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Campo Grande - MS, sexta, 16 de novembro de 2018

TRÊS LAGOAS

Nove integrantes do PCC vão a júri
por homicídio dentro de presídio

Detento foi assassinado após matar sobrinha de integrante da facção em Três Lagoas

29 MAI 2017Por GLAUCEA VACCARI16h:02

Nove integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) irão a júri por homicídio triplamente qualificado. Eles são acusados de comandarem e assassinarem o detento José Leandro Carvalho de Jesus, 18 anos, dentro do presídio de segurança média em Três Lagoas, em condenação feita pelo “Tribunal do Crime”.

Crime aconteceu no dia 30 de abril de 2015 e foi praticado mediante um “Tribunal do Crime”, feito por teleconferência pelos integrantes da organização criminosa.

José Leandro foi morto por asfixia e ordem para o crime teria vindo da principal liderança do PCC, que cumpre pena no estado de São Paulo, como retaliação pela morte da sobrinha de 12 anos de um dos acusados, ocorrida em Três Lagoas durante latrocínio efetuado pela vítima e um adolescente.

Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), vítima foi atraída para uma cela, onde foi comunicada que o comando da facção decidiu que o latrocínio cometido por ele se pagava com a vida.

Acusados deixaram a vítima escolher se queria cometer suicídio ou ser morta pelos demais integrantes do grupo. Momentos depois, ele foi obrigado a ingerir um coquetel de água com cocaína, para que a morte ocorresse por overdose.

Como a droga era de qualidade inferior, vítima apenas agonizou, razão pela qual os acusados decidiram asfixiá-lo. Depois da morte, eles tentaram ocultar as marcas com compressas de águas morna e levaram o corpo para outra cela, além de lavarem o local onde ocorreu o crime.

Juiz Rodrigo Pedrini Marcos, da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas, pronunciou os nove acusados por homicídio triplamente qualificado e por integraram organização criminosa.

Além disso, sete foram pronunciados por fraude processual, por terem tentado modificar o local do crime, e também incidiu aumento de pena pelo crime ter sido praticado em grupo de extermínio.

Contra outros três, que tinham função relevante na organização, também foi incidido o agravante de promoverem ou organizarem cooperação no crime, dirigindo a atividade dos demais.

OPERAÇÃO FLEGETONTE

Depois do crime, foi reconhecida a materialidade do crime, por meio de laudos de corpo de delito e do local do rime, e a autoria ficou comprovada por meio das investigações feitas pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

Pedidos de prisão preventiva foram deferidos pela Justiça e polícias Civil e Militar do Estado, com apoio da Polícia Civil de São Paulo e da Polícia Federal, deflagraram a operação Flegetonte, em dezembro de 2015, para cumprimento dos mandados de prisão e desarticulação da organização criminosa.

Todos os acusados permanecerão presos até o julgamento pelo plenário do Tribunal do Júri de Três Lagoas, não sendo facultado o recurso em liberdade.

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