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CLÁUDIO HUMBERTO

Ainda este mês, com certeza será finalizado

4 OUT 19 - 05h:00Coluna Cláudio Humberto, Por Ana Paula Leitão e Teresa Barros

“Ainda este mês, com certeza será finalizado”
Presidente do STF, ministro Dias Toffoli, sobre o julgamento que ameaça a Lava Jato

Ibaneis vai à OAB para impedir Janot de advogar
O governador Ibaneis Rocha, que foi presidente da OAB no Distrito Federal e membro do conselho federal da Ordem, representou contra o ex-procurador geral da República Rodrigo Janot, pedindo a imediata apreensão e posterior cassação de sua carteira de advogado. Ibaneis está licenciado da advocacia em razão do cargo, por isso representou como cidadão. Considera que Janot feriu preceitos éticos da advocacia.

Confissão impactante
Ibaneis Rocha está entre os brasileiros impactados com a confissão de Janot sobre seu plano para matar o ministro Gilmar Mendes, do STF.

Mantenha distância
Janot tem outra dificuldade profissional: está proibido de aproximar-se dos ministros do STF a uma distância inferior a 200 metros.

Quem se habilita?
Ainda que possa advogar, é difícil imaginar interessados em contratar os serviços de quem como Janot, ganhou fama de alguém ameaçador.

Bem amarrada
Não se conhecem os detalhes da representação de Ibaneis, protegida por sigilo, mas fonte da advocacia afirma que é muito bem elaborada.

Correios: rombo de R$3 bi dificulta privatização
Estatal a ser privatizada, como o governo Bolsonaro já anunciou, os Correios confirmam prejuízos acumulados de R$3 bilhões. Para piorar a situação, os gastos com pessoal equivalem a “62% dos dispêndios anuais” dos Correios, além de regalias e privilégios absurdos, como plano de saúde que inclui até os pais dos funcionários, ao custo de quase meio bilhão de reais por ano. Com esses números, é crescente o pessimismo sobre interessados de verdade em comprar a empresa.

Regalia incomum
Entre as regalias dos 120 mil funcionários está o adicional de férias de 70%, “incomum” até para o ativista Ministério Público do Trabalho

O começo do fim
O alto faturamento dos Correios atraiu a gula de políticos vigaristas, nascendo então o escândalo do mensalão no governo Lula.

Risco de não fazer falta
Funcionários dos Correios fizeram greve durante a negociação salarial, mas durou uma semana. Foi cancelada porque ninguém a percebeu.

Elas não perdoam
O Greenpeace espalha que houve protestos “por onde passou” Ricardo Salles, o ministro do Meio Ambiente que cortou privilégios de ONGs, sobretudo estrangeiras, que perderam poder e/ou muito dinheiro.

Samba do STF doido
A impressão é que os ministros do STF tomaram decisões tão confusas, na invenção da nova regra favorecendo ladrões da Lava Jato, que agora não conseguem amarrar uma sentença clara.

Em boca fechada não entra mosca
Auxiliares mais próximos do presidente Jair Bolsonaro estavam ontem radiantes: esta semana, ele evitou polêmicas desnecessárias, ajudando muito o próprio governo, inclusive na aprovação da reforma.

Contradição bolsonarista
Se foi difícil fazer seus eleitores aceitarem a escolha do enroladíssimo Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) para líder do governo no Senado, é ainda mais complicado convencê-los da permanência do senador na função mesmo o presidente sabendo que é investigado por corrupção.

Cobrança pública
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o governo enviará nova proposta de reforma tributária ao Congresso, mas quer ajuda na articulação. “Precisamos da liderança do governo nesse processo”.

Que venha a bonança
O secretário especial da Previdência e grande articulador da reforma, Rogério Marinho, comemorou a aprovação no Senado. “Essencial para o equilíbrio do País e retomada do ciclo positivo de nosso crescimento”.

Pré-embaixador
O Brasil sedia edição da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), evento do partido republicano nos EUA, nos dias 11 e 12. O organizador é Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que também fará palestra.

Tirando dos pobres
Em vez de poupar dinheiro do abono devido a trabalhadores de até dois salários mínimos, como cogitou, o Senado deveria ter cortado privilégios e regalias agora perpetuados no serviço público.

Pensando bem...
...depois de protestar durante um ano e meio pedindo “Lula livre”, os mortadelas descobriram que ele quer ficar preso.

PODER SEM PUDOR

Lugar garantido
Era a nomeação mais óbvia da História. Após coordenar a campanha de Jânio Quadros para presidente, todos davam como certa a nomeação do coronel Virgílio Távora para o ministério. Mas os dias foram passando e convite, que era bom, nada. Távora foi direto ao assunto: “E então, presidente, qual é o meu lugar no governo?” Jânio o abraçou, como tamanduá, e liquidou sua esperança: “Meu velho amigo, o teu lugar é no meu coração...”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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