Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

Não há risco de desidratação maior [na reforma da Previdência]

Não há risco de desidratação maior [na reforma da Previdência]

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“Não há risco de desidratação maior [na reforma da Previdência]”
Senadora Simone Tebet (MDB-MS) sobre a esperada votação de segundo turno

Palocci implica Safra e seu banco em corrupção
Joseph Safra e o banco Safra são citados 68 vezes por Antonio Palocci em depoimento devastador à Polícia Federal sobre suas relações com o ex-presidente Lula. O ex-ministro confessa haver recebido propina do Safra e conta que o banco subornava Lula. Palocci conta até que indicou Rossano Maranhão, ex-presidente do Banco do Brasil, para presidir o Safra, tornando as relações “mais fluidas”. Três dias depois de indagado, Safra informou pela assessoria que não se pronunciaria.

Fase banco Safra
As acusações contra o banco Safra são tão graves que os meios jurídicos vivem a expectativa de uma fase da Lava Jato específica.

De mão beijada
O anexo 6 da delação, Palocci conta como a Aracruz Celulose, do grupo Safra, foi salva com R$2,4 bilhões liberados por ordem de Lula.

Contrapartida
Palocci revelou que Safra pagou os favores de Lula e Palocci com propina na forma de “doações” de R$2,5 milhões ao PT só em 2010.

Milhões e milhões
Pelos favores recebidos, segundo Palocci, Safra deu R$10 milhões à campanha de Dilma, em 2014, e R$2 milhões à de Haddad, em 2012.

Janot mantém regalia do passaporte diplomático
O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot renovou seu passaporte diplomático quando já estava fora do cargo, que deixou em setembro de 2017, e apesar de aposentado será portador da regalia ao menos até 2023, quando se encerra sua validade. O procurador geral tem direito a passaporte diplomático, segundo dispõe o decreto 5978, de 2006. Mas ex-procurador ou procurador aposentado, não.

Fila separada
O portador de passaporte diplomático tem acesso a fila separada e tratamento menos rígido no acesso aos países que visita.

Acesso fraqueado
Em alguns países, que exigem visto de entrada, essa providência se torna dispensável para portadores de passaporte diplomático.

Vai recolher?
O Ministério das Relações Exteriores não explicou se e quando pretende recolher o passaporte diplomático do aposentado ex-PGR.

Histeria ambiental
O noticiário histérico faz parecer que as praias do Nordeste viraram um imenso tapete de petróleo. Não há uma única praia interditada em qualquer dos locais onde as manchas foram detectadas. E removidas.

Máquina de fazer dinheiro
O partido que menos receberá recursos públicos em 2020 será o PSC (Partido Social Cristão), que embolsará R$43 milhões para gastar como seus proprietários quiserem. Serão quase R$ 3,6 milhões por mês.

Pequeno demais
Piora a cada dia o clima entre os senadores Major Olímpio (SP) e Flávio Bolsonaro (RJ). O PSL ficou pequeno demais para os dois, mas não se sabe ao certo quem está mais próximo da porta de saída.

Que País é este?
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entendeu que uma mulher matou a companheira “por razão da condição do sexo feminino” e a denunciou por feminicídio. Fossem dois homens, o fator de violência doméstica, o verdadeiro problema, talvez seria irrelevante.

Polícia nova, lorota velha
A Câmara aprovou, em primeiro turno, a criação de “polícias penais”. Quanta bobagem. Após os seguranças virarem “polícia legislativa”, agora chegou a vez dos agentes penitenciários.

DF pioneiro
O Distrito Federal se tornou a primeira unidade da federação a analisar imunodeficiências primárias na triagem neonatal, o teste do pezinho ampliado. Hoje, até 90% dos recém-nascidos não são diagnosticados.

Proximidade com os EUA
Começa hoje, em São Paulo, às 19h20, a primeira edição do CPAC no Brasil. Realizado fora dos EUA pela segunda vez em 45 anos, o evento de políticos conservadores terá presença do presidente Jair Bolsonaro.

Brasil da soja
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou expectativa de produção de 245,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2018/19. Somente a soja vai representar 120,4 milhões de toneladas.

Pensando bem...
...políticos não são mesmo tementes a Deus. Ou não ousariam atravessar o oceano em um avião pago com dinheiro do povo sofrido de Irmã Dulce para fingir devoção no Vaticano.

PODER SEM PUDOR

Manhas do Malvadeza
O jornalista Luiz Cláudio Cunha entrevistava ACM, então governador da Bahia, para um perfil na revista Playboy que ganharia um título magnífico, inspirado no filme do baiano em Glauber Rocha: “Deus e o Diabo na terra do Sol”. O almoço estava no final quando o telefone tocou. Era Clóvis Rossi, da Folha. ACM não queria deixar de atender, tampouco falar. Ele já havia parado de comer, mas meteu uma garfada na boca e pegou o telefone: “Aô, bubo bem?” disse, de boca cheia.

Constrangido, Rossi se desculpou pela interrupção do almoço e desligou.

