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CAMPO GRANDE

Vereadores voltam a discutir por horário da vacinação

Uma semana depois, assunto voltou a ser pauta na Câmara

23 ABR 19 - 11h:13RENATA VOLPE

A discussão sobre os horários de vacinação nos postos de saúde de Campo Grande, entre os vereadores Enfermeiro Fritz (PSD) e André Salineiro (PSDB), teve mais um capítulo nesta terça-feira (23), durante a sessão na Câmara de Vereadores. Os dois já haviam discutido na última terça (16), pelo mesmo motivo, durante os trabalhos.

Fritz usou a tribuna rapidamente para rebater Salineiro, que não terça-feira passada, disse que os postos não estavam atendendo em horário estendido, conforme divulgado pela prefeitura. Ele não citou nomes. "O vereador que não tem conhecimento de certa área, precisa ter humildade para questionar o colega vereador que sabe sobre o que está falando."

O vereador disse ser lamentável o fato, pois "parece que estamos fazendo discurso contra poderes, politicagem".

Fritz finalizou dizendo que é preciso o vereador ter base, trabalho, para fazer jus ao voto da população. 

Salineiro, por sua vez, afirmou que Fritz foi infeliz e iria se abster para não baixar o nível. "Eu fui nos postos fazer trabalho de fiscalizador, nesse dia específico minha equipe fez mutirão, pois queríamos estar exatamente as 16h40 para saber o horário de fechamento".

O vereador tucano falou que Fritz tem base do prefeito Marcos Trad (PSD). "Tem algumas figuras aqui dentro, que quando se fala mal da gestão, eles defendem e não são imparciais. O pior câncer dentro da política é ser base ou oposição, não pode ter isso", disse.

CAMPANHA

Segunda etapa da campanha de vacinação contra a gripe começou nesta segunda-feira (22), em Campo Grande, com grande movimentação nos postos de saúde. Neste nova fase, passam a fazer parte do público-alvo idosos com idade acima dos 60 anos, trabalhadores de saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais e professores de escolas públicas e particulares.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), na primeira fase, desta o dia 10 de abril, foram priorizadas crianças de 1 a 6 anos e gestantes que foram classificadas pelo Ministério da Saúde como grupo de maior vulnerabilidade.  A campanha segue até o dia 31 deste mês

Na Unidade Básica de Saúde (UBS), do Bairro Coophavila, a procura começou cedo, logo às 6h pessoas já esperavam na fila. Por volta de 10h, cerca de 30 pessoas aguardavam para tomar a vacina. Para organizar os pacientes por ordem de chegada, os funcionários distribuíram senhas.

Veterana nas vacinas, a aposentada Ana Aparecida dos Santos, de 77 anos, vai todos os anos se proteger da gripe. Ela chegou por volta de 8h30 e esperava por uma senha. "Eu acho bom vir e tomar a vacina, já para ficar livre de doença, meu marido ficou bem gripado, então é complicado", disse ela ao Correio do Estado.

Chegando uma hora depois que a dona Ana, às 9h30, o aposentado José Cassimiro Neto, também de 77 anos, diz que por tomar as vacinas regularmente, sempre está protegido. "Eu quase não fico gripado, todo ano venho tomar a vacina para evitar doenças", contou.

Esta etapa abre a campanha para idosos, mas o grupo que já era público-alvo também continua a receber as vacinações. A dona de casa Maria Souza, de 26 anos, levou os dois filhos, Alice, de 2 anos, e Oliver, de 4, para tomar a vacina.

"Fiquei sabendo na sexta-feira da vacina e já me organizei para trazer eles, é importante evitar doenças ainda mais porque eles ficam na creche", disse a mãe.

PÚBLICO-ALVO

Além das pessoas com mais de 60 anos, devem receber a vacina profissionais das forças de segurança e salvamento; trabalhadores da saúde; povos indígenas; professores; pessoas com doenças crônicas e outras categorias de risco clínico; população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; e funcionários do sistema prisional.

CASOS

A campanha de vacinação começou teve início com doses disponibilizadas em 68 unidades básicas de saúde da Capital.

Conforme o último boletim epidemiológico, disponibilizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) na terça-feira (16), em Mato Grosso do Sul foram registrados 45 novos casos de gripe desde que a campanha de vacinação começou.

Desde o início do ano, são 251 casos notificados da doença no Estado, sendo uma morte confirmada até agora, de paciente que morreu no mês de janeiro, em Corumbá, diagnosticado com o vírus H3N2.

INFLUENZA

A influenza, popularmente conhecida como gripe, é uma doença respiratória infecciosa, de origem viral, que pode levar ao agravamento e até ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção.

Entre as possíveis condições de risco para a ocorrência de complicações por influenza, a presença de pelo menos uma comorbidade é a mais frequente entre os acometidos.

 

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