Cidades

REVITALIZAÇÃO

União paga R$ 700 mil e prefeitura tenta retomar obras na Ernesto Geisel

Ao todo, valores atrasados já somam mais de R$ 3 milhões para duas empresas que tocam a revitalização

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A Prefeitura de Campo Grande tenta retomar a partir da semana que vem as obras de revitalização da avenida Ernesto Geisel, que estão paralisadas desde setembro por conta de falta de pagamento às empresas que tocavam o projeto, por parte do governo federal.

Ao todo, a União já deve mais de R$ 3 milhões às empresas Dreno Construções – Eireli EPP e Gimma Engenharia Ltda. Porém, na semana passada o Ministério do Desenvolvimento Regional fez um repasse de R$ 700 mil ao município para efetuar o pagamento das empreiteiras, com isso, o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, espera conseguir retomar, pelo menos, uma parte da obra.

“O dinheiro demora cerca de cinco dias para cair na nossa conta, então acreditamos que na segunda-feira (18) já tenhamos essa verba e com ela e mãos vamos conversar com as empresas, ver o que dá para fazer”, afirmou o secretário.

O valor em atraso é referente aos meses de julho, agosto e setembro e agora está vencendo também o mês de outubro. As obras na região, segundo o secretário, estão com 60% concluídas, sendo investidos até agora R$ 29.416.122,52.

A Dreno Construções ficou responsável pelo segundo e terceiro lote – que vai da Abolição até a Aquário – e a Gimma Engenharia Ltda pelo primeiro lote – da rua Santa Adélia até Abolição – e nenhuma das duas recebeu o referente a medição nos últimos três meses.

O atraso contradiz a promessa do governo federal de que depois que fosse votada a reforma da Previdência Social – o que ocorreu no mês passado – os recursos voltariam a ser liberados.

Na semana passada reportagem do Correio do Estado mostrava que, apesar de não haver previsão para o pagamento total dos atrasados, o secretário dizia que tinha “esperança” de que ainda este ano a construção da contenção fosse retomada.

Iniciada em fevereiro de 2018, a revitalização abrange trecho de quase dois quilômetros da avenida, atravessando os bairros Coophamath, Taquarussu, Jacy e Marcos Roberto. Paredões de gabião com até 9 metros de altura foram levantados para proteger as margens da erosão e evitar o transbordamento do rio que terá drenagem, ciclovia, urbanização e recapeamento das duas pistas.

A obra total está orçada em R$ 48.497.999,21 e tinham previsão de término para setembro deste ano. Em relação restante da obra, localizados abaixo da rua do Aquário, no sentido ao bairro Aero Rancho, a estabilização da margem esquerda – com placas de concreto e gabião – só será iniciada quando a Águas Guariroba remanejar o emissário da rede de esgoto instalado a margem do rio. A tubulação será removida em direção a pista, para ficar a 4 metros da parede gabião. Conforme o secretário, não há previsão para as obras começarem.

A ação atende o objetivo do compromisso feito pela Prefeitura de Campo Grande com a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

CHUVA

Na semana passada uma chuva forte acabou causando um estrago em parte da obra. Isso porque o guard-rail que fica próximo a ponte do cruzamento do a rua da Abolição deslizou por conta da enxurrada.

Segundo o secretário, a terra no local não estava bem compactada ainda e por conta disso ela cedeu com a quantidade grande de água que passou por lá. Logo após o incidente, a empresa responsável pelo trecho foi acionada e já arrumou o guard-rail.

Irônico

Justiça mantém prisão preventiva de influencer da Capital por quebra de medida protetiva

Daniele Santana foi presa na sexta-feira (30)

01/02/2026 11h00

Coach Irônica vai continuar presa após audiência de custódia

Coach Irônica vai continuar presa após audiência de custódia Reprodução Redes Sociais

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A influenciadora digital Daniele Santana Gomes, a "Coach Irônica", presa na última sexta-feira (30) após descumprir medida protetiva em Campo Grande, passou por audiência de custódia da manhã deste domingo (01). A decisão da Justiça foi de manter a prisão de Daniele por suposto descumprimento de medida protetiva contra a sogra e a cunhada. 

