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CLÁUDIO HUMBERTO

Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo

18 OUT 19 - 05h:00Coluna Cláudio Humberto, Por Ana Paula Leitão e Teresa Barros

“Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo”
Deputado Delegado Waldir (GO), líder do PSL, referindo-se ao presidente Bolsonaro

Bolsonaro afasta adeptos e faz a festa da oposição
Em poucos dois dias, Jair Bolsonaro conseguiu a proeza de esfarelar o que havia de apoio sólido entre deputados que o sustentam. Rachou o próprio partido, que só totaliza pouco mais de 10% dos 513 deputados, e ainda revelou sua fragilidade na Câmara ao ser derrotado na tentativa de enxotar da Liderança do PSL um ex-aliado que agora o chama de “vagabundo”. A oposição não esperava ter seu trabalho tão facilitado.

Dando sorte ao azar
As trapalhadas bolsonarianas fortaleceram um competidor perspicaz, não declarado, que está sempre à espreita: Rodrigo Maia.

Maia-dependência
Cada vez com menos apoiadores, governo dependerá cada vez mais da vontade do presidente da Câmara para aprovar projetos relevantes.

Brigalhada é mau sinal
Se Bolsonaro trata assim aos seus, imaginem aos outros, advertem líderes de partidos que eventualmente apoiam o governo na Câmara.

Puxadinho em festa
O Psol, que atua como linha auxiliar do PT, comemorou a crise entre Bolsonaro e PSL: “nessa briga de gangues, estamos do lado da briga”.

Presidente entrou na briga sem chance de vencer
A derrota constrangedora de Jair Bolsonaro e dos filhos, na tentativa de expulsar o deputado Delegado Waldir (GO) da Liderança do PSL, provou que não havia chance de o presidente se sair bem dessa briga. E deu a oportunidade aos deputados para impor limites à sua influência no Legislativo. A crise com o PSL foi criada pelo próprio Bolsonaro, dizendo que o PSL “já era” e que seu presidente estava “queimado”.

Alto lá, capitão
Incomodou os deputados a interferência de Bolsonaro para tentar eleger o filho como Líder. O presidente havia prometido não fazer isso.

Escreveu, não leu
Até a Líder do Governo no Congresso, Joice Hasselmann (SP), foi solidária à rebelião dos deputado do PSL. Acabou destituída.

Passou do ponto
Três deputado do PSL repetiram o mesmo à coluna: se Bolsonaro derrubasse o Líder, logo estaria indicando membros de comissões etc.

Vitória do Brasil
A reeleição para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, com apoio de 153 países, foi uma vitória do Brasil, da diplomacia, do governo Bolsonaro e do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores). E uma derrota vexaminosa das ONGs que fizeram campanha contra o Brasil.

Segue o líder
Em meio à confusão de ontem (17), o novo Líder do Governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO) não esqueceu o time do coração: “De certa forma, o Botafogo vai para a Liderança”.

Não estão nem aí
As distribuidoras de energia, que mandam na “agência reguladora” Aneel, ganharam de presente do Ministério de Minas e Energia, em 2015, o programa ProGD que as estimula a investir em energia solar. Quatro anos depois, nada. Elas não gostam de geração distribuída.

Papo de político
O prefeito da cidade de Fortaleza (CE), Roberto Cláudio, agora promete “investigação rígida” sobre o desabamento do prédio. Seu dever era garantir fiscalização rígida contra construções clandestinas.

Guerra declarada
Marco Aurélio (STF) declarou guerra aos colegas insinuando que os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux abusaram da visão “autoritária” na presidência do STF. As críticas foram ao vivo.

Delegado de lua
Lutando para permanecer na liderança do PSL, o deputado Delegado Waldir (GO) não é exemplo de fidelidade. Em 2016, trocou o PSDB pelo PR e em 2018 foi para o PSL após a filiação de Bolsonaro.

Continuação garantida
O CPAC Brasil, evento conservador pela segunda vez realizado fora dos Estados Unidos, foi considerado um sucesso. Americanos e brasileiros confirmaram um novo encontro no ano que vem.

Faltou uma instância
O STF começou o julgamento para manter ou revogar as prisões dos condenados em 2ª instância, mas para beneficiar Lula o julgamento é outro. Afinal, o ex-presidente petista já foi condenado em “3ª” instância.

Pensando bem...
...em breve, o jornalismo raiz será obrigado a conviver com o jornalismo feito por hackers que invadem telefones.

PODER SEM PUDOR

Votos garantidos
O “coronel” e vereador Nei Ferreira era candidato à reeleição, em Vitória da Conquista (BA), quando visitou um bairro da cidade: “Aqui eu quero 750 votos!”, gritou no palanque. Um cabo eleitoral cochichou: “Pois o sr. vai ter 1.500 votos, coronel”. Ferreira voltou a proclamar, ao microfone: “Eu sei que 1.500 eleitores já prometeram votar em mim neste bairro, mas como eleitor é um animal muito safado, eu aceito a metade!

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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