Cidades

PROBLEMAS

Um a cada três ônibus
é reprovado em vistoria

Prazo termina em três meses, mas ainda faltam 269 veículos para serem inspecionados

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Com o prazo para realização das vistorias em todos os 568 veículos do transporte coletivo urbano de Campo Grande prestes a acabar, 299 ônibus foram inspecionados e 105 reprovados, mais de 35% – um em cada três examinados. Entre os diversos itens analisados em 12 diferentes categorias, a acessibilidade foi a mais reprovada, com 74 casos. Falhas nos elevadores utilizados pelos cadeirantes apareceram em 44 veículos.

Itens básicos de segurança e que devem garantir trafegabilidade dos ônibus também foram reprovados, como limpador de para-brisas, cinto de segurança, sinalização (pisca-alerta, lanterna de freio e ré, entre outras), pneus e amortecedores. Também foram constatadas falhas em portas, bancos, assoalho, corrimãos e até na sinalização de parada. 

A vistoria feita pela empresa Otimiza Inspeção Veicular tem previsão de terminar no dia 15 de junho, um ano após a assinatura do contrato com a prefeitura. O trabalho é fiscalizar toda a parte mecânica, elétrica, de acessibilidade e segurança dos veículos. A empresa responsável pelo serviço venceu a licitação ao custo de R$ 154.896,00, para realização de 600 inspeções durante 12 meses. 

A reportagem esteve ontem na sede da empresa, localizada no Jardim Itamaracá, e flagrou um ônibus no galpão, onde aguardava por vistoria. Já do lado de fora, na Rua Caviana, outro veículo também estava estacionado, com a porta da frente aberta, porém, sem motorista no local e aparentemente abandonado, após ter quebrado na via.

SITUAÇÃO

No dia a dia de quem depende do transporte coletivo na Capital, as reclamações são inúmeras e vão desde atrasos constantes até a problemas mecânicos. “Ônibus velho a gente está acostumada, mas, além disso, sempre está cheio e atrasado”, disse a estudante Fernanda Souza, 20. “As aulas voltaram, mas continua com poucos ônibus para atender à demanda. Quebram direto, sai fumaça pra todo lado e a gente ainda tem que enfrentar tudo cheio”, afirmou a diarista Margareth Chaves, 58.

A previsão é de que todos os veículos que integram o sistema de transporte coletivo urbano passem pela vistoria da empresa particular, que, de acordo com a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), é acreditada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e homologada pelo Departamento Nacional de Trânsito. “Portanto, todas as inspeções são realizadas em conformidade com os regulamentos e as normas publicadas pelos órgãos competentes”, afirmou em nota a Agereg.

O contrato com a Otimiza prevê que, caso o veículo inspecionado não seja aprovado,  deve ser novamente vistoriado após 30 dias ou até que a situação seja resolvida. “Caso o veículo seja reprovado, fica proibido de circular e ocorrerá emissão do laudo de não conformidade técnica, indicando todos os problemas encontrados, os quais deverão ser solucionados pelo Consórcio Guaicurus, que posteriormente reenviará o veículo para a reinspeção, em que será verificado se os problemas foram solucionados”, explicou a agência.

O veículo só é liberado para voltar à circulação após laudo de aprovação. E se os problemas apontados persistirem sem solução durante 30 dias após a primeira inspeção, o consórcio fica sujeito às penalidades previstas no contrato com a prefeitura – de outubro de 2012. “Até o momento, nenhuma situação semelhante foi verificada. De maneira geral, os problemas apresentados são solucionados com celeridade, além disso, nenhum pedido de troca ou inutilização de veículos foi realizado”, garantiu a Agereg.

DESCONTO

Em três anos, entre 2019 e 2021, a Prefeitura de Campo Grande pode deixar de arrecadar R$ 38.533.093,51 com o Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) do transporte coletivo urbano. O valor milionário está previsto na Lei n° 6.065, publicada em 6 de agosto no Diário Oficial do município e que dispõe sobre as diretrizes para elaboração da lei orçamentária da capital para o exercício financeiro de 2019.

