Cidades

PREVIDÊNCIA

Servidor terá previdência
por capitalização neste ano

Governo de MS quer aderir, até o fim de 2019, ao regime de previdência complementar de São Paulo

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O servidor público de Mato Grosso do Sul deve experimentar, em 2019, uma nova forma de contribuir para sua aposentadoria e pensão de seus dependentes. Trata-se do regime de previdência complementar, aprovada no ano passado, e que deve ser implantada ainda neste ano pela administração estadual. Enquanto muito se fala do regime de capitalização para aposentadorias na iniciativa privada, o servidor público de MS - sobretudo os que ingressarem a partir deste ano - poderão já contribuir nesta modalidade. 

A adesão ao regime de previdência complementar será opcional, tanto para os novos servidores, como para os que estão em atividade há mais tempo. A diferença é que para os novos, a aposentadoria do regime próprio será limitada ao teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): R$ 5.939,45. Quem desejar ganhar mais que isso, terá a opção de aderir ao sistema de capitalização.  

Lei complementar aprovada e sancionada no ano passado criou (agora só falta a instalação) da MS Previcom, entidade de direito privado, que vai administrar a previdência complementar dos servidores públicos do Estado. Neste novo regime, as aposentadorias até o teto do INSS serão pagas pela Ageprev. 

“A previdência complementar é prevista na Constituição e, neste aspecto, nosso Estado sai na frente por já ter uma lei aprovada”, explicou Jorge Martins, diretor da Ageprev. No médio e longo prazo, a adesão a um regime de previdência complementar aliviaria as contas da agência. Em dezembro de 2018, por exemplo, o governo de Mato Grosso do Sul teve de aportar R$ 89 milhões no sistema de previdência dos servidores. A contribuição dos beneficiários no mesmo mês foi de R$ 41 milhões. O valor arrecadado na cota patronal foi de R$ 110 milhões. 

ADESÃO

A Lei Complementar 261, de dezembro de 2018, que institui a Previdência complementar em Mato Grosso do Sul, além de criar a MS-Previcom, oferece a possibilidade de o governo do Estado aderir a uma outra fundação, que faça o trabalho de administrar o fundo de pensão, gerenciar e aplicar as receitas no mercado financeiro, e pagar os benefícios. A possibilidade mais concreta é de que MS use os serviços da Prevcom do estado de São Paulo. “Como em um primeiro momento não teríamos escala para criar a nossa fundação, é mais fácil aderir a uma outra já estruturada”, explicou Renata Raule Machado, procuradora jurídica da Ageprev. 

A procuradora explica que, neste primeiro momento, um fundo mais estruturado, como o paulista, ofereceria taxas de administração e de carregamento mais vantajosas. “Depois, à medida que mais servidores ingressarem no sistema, será possível instalar a MS-Previcom”, comentou. Para instalar o fundo de previdência complementar,  o governo, considerado o “patrocinador” neste sistema, precisaria depositar, pelo menos, R$ 20 milhões, uma espécie de capital inicial.

A MS-Previcom também nasceria completamente fora do regime de trabalho de serviço público. A lei que o criou estabelece que todos os seus funcionários sejam contratados pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 

SIMULAÇÃO 
Em simulação feita ontem, com a previdência complementar paulista, um servidor de 30 anos de idade, com salário de R$ 10 mil, que optasse por um desconto de 8% ao mês para o regime complementar, receberia, durante 12 anos, depois de aposentar-se aos 65 anos, R$ 6,95 mil de benefício extra, além dos R$ 5,9 mil do teto do INSS. O servidor que adere ao sistema complementar tem uma conta individual e pode decidir como vai sacar os valores acumulados, assim como nas previdências privadas do sistema bancário. 

IMPOSTO DE RENDA
Na Prevcom de São Paulo, o Imposto de Renda pode incidir de forma progressiva, em que a tributação cresce conforme o aumento da renda (modalidade mais comum), e também a regressiva, em que a alíquota do IR diminui com o passar do tempo, até chegar ao porcentual mínimo de 10%.
A previdência complementar também é aberta para outras pessoas, inclusive servidores comissionados e trabalhadores que deixaram o serviço público e têm a intenção de continuar contribuindo. 

 

Legenda da Foto

Investigação

PF investiga fraude em concurso público aplicado em Campo Grande

As provas aconteceram em julho de 2025 para cargos da Polícia Federal e salários a partir de R$ 15 mil

30/04/2026 13h45

Foto: Divulgação / Governo Federal

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A Polícia Federal deflagrou a Operação Fraudis nesta quinta-feira (30), ação que investiga a ação de um grupo criminoso suspeito de praticar fraude em concurso público da Polícial Federal. 

