Campo Grande - MS, sábado, 18 de agosto de 2018

denunciado

Suspeito tenta viagem de 1000 km com
maconha para ganhar R$ 18 mil

Jovem de 19 anos foi preso pela Denar depois de denúncia anônima

16 OUT 2017Por RODOLFO CÉSAR E ALINE OLIVEIRA16h:56

Para tentar ganhar R$ 18 mil, Diego Borges da Silva, de 19 anos, tentou transportar 947 quilos de maconha entre Coronel Sapucaia e Rio Verde de Goiás, em uma viagem de quase 1 mil quilômetros. O transporte foi descoberto pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), depois de denúncia anômima.

Diego viajava em uma Fiat Strada adaptada para levar a droga, com suspensão modificada para suportar o peso e não chamar a atenção da fiscalização de policiais.

Além de Diego, estavam na viagem Luís Paulo Arantes Martins, 19 anos, que atuava como batedor e viajava em uma Saveiro, e Eduardo Arévalos Alvarez, 18. A polícia apurou que Luís Paulo receberia R$ 2 mil para ser batedor. Não foi divulgado se Eduardo ganharia dinheiro.

Equipe da Denar fez operação na sexta-feira (13) na BR-163, no km 21, para abordar os suspeitos. Primeiro foi parado Luís Paulo. Ele ficou nervoso durante entrevista com policiais e o celular dele não parava de tocar. As ligações foram feitas porque os comparsas queriam obter informações sobre a possível presença policial.

Na sequência, os policiais civis pararam o veículo onde estava a droga. A abordagem aconteceu entre 18h30 e 19h de sexta, mas o caso só foi divulgado na tarde de hoje.

O delegado Cleverson Alves, que comandou a operação, explicou que os jovens presos disseram que desconhecem quem havia contratado o transporte do entorpecente.

O carregamento, em Coronel Sapucaia, que fica perto da divisa com o Paraguai e a menos de 30 quilômetros de Capitán Bado, cidade paraguaia, é avaliado em R$ 100 mil. A mesma droga, depois de distribuída, chega a ter valor de mercado estimado em pelo menos R$ 800 mil.

"Esses jovens foram contratados por uma quadrilha especializada. A Fiat Estrada tinha suspensão adaptada para carregar a droga", comentou o delegado.

Ele detalhou que nesses casos a divisão na quadrilha é feita para que a distância entre quem compra o entorpecente e quem faz o transporte seja tão grande que dificilmente um não fica conhecendo o outro. 

Nenhum dos suspeitos presos tem passagem pela polícia e a pena que eles podem pegar é de até cinco anos. Todos foram autuados por tráfico de drogas.

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