Cidades

SAÚDE

Vacina da gripe pode custar de R$ 89,90 a R$ 180 na Capital

Clínicas particulares devem começar a aplicar as doses a partir da última semana de março; na rede pública, a vacinação começa em 4 de abril

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Anunciada pelo Ministério da Saúde, a campanha nacional contra a influenza deve iniciar em Mato Grosso do Sul no dia 4 de abril para os grupos prioritários. 

Na rede privada, as clínicas particulares de Campo Grande têm a expectativa de começar a oferecer a vacina contra a gripe a partir da última semana de março.  

Conforme levantamento feito pelo Correio do Estado, os preços cobrados pela imunização contra a gripe podem variar de R$ 89,90 a R$ 180 em quatro clínicas da Capital consultadas pela reportagem. 

Na Imunitá – Centro de Imunização, as doses devem chegar até o começo do mês de abril. A vacina tetravalente contra a influenza custará R$ 160.  

Na clínica Vaccini, a vacina ofertada será a quadrivalente, por R$ 180. A previsão é de que as doses contra a gripe cheguem na segunda quinzena de abril. 

Com a expectativa de entrega das doses para o fim deste mês, a clínica Imunocenter vai cobrar R$ 130 pelo imunobiológico trivalente.  

No Laboratório Bioclínico, a aplicação das doses contra a gripe atualizadas com a nova cepa Darwin da H3N2 terão o custo de R$ 89,90. A vacina ofertada será a quadrivalente. A variante Darwin do vírus H3N2 fez os casos de gripe dispararem em Mato Grosso do Sul em dezembro do ano passado. 

O Estado chegou a declarar a condição de endemia da doença. Em janeiro deste ano, as mortes por influenza superaram as de Covid-19 em alguns dias.  

O surto de contágio da H3N2 em MS resultou ainda em 488 casos e 91 mortes por complicações, registradas entre os meses de dezembro de 2021 e março de 2022. Com o declínio nos índices de infecções, desde o dia 2 deste mês, o Estado não registra mortes pela doença.  

VACINAÇÃO

Desde o início da campanha de vacinação, no ano passado, foram aplicadas 313.514 doses da vacina contra a influenza em Campo Grande, sendo 197.293 somente no público prioritário. 

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), por conta da baixa adesão à vacinação, apenas o público de crianças de seis meses a seis anos de idade atingiu a meta de 90% estipulada pelo Ministério da Saúde.  

Em anos anteriores, era possível verificar outros três grupos que também ultrapassavam essa margem: idosos e trabalhadores da saúde e da educação, mas, no ano de 2021, nenhum atingiu o índice de 90% de imunização.  

CAMPANHA

A vacina contra a influenza que será distribuída no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2022 já está em produção pelo Instituto Butantan. Ela é trivalente, composta pelos vírus H1N1, H3N2, do subtipo Darwin, e a cepa B.  

O Butantan produz anualmente 80 milhões de doses da vacina contra a influenza ofertadas na campanha nacional de vacinação contra a gripe. 

Justamente por ser sazonal, o imunizante é modificado a cada ano, baseado nos três subtipos do vírus influenza que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, monitorados e indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a primeira etapa da campanha de vacinação contra a gripe vai começar no dia 4 de abril, na Capital. Devem participar dessa primeira etapa, que segue até o dia 2 de maio, idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da saúde.

Após esse período começa a segunda etapa da vacinação, com crianças a partir de seis meses e menores de 5 anos. 

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, é importante a população estar atenta ao calendário vacinal, principalmente o da Influenza.

“Nessa primeira fase, os idosos e os profissionais da saúde devem se vacinar. Principalmente aqueles que atuam na linha de frente de combate à pandemia de Covid-19 precisarão tomar a vacina contra gripe”, reiterou. Além disso, o secretário deu ênfase à necessidade de vacinação contra o coronavírus.

“É importante que os pais levem as crianças para se vacinarem, não só contra a influenza e o sarampo, mas contra o coronavírus também. Então, a partir do dia 4 de abril, procure uma unidade de saúde para se vacinar”, destacou Resende.

O dia D de mobilização nacional contra a gripe está previsto para 30 de abril.

Entrega das vacinas contra a gripe

O Instituto Butantan entregou ao Ministério da Saúde, no dia 25 de fevereiro, o primeiro lote de 2 milhões de vacinas contra a Influenza A, atualizadas para a cepa Darwin. Até o fim de abril, o Butantan deve repassar mais 78 milhões de doses à Pasta. 

BAZAR SOLIDÁRIO

Outlet da AACC tem celulares novos a partir de R$ 810 nesta quarta e quinta

Celulares à venda são iPhone, Realme e Xiaomi, novos e lacrados

04/03/2026 09h00

Fila em bazar da AACC-MS

Fila em bazar da AACC-MS MARCELO VICTOR

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Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) realiza outlet de celulares e itens de decoração, nesta quarta (4) e quinta-feira (5), das 8h às 17h, na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

Os celulares à venda são iPhone, Realme e Xiaomi, novos e lacrados.

O Iphone 14 128gb será vendido a R$ 2.400,00. Já os smartphones das marcas Realme e Xiomi serão vendidos com preços a partir de R$ 810,00. É possível parcelar em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito.

Os aparelhos são oriundos de apreensões da Receita Federal cedidas para a instituição.

As formas de pagamento são PIX, dinheiro, cartões de débito e crédito, com parcelamento para compras a partir de R$ 100.

O evento também oferece descontos de 20% em todas as peças do Bazar fixo da AACC/MS, como roupas, calçados, brinquedos, itens de casa, semijoias e itens variados, todos de qualidade e marcas reconhecidas.

Além de economizar, quem compra no bazar contribui diretamente para o atendimento prestado a crianças e adolescentes em combate ao câncer.

