas parcelas empurradas para 2021. A proposta beneficiaria especialmente Corinthians e Grêmio, está último de forma indireta, uma vez que o financiamento está em nome da OAS. Os passivos giram em torno de R$ 550 milhões.

MEGA SUFOCO

Nessa proposta a maior pressão vem do Corinthians. A dívida do clube com a Caixa pela construção do Itaquerão começou em R$ 400 milhões e não para de crescer. Já supera os R$ 500 milhões. Devidos aos seguidos atrasos no pagamento das parcelas mensais, no valor de R$ 5,7 milhões. A Caixa já ameaçou tomar o estádio. Perto da dívida do Corinthians, a Arena do Grêmio é café pequeno. A OAS tem uma dívida de R$ 44 milhões com a Caixa. O Grêmio quer assumir o estádio, mas tem de levar junto o passivo.

MISTURA FINA

  • NELSON Teich, que pediu demissão na sexta-feira (15), confessou somente aos amigos mais chegados que havia pensado em pedir o boné, por duas vezes. Teich ficou somente 28 dias no cargo.
  • A OPERAÇÃO Lava Jato está virando a cloroquina para tratamento dos efeitos fiscais da pandemia. Sem dinheiro em caixa, Romeu Zema deverá ser o próximo governador a requisitar ao STF recursos recuperados pela Lava Jato para custear ações de combate ao coronavírus. Vai seguir os passos de Mauro Mendes, governador de Mato Grosso, que entrou com pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes para liberação de R$ 79 milhões.  
  • MESMO rebaixado da função de consultor para analista jurídico da Dataprev, por suspeitas de desvios de recursos do extinto Ministério do Trabalho, José Ivanildo Dias Junior poderá manter a gratificação extra de R$ 8 mil na estatal. Deve agradecer ele próprio. Dias foi um dos participantes da elaboração de uma norma interna, que garante a incorporação do bônus para quem ocupa função de confiança. Agora, a corregedoria está correndo atrás – e sem sucesso.
  • ROBERTO Azevedo pediu demissão do cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e não tem planos para voltar ao Brasil. E nem pensa em supostos convites para cargos no Ministério da Economia ou no Itamaraty. Não recebeu convites de Bolsonaro e nem aceitaria. Quer ficar fora do setor público e transferir-se para o privado. Teria uma proposta milionária de grande corporação.
  • A GOL, que disputa com a Latam o posto de maior companhia aérea do país, estava em abril com 120 aviões, ou seja, 92% da frota no chão. Está devolvendo aviões arrendados e tem R$ 4 bilhões em caixa. A Azul, terceira maior, está adiando o recebimento de 59 aviões.
  • DURANTE a pandemia, uma surpresa: uma das demandas que teve crescimentos foi por máquina de lavar louca. É um campo ainda inexplorado. Hoje, menos de 2% dos domicílios brasileiros utilizam o aparelho. No isolamento e o homem trabalhando em casa, uma das reclamações dele era a mulher empurrar a louça para ele lavar. Ele estrilava e a solução, segundo os sinais do mercado, teria sido uma máquina de lavar louça.
  • O PREJUÍZO do setor de hotelaria com a pandemia, já somada a projeção de maio, contabiliza cerca de R$ 3,5 bilhões – e vai piorar. Grandes resorts que previam a retomada gradativa da operação a partir de julho já empurram a data para novembro.

(Colaboração: Paula Rodrigues)

Felpuda


A tal estratégia de jogar informações nas redes sociais com objetivo de prejudicar adversários está começando a gerar reações. Uma dessas figurinhas vai ter de explicar, na Justiça, o por quê de postagem trazendo suspeitas pesadas contra cabeça coroada, que não gostou nadica de nada de ver o seu nome sendo usado como “bucha de canhão” para fins eleitoreiros. Vem chumbo grosso por aí! E sai debaixo!...