Nas metas fiscais, a estimativa de renúncia de receita do imposto, por isenção, é de R$ 11.869.484,20 para o próximo ano. O aumento é progressivo para 2020 e 2021, chegando respectivamente a R$ 12.819.042,94 e R$ 13.844.566,37. Mas não há plano para compensar as perdas, pois, de acordo com a lei, “a renúncia do ISS relativa ao setor do transporte coletivo urbano será considerada na estimativa de receita, não afetando as metas fiscais previstas”.

UEMS VESTIBULAR

Inscrições para vestibular da UEMS encerram em menos de uma semana

Período para realizar pagamento da taxa de inscrição acaba um dia após encerramento de inscrições, no dia 6 de novembro

30/10/2026 11h25

Foto: Divulgação

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Estudantes e interessados em ingressar no ensino superior público em 2027 terão até a próxima quinta-feira (05) para realizar as inscrições para o Vestibular da Universidade Estadual de Mato Groso do Sul (UEMS). A prova acontecerá no mesmo mês, no dia 22 de novembro.

As inscrições devem ser feitas por meio do site ofical da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec), na página de "Área do Candidato", disponível até às 23h59, no horário de Mato Grosso do Sul.

Na inscrição, o candidato deve selecionar a aba "Inscrições" e entrar na área do "Processo Seletivo Vestibular - UEMSVEST 2027"; escolher o curso disponível desejado; conferir os dados cadastrais e indicar a categoria concorrente.

Durante o preenchimento da inscrição o candidato deve escolher se concorrerá a vaga dentro da Ampla Concorrência, ou por sistema de cotas com vagas destinadas a pessoas negras, indígenas, residentes em MS há mais de 10 anos ou PCD.

Nesta etapa também é necessário que o candidato escolha a língua estrangeira de preferência (inglês ou espanhol) para realizar as cinco questões dentro da área de linguagens da prova.

O candidato deve ainda selecionar o município que irá prestar o vestibular presencialmente.

Para isso, a Universidade oferece 19 municípios polos, sendo eles: Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Campo Grande, Cassilândia, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Glória de Dourados, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã ou Três Lagoas.

Para todos os candidatos que não solicitaram isenção da taxa de inscrição anteriormente, é necessário realizar o pagamento no valor de R$ 100. O valor não altera e deve ser pago até o dia 6 de novembro, um dia após o encerramento das inscrições.

A taxa pode ser paga por meio de boleto emitido no próprio mesmo site da Fapec, cartão de crédito/débito ou pix.

Ao fim da inscrição o candidato deve indicar se é necessário atendimento diferenciado ou condições especiais no dia da prova, confirmar por meio do termo de ciência que concorda com as regras especificadas em edital, conferir os dados preenchidos e finalizar o envio.

Vestibular UEMS 2027

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) oferece 1.043 vagas presenciais distríbuidas em 52 cursos de graduação espalhados nas unidades por todo o Estado com oportunidade de ingresso por meio do Processo Seletivo Vestibular UEMS 2027, com inscrições até o dia 5 de novembro.

São 556 vagas destinadas a ampla concorrência, 207 para negros, 114 para indígenas, 114 para residentes em Mato Grosso do Sul há mais de 10 anos e 52 para pessoas com deficiência ou transtornos globais do desenvolvimento (PCD).

O exame terá 60 questões objetivas de múltipla escolha sobre Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, além de uma Redação, com tema a descobrir no dia da prova.

O resultado final será divulgado em 22 de janeiro de 2027 e as convocações para matrícula ocorrerão a partir de fevereiro de 2027.

Confira o cronograma oficial:

  • Período de inscrições: 02/09/2026 a 05/11/2026/
  • Período para solicitar isenção da taxa: 02/09 a 30/09/2026;
  • Resultado final de isenções: 20/10/2026;
  • Prazo limite para pagamento da taxa (pedidos indeferidos e outros): até 06/11/2026;
  • Aplicação das Provas (Objetiva e Redação): 22/11/2026, das 8h às 13h (horário oficial de MS);
  • Divulgação do Resultado Final: 22/01/2027;
  • Período para apresentação de cotistas negros às bancas de verificação fenotípica: a partir de 25 de janeiro de 2027;
  • Início das convocações para matrícula: a partir de fevereiro de 2027.