O objetivo é arrecadar dinheiro para manter os custos mensais básicos da Casa de Apoio, como água, luz, combustível, telefone, alimentação, material de limpeza e higiene pessoal, assistência aos beneficiários e cobertura de exames e medicamentos não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os custos mensais giram em torno de R$ 400 mil.

AACC-MS

A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) foi fundada em 29 de março de 1998 com a missão de cuidar, amparar e auxiliar crianças e adolescentes com câncer em Mato Grosso do Sul.

Está localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

A Casa de Apoio oferece:

  • Acolhida e hospedagem à criança e adolescente com câncer e 1 acompanhante do sexo feminino
  • Distribuição de cestas básica e cestas sociais às famílias
  • Transporte
  • Atendimentos Multiprofissionais
  • Serviço Social
  • Atividades lúdico-pedagógicas
  • Salão de Beleza

De acordo com a instituição, em 2025, 323 crianças foram atendidas, 17.910 atendimentos multiprofissionais foram realizados, 6.346 pessoas foram hospedadas, 31.676 refeições foram servidas e 1.525 cestas básicas foram entregues.

TRANSPORTE PÚBLICO

Sob risco de intervenção, Consórcio Guaicurus terá R$ 40 milhões de subsídio

Valor é referente à isenção de imposto e ao pagamento de compensação pelas gratuidades dos estudantes de Campo Grande

04/03/2026 08h20

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Consórcio Guaicurus vai receber este ano mais de R$ 40 milhões de subsídio e isenção de impostos da Prefeitura de Campo Grande, ao mesmo tempo que na Justiça tramita ação que determinou possível intervenção na concessão do transporte coletivo.

Dois projetos de lei complementar do Executivo, aprovados ontem na Câmara Municipal de Campo Grande, trazem a isenção do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) ao Consórcio Guaicurus e também o pagamento de subsídio referente ao passe do estudante da Rede Municipal de Ensino (Reme).

No primeiro caso, a isenção do imposto incidente sobre a prestação de serviços de transporte coletivo urbano deve ser de R$ 12 milhões ao Município, que atualmente passa por crise econômica.

Trecho do projeto de lei complementar diz que “a isenção de que trata o caput deste artigo será integralmente repassada ao preço da tarifa, com o objetivo de manter a modicidade da tarifa, devendo ser comprovada pela planilha de estruturação tarifária autorizada pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos de Campo Grande”.

No entanto, desde que essa isenção foi imposta, nunca houve redução no valor cobrado dos usuários do transporte público.

SUBSÍDIO

Já no caso do subsídio feito ao transporte coletivo para o pagamento das gratuidades municipais, o valor será muito maior, de até R$ 28.016.252,00, pagos este ano em parcelas mensais, limitadas até R$ 2.546.932,00.

“A critério do Poder Executivo municipal, mediante aferição em estudo de equilíbrio econômico-financeiro elaborado pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) e mediante prévia apresentação de relatório mensal dos gastos à Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS)”, diz trecho da lei.

Justiça afirma que, sem fiscalização adequada dos serviços públicos, quem pode ser penalizado são os usuários do transporte coletivo - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

O valor se refere tanto aos alunos da Reme, como aos candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nos vestibulares de universidades públicas com provas realizadas em Campo Grande. 

Trecho da lei também cita que o subsídio pode ser estendido “para custear as despesas decorrentes das gratuidades concedidas aos demais passageiros idosos, pessoas portadoras de câncer que se enquadrem nos requisitos dispostos na Lei nº 7.025, de 11 de abril de 2023, pessoas com deficiência e seus acompanhantes”.

No caso dos estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE) de Campo Grande, o governo do Estado envia o valor de R$ 13,3 milhões anuais, divididos em quatro parcelas. O acordo, feito para ajudar a Capital com o transporte coletivo, foi renovado no segundo semestre do ano passado, com validade até o primeiro semestre deste ano.

Em função da greve dos motoristas do transporte público, em dezembro do ano passado, um das duas parcelas que seriam pagas este ano foi antecipada, portanto, o Estado deve pagar apenas mais R$ 3,3 milhões neste convênio.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação (SED), ainda não há conversas para uma renovação do convênio para o segundo semestre deste ano.

INTERVENÇÃO

No fim do ano passado, a Justiça determinou que a Prefeitura de Campo Grande faça uma intervenção no transporte público da Capital, após dias de greve dos motoristas por falta de pagamento de salário.

Na semana passada, a Justiça reformou a decisão, que mandava a prefeitura nomear um interventor em 30 dias, e determinou que a administração municipal deverá “instaurar o procedimento administrativo prévio à intervenção [...], nomeando um interventor em caso de decreto de intervenção”.

O recuo não descartou a intervenção, mas determinou que a prefeitura faça um estudo para saber a real necessidade de que ela aconteça.

Em sua argumentação, porém, o juízo afirmou que “é dever constitucional e legal da administração pública fiscalizar a prestação de serviços públicos delegados a concessionárias e, ao que parece, a administração municipal está omissa neste mister”.

“Há contundentes indícios de que o Consórcio Guaicurus não cumpre as cláusulas do contrato de concessão, e só a administração municipal é que não sabe disso. A omissão da administração pública em fiscalizar pode caracterizar culpa in vigilando, o que pode responsabilizar o ente público civilmente por danos causados a terceiros pelas concessionárias”, traz trecho da decisão.

No mês passado, o Correio do Estado já havia antecipado que a Prefeitura de Campo Grande trabalha em um plano para avaliar a necessidade de uma intervenção no serviço público.

Segundo o secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha, porém, esse plano pode mostrar que não há necessidade de que o Executivo assuma o transporte coletivo.

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