Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Gaeco

Suspeita de tráfico, secretária teve sítio usado como depósito de maconha

Marisa Rocha (PSB) foi presa ontem em face da Operação Themis II

7 MAR 19 - 11h:00RENAN NUCCI

Presa na tarde de ontem pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, sob suspeita de chefiar esquema de tráfico de drogas, a vereadora licenciada Marisa Rocha (PSB), titular da Secretaria Municipal de Esportes e Juventude de Três Lagoas, teve o sítio usado por traficantes.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado em agosto de 2013, a propriedade, localizada às margens do Rio Paraná, na zona rural de Três Lagoas, serviu como depósito de maconha. Lá, foram apreendidos em uma operação da Polícia Militar 200 tabletes que pesaram 192 quilos. A maior parte da droga estava dentro de um fogão a lenha e o restante em meio ao mato.

Duas pessoas foram presas na ocasião. No entanto, o delegado responsável pelo inquérito na época, Ailton Freitas, disse que foi comprovado o fato de que Marisa não sabia da existência da droga, mas tinha conhecimento de que um dos funcionários do local era foragido da polícia com passagens por tráfico.

Por este motivo, ela foi indiciada por favorecimento pessoal. Em 2018, foi sentenciada a um mês de detenção em regime aberto, mas recorreu e conseguiu converter a condenação em prestação pecuniária, conforme dados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Após pagamento de R$ 3 mil, teve a punibilidade extinta.

PRISÃO DE ONTEM

A vereadora foi denunciada por chefiar organização criminosa voltada para o tráfico de drogas. Segundo o Gaeco, houve representação pela preventiva e o Juízo da 2ª Vara Criminal do Município de Três Lagoas deferiu a medida. A prisão é decorrente de denúncia a partir das investigações realizadas na Operação Themis II, ocorrida em fevereiro de 2019, e que se encontra em fase conclusiva.

OPERAÇÃO THEMIS

A Operação Themis aconteceu em janeiro para dar cumprimento a três mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão envolvendo os municípios de Três Lagoas, Campo Grande e Ponta Porã, em investigação que teve por objetivo apurar a prática dos crimes de organização criminosa, coação no curso do processo, violação de sigilo, associação para o tráfico e tráfico de drogas.

As apurações tiveram início a partir de pedido de apoio da Promotoria de Justiça de Três Lagoas e tinham como objetivo aprofundar os esclarecimentos acerca do cometimento do crime de coação do curso do processo envolvendo atuação funcional de membro do Ministério Público. Durante as diligências, constatou-se o envolvimento dos investigados não só com o crime originário, como também com o tráfico de drogas.

Foram alvos de busca as celas de presídios em Ponta Porã e Campo Grande, a casa e o local de trabalho de todos os envolvidos e o Batalhão da Polícia Militar de Três Lagoas. Também foram apreendidas drogas e munição, cujos flagrantes foram lavrados na Polícia Civil de Três Lagoas.

 

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Umidade relativa do ar atinge níveis críticos em Mato Grosso do Sul
TEMPO

Em Miranda e Amambai os índices chegaram aos 15% e 13%

Mais de 70 mil candidatos devem fazer Enem em novembro
TÁ CHEGANDO A HORA

Mais de 70 mil candidatos devem fazer Enem em novembro

Governo lança em dezembro edital de parceria público-privada com valor de R$ 3,8 bilhões
PRIVATIZAÇÃO

Edital de parceria público-privada será lançado em dezembro com valor de R$ 3,8 bilhões

Saúde alerta para baixa vacinação contra sarampo
ATENÇÃO!

Saúde alerta para baixa vacinação contra sarampo

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião