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CIÊNCIA

Teste de urina poderia detectar câncer no pâncreas, aponta estudo

Aqueles com maior risco incluem pessoas com história familiar de câncer, fumantes, pessoas obesas e pessoas com mais de 50 anos com diabetes
03/08/2015 14:20 - extra


Um teste de urina que poderia detectar câncer no pâncreas muito mais cedo do que os existentes foi desenvolvido por cientistas. Em um estudo publicado na “Clinical Cancer Research”, a equipe de estudiosos apontou uma “assinatura” de proteína que estava presente apenas em pessoas com a doença, avanço considerado “muito necessário” por instituições de câncer.

Muitas vezes, a enfermidade já está muito avançada no momento em que é diagnosticada - e apenas 3% dos pacientes têm cinco anos de sobrevida. Pouco menos de 9 mil pessoas são diagnosticadas com câncer de pâncreas no Reino Unido a cada ano. Já no Brasil, é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença, de acordo com o Instituo Nacional do Câncer (Inca). Raro antes dos 30 anos, torna-se mais comum a partir dos 60 anos.

Mais de 80% das pessoas com a doença são diagnosticadas quando ela já se espalhou, assim fazendo com que elas não sejam elegíveis para cirurgia para remover o tumor - atualmente a única cura potencial.

“Os pacientes são diagnosticados normalmente já Quando o câncer está em estágio terminal, mas se for diagnosticado no estágio 2, a taxa de sobrevivência é de 20%, e na fase 1, a taxa de sobrevivência para pacientes com tumores muito pequenos pode aumentar para até 60%”, disse o co-autor Nick Lemoine, professor do Instituto do Câncer Barts.

Aqueles com maior risco incluem pessoas com história familiar de câncer, fumantes, pessoas obesas e pessoas com mais de 50 anos com diabetes. Os cientistas do Reino Unido e da Espanha que desenvolveram o teste esperam que se sua promessa for realizada, então poderá ser possível diagnosticar pacientes e oferecer um tratamento muito mais cedo.

A pesquisa analisou cerca de 500 amostras de urina. Pouco menos de 200 pacientes estavam com com câncer pancreático, 92 com pancreatite crônica e 87 voluntários estavam saudáveis.

O restante das amostras de pacientes estavam com condições benignas e cancerosas no fígado e na vesícula biliar. Das 1.500 proteínas encontradas nas amostras de urina, observou-se que três - LYVE1, REG1A e TFF1 - estavam em níveis muito mais elevados nos pacientes com câncer pancreático, proporcionando uma “assinatura” com cerca de 90% de exatidão que poderia identificar a forma mais comum da doença. Já os pacientes com pancreatite crônica mostraram níveis mais baixos das três proteínas.

Felpuda


Figurinha começou a respirar aliviada, embora ainda esteja na corda bamba. Isso porque mudou de mãos o processo cuja sentença poderá mandá-la para casa definitivamente. Assim, pela “jurisprudência” com a qual o “analista” é conhecido, pode ser que o resultado seja bastante favorável, permitindo que a então desesperada pessoa continue com o assento em Brasília. Vamos ver!