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TEMPORAL

Vendaval derruba dezenas de árvores e previsão indica mais chuva

Equipes dos bombeiros ainda trabalham em estragos

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Chuvas fortes acompanhadas de ventos de até 64 km/h derrubaram dezenas de árvores na tarde de hoje, em Campo Grande. Alagamentos também foram registrados em diversas vias e previsão indica chance de novos temporais entre hoje e amanhã, na Capital e interior do Estado.

Conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), chuva forte começou já na madrugada. No início da tarde, voltou a chover as precipitações vieram acompanhadas de rajadas de ventos fortes, que atingiram 64,8 kh/h.

O vendaval causou quedas de árvores em vários bairros da Capital. Na Vila Nasser, uma árvore caiu na Rua Antônio de Moraes Ribeiro.

No Centro da Capital, árvore de grande porte caiu sobre um veículo que estava estacionado, na rua José Antônio, entre as ruas Barão do Rio Branco e Dom Aquino. Motorista não estava dentro do carro e não houve feridos, mas uma faixa da via ficou interditada pelos galhos.

Veículo também foi atingido por árvore nas ruas internas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Mesma situação ocorreu na Rua Autonomista, no Monte Carlo, onde uma planta de grande porte caiu em cima de um Fiat Uno.

Já no Jardim Bonança, outra árvore de grande porte caiu e fechou a rua Tupiniquins. Planta atingiu a fiação elétrica e deixou a região sem luz. Concessionária de energia elétrica da Capital, a Energisa, foi acionada para fazer os reparos. Corpo de Bombeiros também trabalha no corte e remoção da árvore.

Em vários outros pontos da cidade, equipes do Corpo de Bombeiros trabalham no corte de plantas que caíram durante a chuva.

Alerta vigente do Inmet indica risco potencial de tempestades entre hoje e amanhã em todo o Mato Grosso do Sul. Conforme o alerta, há risco de chuvas intensas, entre 20 a 30 mm/h, ventos de até 60 km/h e descargas elétricas.

Orientação é para que, em caso de rajadas de vento, população não se abrigue debaixo de árvores e não estacione próximo a placas e torres. Também é orientado não usar aparelhos eletrônicos ligados na tomada.

Para sexta-feira (6), sol deve aparecer entre nuvens, com pancadas de chuvas especialmente durante a tarde. No sábado, umidade relativa do ar estará baixa nos municípios da regiões sul e sudeste do Estado.

Temperaturas sobem no fim de semana e termômetros devem oscilar entre 15°C e 36°C. No domingo à tarde, volta a chover forte, com trovoadas isoladas.

Moda com Desconto

Bazar tem peças de marcas famosas a partir de R$ 10 em Campo Grande

Evento reúne mais de 12 mil itens com descontos de até 90% no Clube Estoril

03/09/2026 18h15

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Quem gosta de garimpar roupas de marca por preços baixos terá uma nova oportunidade neste domingo (6), em Campo Grande. O Breshop, Bazar Beneficente reúne mais de 12 mil peças no Clube Estoril, no Jardim Autonomista, com valores a partir de R$ 10 e descontos que chegam a 90%.

Entre os itens estão roupas, calçados e acessórios de marcas como Ralph Lauren, Armani, Adidas, Lacoste, Farm, Animale, Le Lis Blanc, Arezzo, Zara, Calvin Klein, Santa Lolla e John John, entre outras.

As peças estarão disponíveis para públicos de diferentes idades e estilos. Os pagamentos poderão ser parcelados em até seis vezes sem juros.

Além dos preços mais baixos, o evento tem caráter beneficente. Parte da renda das vendas será destinada a projetos sociais como a Casa da União Lar de Santana, o Projeto Notas de Alegria e o Viver Bem.

A edição anterior do bazar, realizada em 2025, arrecadou mais de 10 mil peças. Cerca de 7 mil foram vendidas durante o evento, que recebeu aproximadamente 2,2 mil pessoas.

Segundo a organização, mais de 150 famílias atendidas pela Casa da União Lar de Santana foram beneficiadas com a arrecadação daquela edição.

A proposta do Breshop é dar novo destino às peças que seriam deixadas de lado e transformar as vendas em recursos para os projetos sociais.

Serviço

Breshop – Bazar Beneficente

Data: 6 de setembro
Horário: das 12h às 17h
Local: Clube Estoril
Endereço: Rua Silvina Tomé Veríssimo, nº 20, Jardim Autonomista
 

Caso Fabiola Marcotti

Médico acusado de matar esposa é preso pela 3ª vez em Campo Grande

Cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, havia sido solto há apenas 14 dias; perícias levaram a Polícia Civil a descartar a hipótese de suicídio de Fabiola Marcotti.

03/09/2026 17h54

Polícia Científica e equipes da Polícia Civil durante as investigações na chácara onde Fabiola Marcotti foi encontrada morta, em Campo Grande.

Polícia Científica e equipes da Polícia Civil durante as investigações na chácara onde Fabiola Marcotti foi encontrada morta, em Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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Pela terceira vez desde a morte da fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, o médico acusado pelo caso voltou a ser preso em Campo Grande. João Jazbik Neto, de 78 anos, foi detido nesta quinta-feira (3), apenas 14 dias depois de ter deixado a prisão por força de um habeas corpus.

A nova detenção ocorre em meio a uma investigação que sofreu uma reviravolta desde 18 de maio, quando Fabiola foi encontrada com um tiro na cabeça na chácara onde vivia com o marido, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Inicialmente apresentada como um possível suicídio, a morte passou a ser tratada pela Polícia Civil como feminicídio após o avanço das perícias e das diligências.

O caso começou a ser apurado sob uma versão completamente diferente daquela sustentada atualmente pela Polícia Civil.