Acesse a página com todos os editais do Vestibular UEMS 2027 aqui.

VIOLÊNCIA INDÍGENA

Deputado confirma vinda de ministros de Lula após ataques à indígenas em MS

Representantes do Governo Federal devem chegar ao Estado neste sábado (31) para acompanhar a situação; MPF investiga ameaças e denúncias de violência contra comunidades indígenas

30/10/2026 11h02

Ministros devem vir após ataques violentos em aldeias de MS

Ministros devem vir após ataques violentos em aldeias de MS Foto: Gerson Oliveira

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou o envio de três ministros a Mato Grosso do Sul para acompanhar de perto as denúncias de violência, ameaças e intimidações contra comunidades indígenas no Estado. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (30) pelo professor Tiago Botelho, por meio das redes sociais.

Segundo a publicação, os ministros Luiz Eloy Terena, dos Povos Indígenas, Janine Mello, dos Direitos Humanos, e Wellington Silva, da Justiça, devem chegar ao Estado neste sábado (31).

“Acabo de ser informado por Brasília que o presidente Lula determinou a vinda de três ministros para o Mato Grosso do Sul para acompanhar de perto a situação dos povos indígenas”, escreveu Botelho em um post da rede social X. 

Na publicação, ele também condenou os episódios de violência e defendeu o respeito às comunidades indígenas sul-mato-grossenses. 

A informação surge em meio à mobilização de órgãos federais para investigar denúncias de ataques contra indígenas após o resultado do segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). 

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a agenda dos ministros no Estado, nem os municípios que deverão receber a comitiva.

Governo cria canal de denúnicas

Também nesta sexta-feira (30), o Governo Federak anunciou a criação de um canal específico para receber denúncias de possíveis crimes, ameaças e intimidações contra comunidades indígenas.

O atendimento será realizado pelo número (11) 98202-5433, disponibilizado pelo Ministério dos Povos Indígenas.

De acordo com o ministro Luiz Eloy Terena, uma força-tarefa foi estruturada com a participação dos ministérios da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos para acompanhar as ocorrências.

O grupo ficará responsável por reunir informações, acompanhar as denúncias e encaminhar os casos aos órgãos competentes, com o objetivo de identificar os possíveis responsáveis.

A Polícia Federal (PF) também foi acionada para investigar os casos.

As medidas foram adotadas após denúncias encaminhadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que apontou um aumento de situações de violência, atropelamentos, ameaças e hostilidades contra indígenas em Mato Grosso do Sul depois das eleições.

Na quinta-feira (29), o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) informou que vai investigar as denúncias de violência contra comunidades indígenas e adotar as providências cabíveis.

Entre os casos apurados está uma conversa envolvendo dois servidores da Prefeitura de Tacuru, na qual um deles teria sugerido colocar veneno na água utilizada por indígenas, em represália ao resultado da eleição presidencial.

Diante da gravidade do episódio, o MPF notificou a administração municipal para prestar esclarecimentos no prazo de 48 horas.

Inicialmente, o prefeito Rogério Torquetti classificou a situação como um mal-entendido e informou que havia repreendido os funcionários e restringido o acesso deles às comunidades indígenas.

Posteriormente, a prefeitura anunciou o afastamento do servidor responsável pela fala e a abertura de um procedimento disciplinar. A assessoria jurídica do município esclareceu, no entanto, que ambos os funcionários foram suspensos de suas funções.

Segundo Clederson Lopes, responsável pelo setor jurídico da prefeitura, o município também deverá informar ao MPF que os envolvidos não possuem ligação com os serviços de abastecimento de água.

A administração municipal afirmou que permanecerá à disposição do órgão para prestar esclarecimentos durante as investigações.

Além de Tacuru, o MPF estruturou frentes regionais de apuração em municípios do sul de Mato Grosso do Sul.

Em Naviraí, o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida instaurou procedimento para verificar denúncias de supostos homicídios relacionados a conflitos políticos. As informações, entretanto, foram desmentidas após investigação.

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