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Operação Antivírus

Sete dos 12 presos pelo Gaeco em
esquema no Detran já estão soltos

Eles foram liberados do presídio nesta madrugada, entre 3h20 e 3h40

30 AGO 17 - 08h:14Lucia Morel

Dos 12 presos ontem na Operação Antivírus do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), sete já tiveram a soltura confirmada, conforme apurou a reportagem.

Jonas Schimidt das Neves, um dos sócios da Digitho Brasil - atual Digix - e Claudinei Rômulo, secretário de Jonas, tiveram habeas corpus concedido pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), João Maria Lós.

Outros HCs concedidos pelo mesmo desembargador beneficiaram o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MS), Gerson Claro Dino, o adjunto do órgão, Donizete Aparecido da Silva, além do diretor de tecnologia da informação do departamento, Gerson Tomi e ainda, o chefe da divisão de execução orçamentária, finanças e arrecadação do Detran, Erico Mendonça.

O servidor público Luiz Alberto de Oliveira, que trabalha na Secretaria Estadual de Governo (Segov) também teve habeas corpus concedido. Todos eles foram liberados do Presídio de Trânsito entre 3h20 e 3h40 da madrugada de hoje.

O ex-deputado estadual Ary Rigo (PSDB) continua preso em cela de delegacia, e segundo seu advogado, Celso Marques, o HC não foi solicitado porque “achei mais adequado ele ser ouvido primeiro e só então entrar com o habeas corpus”, afirmou.

Rigo é suspeito da prática dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção devido sua ligação com a Digitho Brasil, cujo nome fantasia é Digix. A empresa, segundo o Gaeco, ao longo dos últimos anos, celebrou contratos de informática com o Poder Público Estadual, o que lhe rendeu “considerável recebimento de dinheiro público”.

Ainda sem confirmação de soltura estão o diretor de administração e finanças do Detran, Celso Braz, além de José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos, sócios e ex-sócio da empresa Pirâmide Informática.

Operação Antivírus
O Gaeco, órgão do Ministério Público Estadual (MPE) deflagrou ontem a Operação Antivírus com o objetivo de dar cumprimento a nove mandados de prisão preventiva, três de temporária e 29 mandados de busca e apreensão.

A investigação apura existência de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com investigação que teve início em 2015 e tem como objeto contratos celebrados entre empresas da área de tecnologia da informação/informática e o Poder Público Estadual.

Cerca de R$ 95 mil foram apreendidos em posse de um dos investigados presos, além de milhares de documentos, computadores, notebooks, tabletes, e celulares.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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