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EDUCAÇÃO

Uems precisa de 709 professores para completar quadro

Em audiência pública, problemas do curso de Medicina e outras questões, foram discutidos

26 JUN 18 - 05h:00TAINÁ JARA

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) precisa de 709 professores para completar o quadro da instituição. O total ideal seria de 1.170, conforme o plano de cargos e carreiras da universidade, que conta com 461 docentes concursados. 

Entre efetivos e contratados, a Uems tem 721 professores. Assim, se for levada em conta a manutenção dos profissionais atualmente contratados de forma temporária, que somam 260, a necessidade de efetivos diminui para 449.   

Na área administrativa, atualmente, a instituição dispõe de 818 concursados, sendo 461 docentes e 357 técnicos. Desses últimos, a necessidade da Uems é de 390 profissionais, diferença de 33 servidores.  
Os dados estão previstos no plano de cargos e carreiras da instituição, que permite a contratação de 390 técnicos e 1.170 docentes, número considerado ideal para atender às necessidades da universidade. Ontem de manhã, na Assembleia Legislativa, audiência pública discutiu os problemas do curso de Medicina da Uems, mas outras dificuldades também foram levantadas.

“Devemos levar em consideração que há diversas atividades que professores contratados de forma temporária não podem desempenhar, como projetos de pesquisa e orientação de alunos. Além disso, eles não estão autorizados a captar recursos, o que também limita o orçamento da instituição”, explica o presidente da Associação de Docentes da Uems (Aduems), Esmael Almeida Machado.

Conforme o professor, atualmente, a universidade precisaria, ainda, incorporar R$ 51 milhões ao seu orçamento, que para este ano é de R$ 214.133.600. Desse total, R$ 13 milhões são provenientes de instituições de fomento à pesquisa e à extensão. Caso houvesse mais docentes concursados, tal montante poderia ser maior.

Em nota, o Sindicato dos Técnicos Administrativos (SintaUEMS) informou que, por mês, quase 80% do que é repassado é destinado para o pagamento da folha de servidores, que, no último mês, totalizou R$ 12.896.600,00. Desse total, 15% são utilizados para o pagamento de técnicos e 85% para os salários de professores. 

MEDICINA

Na manhã de ontem, audiência realizada na Assembleia Legislativa definiu uma comissão para cobrar melhorias para o curso de Medicina da Uems. Aberto desde 2015, o curso não conta com laboratórios nem equipamentos para realização de aulas práticas. 

Para a acadêmica de Medicina Liviane Michelassi da Silva, 23 anos, que está no 3° ano, a situação é decepcionante. “Eu vim do interior  de São Paulo e quando cheguei, há  três anos, fiquei em choque  porque o prédio não tinha nada. Nós temos o potencial para ser o melhor curso, mas precisamos de investimentos”.

Segundo o pró-reitor de Ensino da Uems, João Mianutti, a instituição “tem buscado incessantemente” soluções para as dificuldades e deverá empossar dez novos professores do curso de Medicina até dia 6 de julho. 

Para ele, a burocracia dos pregões para aquisição de materiais e a falta de atrativos aos médicos dificultam a situação do curso. “Tivemos dois colegas médicos, efetivos, que declinaram das vagas porque, infelizmente, não há atrativo para o médico ser professor na instituição”.

(*) Matéria alterada às 8h56 do dia 27 para correção de informações. 

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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