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"MUITO CARO"

Vereadores reprovam aditivo
à obra do Reviva Centro

Parlamentares consideram que valor pelo qual a empresa Engepar Engenharia foi contratada já é alto

22 MAR 19 - 09h:00LUANA RODRIGUES E RENATA VOLPE

A maioria dos vereadores de Campo Grande é contra a concessão de um aditivo para a Engepar Engenharia, empresa responsável pelas obras do Reviva Centro. A Engepar  foi contratada por R$ 49 milhões, para revitalizar a Rua 14 de julho, principal via do Centro da Capital, e agora aponta a necessidade de um valor extra para continuar com as obras.

O Correio do Estado entrevistou 26 dos 29 parlamentares da Capital, sendo que 11 foram contra o adicional, quatro a favor e 10 não se posicionaram. Três vereadores não foram encontrados pela reportagem para comentar o assunto.

Entre os que opinaram está o vereador Ademir Santana (PDT). “Sou contra o aditivo, inclusive fiz projeto de lei na Câmara proibindo, pedindo que toda obra em Campo Grande tenhaque fazer seguro, com valor feito na sua licitação e não ter mais aditivo. Sou contra aditivo de qualquer obra. Temos que montar um jeito de fazer com perspectiva de proibir aditivo”, disse.

A vereadora Dharleng Campos (PP) afirmou que “quando foram contratados (Engepar), eles pediram valores, fizeram valores, sabiam quanto iam gastar. O aditivo temos que ver como vai ser gasto, o aditivo não é barato”, ponutou.

Antônio Cruz (PSDB) também se posicionou contrário a qualquer mudança no orçamento da obra. “ Eu sou contra. Acho que projeto com estimativa de despesa e orçamento, ele tem que ser executado, porque toda obra pública sofre esse problema de aditivar receita, despesa, verba? Em tese, sou contra, a não ser que me convençam o contrário mais para frente das minúcias que levam a essa necessidade”, afirmou. 

Para o parlamentar Loester (MDB), o pedido de aditivo é um abuso diante do momento em que vive o país. “Estamos numa fase em que as obras tem que ser feitas pelos valores reais e não ampliando valores. Demoram para executar e depois ficam pedindo reajuste. É uma obra que prejudica os comerciantes, que deveria ter sido feita rápida e fazendo de pouco em pouco, para pedir reajuste, mais valores para construir a obra. Isso é mania dessas empresas, se nosso município permitir, tem que responder pela irresponsabilidade”, considera.

Cida Amaral (Prós) foi enfática ao afirmar que é “contra qualquer aditivo que venha trazer despesas para o município, precisamos sim do Reviva Centro, mas chega de aditivo. Aditivo só se for é para saúde e educação, chega de dar aditivo para empresa contratada que já está com seu lucro”, disse
Para o parlamentar João César Mattogrosso (PSDB) é preciso estudar a necessidade do adicional. “Não posso ser leviano dizendo ser contra ou a favor, todos estão fazendo essa análise. Foi feito ofício para pedir as informações do executivo onde está sendo gasto, tudo certinho.  Sou a favor da obra. Esse é um pedido de anos pela população”, explicou.

Já Willian Maksoud (PMN) disse que “se for necessário e tudo dentro da legalidade, não tem porque não ter aditivo, se o intuito e finalidade é de terminar algo muito tempo travado, não vejo problema. Tem que terminar a obra, os comerciantes estão passando por dificuldade, mas depois de pronto, fica espetacular. temos que aguardar para ver o que vai ser”, posicionou-se.

Questionado, Valdir Gomes (PP) citou a situação do Aquário do Pantanal, obra emblemática para o Estado. “Eu sou contra tudo que aconteceu com aditivo, como o Aquário, que começou com vários aditivos. Quando ganha licitação, a empresa tem que prever se vai ter aumento ou não”, afirmou.

Chiquinho Telles (PSD) ponderou a questão e disse que esta não é a primeira obra e nem vai ser a última a precisar de aditivo. “Sempre aparece coisas a mais para fazer. Não previa que lá no fundo da 14 de Julho teria um encanamento de esgoto e água toda antiga, isso vai onerando. A rapidez que os empresários querem na obra, exige que a empresa contrate mais serviço e isso ainda está em análise. Para ter algo bonito, tem que gastar”, acredita.

As medições para estabelecer o valor do aditivo ainda não foram finalizadas. No entanto, lei de licitações estabelece máximo de 25% do valor original do contrato.  

Gráfico: Correio do Estado

 

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