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Trimestre teve chuva abaixo do esperado, mas dezembro será chuvoso

Setembro, outubro e novembro foram marcados por pouca chuva e altas temperaturas
03/12/2019 16:00 - GLAUCEA VACCARI


 

Último trimestre foi marcado por chuvas abaixo da média em Mato Grosso do Sul, conforme aponta relatório divulgado hoje pelo meteorologista Natálio Abrahão. Além da chuva escassa, os meses de setembro, outubro e novembro tiveram altas temperaturas. Para dezembro, tendência é que chuvas voltem a cair dentro da média.

Conforme o meteorologista, em setembro choveu muito abaixo do esperado para o mês, que era de 85,2 mm, tendo ocorrido apenas 23,5 mm, o que corresponde a 25,7% do esperado no Estado. Apenas o município de Paranaíba atingiu a média, com 61,6 mm dos 55 mm esperados.

Bloqueio atmosférico não permitiu avanço de frentes frias e as temperaturas muito elevadas atuaram como massa de ar quente, prejudicando o plantio. Além disso, a umidade baixa aliada ao calor e pouca chuva influenciaram no aumento de focos de queimadas.

Já em outubro, a média era de 144,8 mm, mas choveu apenas 50,1 mm em Mato Grosso do Sul. A exemplo de setembro, só uma cidade teve chuvas dentro do padrão, que foi Chapadão do Sul, onde choveu 12,88% acima da expectativa de 142,1 mm, com precipitações atingindo 160,4 mm no mês.

Em novembro, pelo terceiro mês consecutivo as chuvas ficaram abaixo da média. De 157,9 mm, choveu 117,5 mm, ou seja, 74,5% do esperado.

Quatro municípios do estado atingiram os volumes esperado, sendo Chapadão do Sul (20,7% a mais), Paranaiba (06,2% a mais), Ponta Porã (09,3% a mais) e Água Clara (14,8% a mais).

Para dezembro, previsão indica retorno gradual das chuvas a partir da região norte do Estado, prosseguindo para as demais áreas do Estados.

Média esperada para o mês é de 206 mm e tendência é que as chuvas devam atingir esse volume. Temperaturas continuam elevadas.

Nestes três primeiros dias do último mês do ano, falta de chuva deve continuar na região do Pantanal. Corumbá, Ladário, Miranda e Porto Murtinho devem ter precipitações pouco abaixo do esperado.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".