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

editorial

MS sustenta platô alto de empregos

Economia aquecida traz desafios: melhorar a qualidade da educação, ampliar e qualificar os serviços públicos, fortalecer a sensação de segurança e fortalecer a infraestrutura

30/01/2026 07h30

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Mato Grosso do Sul encerrou o último ano com um dado que merece ser destacado para além das estatísticas frias: a geração de mais de 19 mil vagas de emprego com carteira assinada. O número, puxado principalmente pela construção civil, elevou o estoque de trabalhadores formais para perto de 690 mil vínculos ativos. Trata-se de um marco relevante para um estado que, historicamente, conviveu com ciclos econômicos mais instáveis e dependentes de poucos setores.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, confirmam o que já se percebe no cotidiano: Mato Grosso do Sul vive um bom momento econômico. Há canteiros de obras espalhados, projetos industriais saindo do papel e uma cadeia de serviços impulsionada por esse movimento. Emprego não surge do nada; ele é consequência direta de investimento, confiança e planejamento – e isso está acontecendo no Estado.

É claro que cada ano tem suas particularidades. Há meses de saldo positivo mais robusto, outros de acomodação e até de retração pontual. Isso é natural em qualquer economia. O que chama a atenção, porém, é a resiliência do mercado de trabalho sul-mato-grossense. Mesmo diante de oscilações nacionais, juros elevados ou incertezas externas, o Estado mantém um platô elevado de emprego formal. E isso não é casual: há bilhões de reais em investimentos já contratados para o médio e o longo prazo, especialmente nas áreas de infraestrutura, indústria e agroindústria.

Esse cenário aponta para um desafio que começa a se impor com clareza: a necessidade de mão de obra. Mato Grosso do Sul tem população relativamente pequena para atender à demanda que já está contratada, sobretudo em regiões estratégicas como o Vale da Celulose, no nordeste do Estado. A migração, que por décadas foi sinônimo de pressão social, passa a ser uma necessidade econômica. Atrair trabalhadores qualificados – e também aqueles dispostos a se qualificar – será fundamental para sustentar o ritmo de crescimento.

Quando há muitas vagas disponíveis, o problema deixa de ser o desemprego e passa a ser a capacidade do Estado de oferecer condições adequadas para quem vive e trabalha aqui. Economia aquecida traz novos desafios: melhorar a qualidade da educação, ampliar e qualificar os serviços públicos, fortalecer a sensação de segurança e acelerar investimentos em infraestrutura urbana e logística. Crescer é bom, mas crescer com qualidade é indispensável.

Os números macroeconômicos mostram que Mato Grosso do Sul está no caminho certo. O desafio agora é transformar esse bom momento em desenvolvimento duradouro, socialmente equilibrado e inclusivo. Se conseguir fazer isso, o Estado não apenas manterá os empregos gerados, como criará bases sólidas para muitos outros que ainda virão. Que assim continue.

artigos

Por que episódios de crueldade revelam falhas profundas na forma como lidamos com a dor?

30/01/2026 07h15

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A morte do cão Orelha não chocou apenas pela perda de uma vida, mas pela brutalidade envolvida. Casos como esse expõem algo mais profundo do que um crime isolado: revelam o nível de desconexão moral e espiritual que ainda persiste na sociedade. A comoção gerada não se explica apenas pelo amor aos animais, mas pelo incômodo coletivo diante da crueldade gratuita.

A violência contra animais não é um fenômeno raro. O que torna alguns casos mais visíveis do que outros é a repercussão midiática, não a exceção do ato. Em diferentes partes do mundo, situações semelhantes ocorrem diariamente sem ganhar atenção. Isso levanta uma pergunta necessária: por que a indignação aparece em alguns momentos e se cala em tantos outros?

Do ponto de vista espiritual, os animais não são objetos nem seres descartáveis. São consciências em processo de aprendizado, assim como os seres humanos. A relação que muitos desenvolvem com eles revela uma conexão profunda, que vai além da posse ou do afeto superficial. Negar essa dimensão é reduzir a própria noção de vida.

Diante de episódios como esse, surgem pedidos de punição exemplar e até de vingança. Embora a justiça humana tenha seu papel – e deva agir dentro da lei –, ela não resolve o núcleo do problema. A violência não se corrige com mais violência. O ódio, quando alimentado, apenas reproduz o mesmo padrão que se condena.
Toda ação gera consequências. Escolhas moldam destinos, e atitudes marcadas pela crueldade produzem desdobramentos profundos, não apenas para as vítimas, mas também para quem as pratica. A consciência, cedo ou tarde, se torna o tribunal mais severo. É nela que surgem o arrependimento, a culpa ou a necessidade de reparação.

Casos como o do cão Orelha deveriam servir menos como combustível para a fúria coletiva e mais como convite à reflexão. O verdadeiro desafio não está apenas em punir, mas em compreender que humanidade e espiritualidade se revelam nas escolhas cotidianas. A pergunta que permanece é simples e incômoda: que tipo de consciência estamos alimentando com nossas atitudes?

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