Quando Fabiola foi encontrada morta, em 18 de maio, na chácara onde vivia com o marido, na região da Chácara dos Poderes, a ocorrência foi inicialmente comunicada como possível suicídio. João Jazbik Neto nega envolvimento na morte da esposa.

Ao longo da investigação, entretanto, exames periciais, depoimentos, dados extraídos de celulares e outros elementos reunidos no inquérito levaram a Polícia Civil a descartar a hipótese de suicídio e indiciar o cardiologista por feminicídio, além de outros crimes. 

Morte foi apresentada como suicídio

De acordo com o relatório final da investigação, Fabiola foi encontrada por volta das 11h do dia 18 de maio, dentro de um quarto da residência do casal.

A Polícia Civil registra que João fez uma ligação antes do acionamento policial e, posteriormente, passou a informar que a esposa teria cometido suicídio. Quando os investigadores chegaram ao imóvel, porém, a análise inicial da cena levantou questionamentos sobre essa versão. 

Entre os pontos observados estavam a posição em que Fabiola foi encontrada, marcas de sangue e a trajetória do projétil.

A investigação também registrou que, durante as primeiras diligências, testemunhas disseram que João teria determinado a retirada de armas e munições existentes na propriedade.

Segundo o relatório policial, um “expressivo arsenal” acabou localizado durante buscas no imóvel, incluindo armas de uso restrito, carabinas, espingardas e centenas de munições. 

Perícias contrariaram hipótese de suicídio

A mudança no rumo da investigação ganhou força com os resultados dos exames periciais. Conforme o relatório final da Polícia Civil, a perícia realizada no corpo e na cena apontou elementos considerados incompatíveis com um disparo autoinfligido, ou seja, provocado pela própria vítima contra si mesma.

Os peritos analisaram, entre outros fatores, a trajetória do projétil, o posicionamento do corpo, vestígios de sangue e as características do ferimento. A conclusão registrada pela investigação foi de que a dinâmica encontrada não correspondia à hipótese inicialmente apresentada de suicídio. 

O laudo necroscópico também foi considerado relevante. Segundo o relatório policial, os exames realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) convergiram para a conclusão de que a vítima não teria cometido suicídio. 

Outro elemento citado pelos investigadores é o exame de confronto balístico. A Polícia Civil afirma que a análise relacionou o projétil encontrado no quadro que ficava atrás do corpo de Fabiola ao revólver Smith & Wesson calibre .357 localizado na ocorrência.

Exame apontou resíduos na mão do médico

Um dos elementos destacados no relatório final é o resultado de exame para detecção de resíduos de disparo de arma de fogo.

Segundo a Polícia Civil, a análise apontou resíduos na mão direita de João. Para os investigadores, o resultado indica que ele efetuou ou manuseou recentemente uma arma de fogo. 

O dado foi incorporado ao conjunto de provas analisado no inquérito, ao lado dos exames da cena, dos laudos médico-legais, do confronto balístico e das declarações colhidas ao longo das diligências.

A investigação também analisou informações extraídas dos aparelhos celulares apreendidos, com autorização judicial, e identificou conversas consideradas relevantes para a reconstrução dos acontecimentos.

Diário de Fabiola entrou na investigação

Outro documento considerado importante pela Polícia Civil foi um diário atribuído a Fabiola. Uma perícia grafotécnica, exame que analisa características da escrita para identificar sua autoria, confirmou, segundo o relatório, que as anotações foram feitas pela própria fisioterapeuta.

Os investigadores passaram então a analisar as anotações como parte da apuração sobre o relacionamento do casal. 

De acordo com a interpretação apresentada pela Polícia Civil no relatório final, os registros descrevem episódios de controle, isolamento, medo e sofrimento psicológico.

Familiares e outras testemunhas também foram ouvidos durante a investigação. Para a Polícia Civil, o conjunto formado pelos depoimentos e pelas anotações reforçou a hipótese de um histórico de violência psicológica anterior à morte.

Polícia indicou médico por feminicídio

Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil sustentou que havia materialidade do crime e indícios de autoria suficientes para o indiciamento de João.

Além do feminicídio, o relatório policial atribuiu ao cardiologista suspeitas de fraude processual, violência psicológica e crimes relacionados à posse de armas de fogo. O documento foi encaminhado ao Poder Judiciário para prosseguimento do caso.

O material reunido pela investigação inclui dezenas de armas e munições submetidas a exames. Entre os itens encaminhados à perícia aparecem carabinas, espingardas e diferentes calibres de munição. 

João, contudo, mantém a negativa de participação na morte da esposa. A responsabilização criminal definitiva dependerá do andamento do processo e das decisões da Justiça.

Terceira prisão

Desde a morte de Fabiola, a situação do cardiologista diante da Justiça sofreu sucessivas mudanças. A prisão desta quinta-feira representa a terceira vez em que João é levado ao sistema prisional no decorrer do caso.

Na detenção anterior, ocorrida em 15 de agosto, ele permaneceu preso por cinco dias, até deixar a cadeia em 20 de agosto após a concessão de habeas corpus.

Agora, duas semanas depois de recuperar a liberdade, o médico volta a ser preso enquanto o caso segue sob análise do Judiciário.

A nova ordem acrescenta mais um capítulo a uma investigação que começou com a comunicação de uma possível morte por suicídio e, após meses de perícias e diligências, terminou com o cardiologista indiciado pela Polícia Civil pela suspeita de matar a própria esposa.

O que diz a defesa

A equipe de reportagem do Correio do Estado procurou a defesa de João Jazbik Neto para obter um posicionamento sobre a nova prisão e os elementos apontados pela investigação. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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