A defesa da influencer alegou que o prazo marcado para a audiência de custódia foi indevida, já que Daniele foi presa no final da tarde de sexta-feira (30) e a audiência só foi marcada para domingo, um prazo maior que 24 horas, como consta na legislação penal. Por essa razão, pediu a soltura imediata da mulher, mas o pedido foi negado. 

De acordo com o advogado de defsa, Oswaldo Meza, o pedido para revogação da prisão de Daniele já foi feito e classificou a situação como "perseguição". 

O pedido de prisão da "coach" foi expedido pela A 4ª Vara da Violência Doméstica e Familiar de Campo Grande, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual. 

Daniele Santana Gomes é investigada no âmbito da Lei Maria da Penha. O mandado de prisão fundamenta-se em descumprimento de decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência.

O processo tramita em segredo de justiça, o que limita o acesso a detalhes sobre as circunstâncias exatas das agressões ou ameaças. No entanto, o documento revela que a defesa da acusada tentou ocultar informações sobre testemunhas, pedido que foi prontamente indeferido pela magistrada responsável pelo caso.

A juíza Tatiana Decarli, ao proferir a decisão, destacou a necessidade da prisão para garantir a efetividade das medidas cautelares e a proteção das vítimas e testemunhas.

"Diante do exposto, DEFIRO o pedido do Ministério Público para a decretação da prisão preventiva de Daniele Santana Gomes... Peças sigilosas à defesa técnica subsistem apenas quando há medidas cautelares pendentes de cumprimento, sendo tais informações cruciais para a efetividade da medida", registrou a magistrada no documento.

A decisão reforça que, embora o sigilo seja levantado após as diligências, o acesso imediato a certos documentos foi vedado para não comprometer a prisão.

A defesa de Daniele Santana Gomes ainda não se manifestou publicamente sobre a prisão.

Polêmica

A influencer Daniele Santana Gomes já esteve envolvida em polêmicas envolvendo perseguição e frases gordofóbicas. 

Um médico denunciou a influencer por afirmar que, em seus conteúdos, Daniele “não se limita a narrar inverdades, mas deliberadamente forja acusações falsas, lançando contra os querelantes insinuações torpes e infundadas, com o claro intuito de destruir sua honra e credibilidade, tanto em âmbito pessoal quanto profissional”. 

Em outro episódio, Daniele divulgou em suas redes sociais um conteúdo, o qual afirma que foi processada por Firmino Cortada, também influenciador. Ele a acusa de perseguição após a ex-professora da Rede Municipal publicar vídeo falando sobre influenciadores que receberam dinheiro para questionar a liquidação do Banco Master. 

Firmino também processou Daniele pelo uso indevido de sua imagem e cobra na Justiça o valor de R$ 15 mil. O caso corre na 10ª Vara Cível de Campo Grande.

Entre os alvos de Daniele estão médicos, clínicas, empresários, jornalistas, advogados, políticos em outros estados do País além de Mato Grosso do Sul. 

Entre os alvos apontados pela investigação estão médicos e clínicas, empresários, jornalistas, advogados, políticos, influenciadores digitais e até igrejas, em diferentes estados do país. Segundo o relatório, a atuação rendeu à investigada o apelido de “pistoleira digital”. 

 Em consulta ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o nome de Daniele Santana Gomes aparece pelo menos 20 vezes em processos que envolvem perseguição, calúnia ou difamação.  

 

*Colaborou João Pedro Flores

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Geração de emprego

Mato Grosso do Sul tem a menor taxa de desocupação a longo prazo do País

A taxa de desocupados no Estado ficou em 5,5%. Quanto mais baixo o percentual, maior a capacidade do Estado de reinserir mão de obra trabalhadora no mercado de trabalho

01/02/2026 09h45

MS lidera ranking nacional de menor taxa de desemprego

MS lidera ranking nacional de menor taxa de desemprego Divulgação

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Mato Grosso do Sul é destaque no cenário nacional do mercado de trabalho ao ocupar a primeira posição no ranking brasileiro de desocupação de longa duração, com apenas 5,5% da população desempregada há dois anos ou mais.

É o que mostram os dados divulgados no Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 

Esse indicador mede a proporção de pessoas sem trabalho por um período prolongado em relação ao total de desempregados. Isso permite avaliar a capacidade de inserção da força de trabalho no mercado formal, como aponta o CLP. Assim, um percentual mais baixo aponta maior eficiência do Estado em reinserir os trabalhadores no mercado de trabalho, reduzindo o desemprego prolongado. 