O certame aconteceu em julho de 2025 para os cargos de agente, escrivão, perito, papiloscopista e delegado.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no município de Cascavel, no interior do estado do Paraná, mas as investigações foram encaminhadas à Justiça Federal em Campo Grande,  quando foi constatado que os investigados realizaram a prova na Capital sul-mato-grossense. 

Durante as buscas, foram apreendidos celulares e computadores nas residências dos suspeitos no município paranaense, a fim de coletar provas que esclareçam a possível fraude e o envolvimento de outros indivíduos. 

EM nota, a Pol´licia Federal afirmou que continua com as investigações para "apurar a extensão das irregularidades e busca a responsabilização dos envolvidos".

Concurso

A prova objetiva do certame foi realizada no dia 27 de julho de 2025 e previa mil vagas sendo 630 são para agente, 160 para escrivão, 21 para papiloscopista, 69 para perito criminal e 120 para delegado.

Para as três primeiras carreiras, a remuneração inicial é de R$15.164,81, já para as duas últimas, R$27.800. Os valores já incluem R$1 mil de auxílio-alimentação.

Os contratados ainda terão direito a auxílio-saúde, assistência pré-escolar (para quem tem filhos até seis anos incompletos) e adicinal de fronteira.

Em todo o País, foram quase 220 mil inscritos, sendo:

  • 137.645 candidatos para o cargo de Agente;
  • 26.666 candidatos para o cargo de Escrivão;
  • 6.582 candidatos para o cargo de Papiloscopista;
  • 20.533 candidatos para o cargo de Delegado;
  • 27.395 candidatos para o cargo de Perito Criminal;

Em dezembro, foram publicados editais de convocação para a prova oral dos candidatos aprovados no cargo de Delegado. Em janeiro de 2026, foram convocados os candidatos para o cargo de Agente para avaliação psicológica e heteroidentificação. 

No dia 22 de abril deste ano, o Governo Federal autorizou a nomeação de mais mil aprovados no concurso, sendo:

  • 705 novas vagas para Agente;
  • 176 novas vagas para Escrivão;
  • 61 novas vagas para Delegado;
  • 38 novas vagas para Perito Criminal Federal; e 
  • 20 vagas para Papiloscopista da PF. 

DANÇA DAS CADEIRAS

Prefeita indica que adjunto será efetivado na secretaria de obras

Paulo Eduardo Cançado Soares responde interinamente pela pasta há cerca de um mês e Adriane Lopes (PP) se diz "satisfeita" com o trabalho

30/04/2026 13h13

Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta quinta-feira (30), em auditório na Prefeitura Municipal de Campo Grande, diante do anúncio de cerca de R$350 milhões para asfalto novo na Capital, a chefe do Executivo da Cidade Morena disse estar "satisfeita" com o trabalho Paulo Eduardo Cançado Soares e que o interino seguirá efetivo frente à pasta de obras. 

Questionada pelo Correio do Estado se a pasta de obras seguiria sendo tocada pelo adjunto, ou se haveria alguma previsão para a nomeação de um outro titular, a prefeita de Campo Grande se resumiu em apontar que está "satisfeita" com o trabalho de Paulo Cançado. 

"Nós estamos satisfeitos com o trabalho do Paulo, ele conhece todos os projetos, estava acompanhando como adjunto...como aconteceu na Secretaria de Fazenda, nós tínhamos um adjunto que acompanhava muito o trabalho da antiga secretária", cita Adriane Lopes em menção à dança das cadeiras envolvendo a antiga chefe da Sefaz, Márcia Hokama, trocada por Isaac José de Araújo, que assumiu o cargo em janeiro deste ano. 

Interino no comando

Conforme a prefeita de Campo Grande, as coisas estão "dando certo" com Paulo Eduardo Cançado Soares, filho do ex-governador Marcelo Miranda, no comando interino da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) há cerca de um mês. 

Indicando que Paulo está "tocando todos os projetos", diante inclusive de um anúncio recente de R$343 milhões para 78 quilômetros de asfalto novo em 36 bairros, o Executivo fez ainda promessa na manhã de hoje (30) de que a Capital deve chegar em 2028 com a execução total de 600 km dessa nova pavimentação. 

Em um segundo momento, Adriane Lopes complementou que a nomeação oficial de Paulo Cançado deve ser publicada em breve. 

"Nos próximos dias... ele já tá lá, deu tudo certo. Está dando tudo certo, graças a Deus", conclui a prefeita de Campo Grande.

Nesse caso da Sisep, a troca de comando foi motivada por pedido de exoneração do antigo titular, Marcelo Miglioli, que por sua vez decidiu ficar à disposição do Partido Progressistas para ajudar a sigla nas eleições gerais deste ano, seja como um possível candidato a deputado estadual, federal, ou na coordenação.

 

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