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EDUCAÇÃO INFANTIL

Sistema confuso leva crianças <BR>a perder vagas em creches

Mais de 2,5 mil pais não fizeram confirmação
14/02/2019 05:00 - LUANA RODRIGUES


 

Pelo menos 2,5 mil crianças perderam vaga em Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) – anteriormente chamadas de Centro de Educação Infantil (Ceinf) e também conhecidas como creches – porque os pais não compareceram para confirmar as matrículas. A explicação para o alto número de ausências pode estar em uma mudança feita pela prefeitura na maneira de divulgar as designações. Além disso, pais que não conseguem vagas afirmam que falta transparência no sistema de seleção. 

“Eu estava desesperada por uma vaga para minha filha, porque consegui um emprego e não tinha com quem deixá-la. Então, saiu a primeira chamada e não localizei o nome dela na lista. Encontrei o nome da creche, mas não vi o nome dela na lista. Achei que não tinha sido selecionada. Fui até a Semed [Secretaria Municipal de Educação] e descobri que ela havia sido designada. É que a forma de divulgação mudou. No ano passado, era mais fácil, vinha o nome da escola e a lista com todos os nomes embaixo, agora eles dividem em grupos”, conta Renata Camilo.

A mãe, que há mais de dois anos aguardava vaga para a filha, perdeu o prazo para confirmação da matrícula, voltando para o fim da fila de espera. “Já é difícil conseguir uma vaga, porque infelizmente o ‘QI’ continua, muitos passam na frente porque o amigo ajuda, o amigo do amigo trabalha lá, e por aí vai. Agora imagina conseguir e perder porque não conseguiu achar o nome do seu filho na lista?”, lamenta a mãe. 

A confeiteira Erika Ajala Quintana também aguarda vaga para a filha há quase 2 anos e diz que a criança nunca foi designada para nenhuma creche. Para ela, falta transparência no sistema de seleção. “Esses dias, eu estava na fila e uma mãe disse que conseguiu vaga porque alguém indicou, alguém de dentro da Semed. Eu fiquei chocada, porque eu estou há dois anos esperando e as desculpas são sempre as mesmas”,
afirma.

 

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!