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SAÚDE E BEM ESTAR

Como diferenciar uma dificuldade para dormir e a insônia?

21 JUL 19 - 01h:00G1

Muitas coisas podem tirar o nosso sono: problemas em casa, cuidados com a família, estresse no trabalho, morte, doença. E para melhorar a qualidade do sono, algumas pessoas usam remédios para dormir. Mas como diferenciar uma dificuldade para dormir e a insônia?

“A insônia é quando a pessoa tem dificuldade para dormir ou dificuldade para manter o sono ou despertar precoce”, explica a médica do sono e neurologista Dalva Poyares. Quando a insônia ocorre, no mínimo, três vezes na semana por três meses, ela é considerada crônica.

Já a aguda é bem menos frequente que a crônica e é comum quando acontece uma eventualidade da vida, por exemplo, a morte de uma pessoa da família.

Esse foi o que aconteceu com a agente de saúde Josete Alves de Lima Silva. Há nove anos, uma fatalidade acabou completamente com o ânimo e sono dela. Ela teve um filho assassinado. “Eu chegava, me jogava no sofá, ficava quieta, não tinha disposição para nada. Eu trabalhava de dia e à noite não conseguia dormir”.

Foram dois anos tentando driblar a insônia sozinha. Os desgastes físico e emocional começaram a interferir no trabalho. “Seu dia não rende. Num dia você tá cansada, no outro você tá depressiva. Se você não dormir bem não tem como render seu trabalho”, diz a agente.

Foi aí que ela começou a tomar remédios. “Depois da medicação mudou bastante. Trabalho normal, durmo bem à noite. Acho que não vou conseguir ficar sem medicamento. Eu sou dependente. Sem o remédio eu não consigo dormir”, completa Josete.

Remédio para dormir vicia?

Muitas pessoas que tomam remédio para dormir sentem-se dependentes. A médica explica que é preciso levar alguns fatores em conta, como o tipo de medicamento – alguns viciam mais que outros. Também precisa analisar o perfil da pessoa – algumas estão mais predispostas a viciar em algum medicamento.

A professora Larisse Dias Macedo se sente dependente do remédio. Dezoito horas de trabalho somadas ao fim do casamento trouxeram impactos para a saúde e ela começou a não dormir. “Perdia o sono, dormia duas, três horas e trabalhava o dia todo. O sono não era de qualidade”. Isso refletia no humor, nas dores de cabeça, enxaqueca.

Para controlar a situação, a professora procurou um psiquiatra que receitou alguns remédios. “Estou melhor, minha saúde tá melhor, tô mais disposta. Agora eu durmo cinco, seis horas”. Mas usar medicamentos não é uma solução que ela quer por muito tempo. “É uma dependência, é chato viver a base de remédios. Eu queria deitar e dormir. Você tem que dormir porque está cansada, está com sono”, completa Larisse.

Quando tomar remédio para dormir?

Nos dois casos (Josete e Larisse), elas sofreram um estresse muito grande. “Você não pode deixar o organismo sem dormir, porque dormir é fundamental para a manutenção da saúde. Nesse caso, o remédio traz benefícios para a pessoa”, explica Dalva. Ao perceber qualquer sinal de dificuldade para dormir, procure um especialista.

Existem vários medicamentos que podem ajudar no sono e a indicação vai depender do tipo de insônia. Porém, nem sempre é preciso tomar remédio, mesmo que seja uma insônia crônica. O uso só deve ser feito quando a falta de sono tem um impacto muito grande no dia a dia.

Não existe uma regra. Há situações em que a suspensão pode ser total, casos em que é preciso ser gradual e casos em que a medicação vai sendo mudada. É preciso observar se a pessoa consegue ficar bem sem a medicação. O ideal é conversar com o médico e avaliar a hora certa de parar de tomar o remédio para dormir.

E os fitoterápicos?

“Alguns fitomedicamentos podem ajudar em casos mais leves de insônia”. A valeriana, por exemplo, é um fitoterápico que tem efeito sedativo, ansiolítico e relaxante muscular. Ele não causa dependência, mas é preciso orientação antes de começar a tomar.

Dormir pouco faz mal para a saúde?

Sim! Dormir menos de seis horas afeta a cognição, causa esquecimento e afeta raciocínio e memória. “A longo prazo, pouco sono faz mal para o coração, aumenta o risco de diabetes e ganho de peso, pode alterar a imunidade. São muitas consequências. Acabamos pagando um preço caro”.

Dicas para quem tem dificuldades para dormir

Respeite o sono do outro! Não chegue em casa fazendo barulho, batendo porta, acendendo luz. Faça silêncio, fale baixo.

Alivie os pensamentos para dormir – escreva tudo o que te preocupa num caderno e deixe ao lado da cama. Isso pode deixar a cabeça mais livre.

Faça alguma atividade que dê prazer.

Diminua as luzes da casa.

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