No ranking, Mato Grosso do Sul supera estados como o Piauí (7,4%) e Pará (9,1%). Os estados com as maiores taxas ficaram com o Rio Grande do Norte (32,1%) e Rio de Janeiro (32,9%). 

Ainda de acordo com a pesquisa, o Estado subiu três posições no indicador no último ano, saindo da 4ª posição para o topo do ranking.

Além disso, ocupa a 2ª posição nacional das maiores notas no pilar de Capital Humano da pesquisa, que mede indicadores como custo de mão de obra, produtividade do trabalho, qualificação dos trabalhadores e desocupação.

Nessa categoria, a nota geral de Mato Grosso do Sul é 89,6, atrás apenas do estado de Santa Catarina, onde, neste pilar, a nota é 100. 

No ranking geral de competitividade entre os estados, Mato Grosso do Sul ocupa o 9º lugar, com nota de 54,4. Os destaques do Estado ficam para os pilares de Sustentabilidade Ambiental (9º), Capital Humano (2º) e Sustentabilidade Social (8º). 

Queda de desemprego geral

O cenário favorável do Estado também é notado em outras pesquisas. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa de desocupação total em Mato Grosso do Sul caiu para 2,9% no segundo trimestre de 2025, o menor patamar registrado desde o início da série histórica em 2012. Essa taxa coloca o Estado entre os quatro com menor desemprego do País. 

Em número, isso significa que aproximadamente 42 mil pessoas estavam desocupadas no período enquanto a população ocupada chegava a 1,43 milhão. 

A taxa de saldo de empregos em Mato Grosso do Sul fechou o ano de 2025 com um índice positivo de 19,756 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 419.472 admissões e 399.716 demissões ao longo do ano passado. 

O número foi 61% maior que o saldo de 2024, que foi de 12.230, mas ainda está abaixo dos anos anteriores. Como divulgado pelo Correio do Estado, em 2025 foram ofertadas mais de 20 mil vagas no mercado formal e não foram preenchidas, chegando a um saldo de 40.648 empregos em 2022. 

A construção puxou a geração de empregos no Estado, com 5.873 vagas formais, seguido do setor de serviços, com saldo de 4,835 empregos, indústria, com 4,536, comércio , com 3.258, e agropecuária, com saldo de 1.256 vagas. 

Esse desempenho de Mato Grosso do Sul pode ser explicado por uma série de fatores, como a implantação de grandes projetos industriais e de infraestrutura, acelerando a construção civil e amplia contratações diretas e indiretas; obras públicas e privadas que acompanham esse movimento; e políticas públicas voltadas à empregabilidade no Estado, como MS Qualifica, que tem o objetivo de preparar a mão de obra, conectar oferta e demanda de vagas e ampliar a empregabilidade. 

Brasil

O número de desempregados no Brasil atingiu o número mais baixo desde a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que teve início em 2012. No último trimestre de 2025, encerrado em dezembro, a taxa de desocupação do País caiu a 5,1%. 

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE, mostram que, nos últimos três meses de 2025, cerca de 5,5 milhões de pessoas estavam desempregadas no País, enquanto 103 milhões estavam ocupadas. 

No período, a taxa anual do indicador de desemprego caiu de 6,6% em 2024 para 5,6%, número mais baixo desde 2012, passando de 7,2 milhões de desocupados para 6,2 milhões. 

Os maiores índices foram marcados nos anos 2020 e 2021 em razão da pandemia de Covid-19, quando a taxa chegou a 13,7% e 14,0%, com uma média de 14 milhões de desocupados. 

A população empregada também foi histórica, chegando a 103 milhões de pessoas, enquanto em 2024 o número era de 101,3 milhões. Em comparação ao início da pesquisa, em 2012, eram 89,3 milhões de brasileiros trabalhando. 

O número de trabalhadores brasileiros com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% em 2025, chegando a 38,9 milhões de pessoas, quase 1 milhão a mais que a taxa no ano de 2024. 

O número de pessoas trabalhando por conta própria também cresceu, chegando a 26,1 milhões, outro recorde na série histórica. Em relação ao início da série em 2012, o crescimento da informalidade foi de 30,4%. 

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