Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Assine a Newsletter

Serviço público

Servidores do Estado reagem
a reajuste zero; da Capital, aceitam

Fórum dos Servidores estaduais discute paralisação geral

2 JUN 17 - 05h:00LUCIA MOREL

Os servidores municipais de Campo Grande e os estaduais que pelo segundo ano consecutivo ficaram sem aumento salarial, tomam posturas diferentes diante do reajuste zero.

O Sindicato dos Servidores Municipais (Sisem) acatou com tranquilidade a medida, diante do recebimento de outros benefícios. Já o Fórum de Servidores Estaduais promete paralisações e alega prejuízos salariais de 22,6% em três anos.

O presidente do Fórum e do Sindicato dos Servidores do Judiciário (Sindjus), Fabiano Reis, afirma que a decisão, depois de reunião ontem de manhã, é de que cada categoria dentro de sua área de atuação - segurança, saúde, educação e outros - planeje um calendário de paralisações, que deve ser definido na semana que vem. Greve unificada geral não está descartada.

“Este mês ainda ocorre a primeira paralisação, o mais rápido possível. O governo nos enrolou até 31 de maio para dizer que vai ser reajuste zero e ainda no meio de  tantas denúncias de corrupção contra ele. É o terceiro ano consecutivo sem aumento, porque a reposição da inflação em 2015 não é aumento”, afirma, alegando também que não considera o abono de R$ 200 concedido ano passado um reajuste.

Segundo os servidores, a Constituição Federal prevê a revisão geral anual nos salários dos servidores públicos.

Ele não descarta greve geral dos servidores do Estado e afirma que “a ideia principal é essa”, enfatizando que além da bandeira salarial, as categorias também se levantam contra as denúncias de corrupção.

“A greve tem grande possibilidade de ocorrer sim e a questão da corrupção reforça essa possibilidade. Porque não tem aumento salarial, mas tem propina”, reclama.

CAPITAL 

Por parte dos servidores municipais, o Sisem diz ter acatado o reajuste zero diante de outros benefícios, como aumento no porcentual repassado para quem participa do curso técnico Pró-funcionário, que subiu de 40% para R$ 45%; trabalhadores dos Centros de Educação Infantil (Ceinf) tiveram carga horária reduzida para seis horas diárias; bolsa alimentação reajustada de R$ 230 para R$ 280 e ainda avanço no valor pago aos agentes de endemias e de saúde, no que se refere à produtividade.

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), em agenda pública ontem de manhã, disse que as crises econômicas e políticas afetam diretamente o Brasil e também Campo Grande e, por isso, aumento não foi dado.

“Ninguém sabe o que pode acontecer como o nosso Brasil. Se o presidente continua, se daqui dez dias ele sofre o impeachment, se aprovarão eleições diretas. O Brasil vive momento de incerteza, então seria muito difícil apontar algo pra dizer que nós vamos ter reparcelamento, escalonamento, vamos atrasar, vamos pagar em dia”, afirmou. 

*Colaborou Izabela Jornada.

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Com empréstimo, prefeitura quer asfaltar e fazer parque
R$ 45 MILHÕES

Com empréstimo, prefeitura quer asfaltar e fazer parque

Inmet emite alerta de chuva intensa em mais de 10 cidades de MS
TEMPO

Inmet emite alerta de chuva intensa em 11 cidades de MS

Por ano, 30 escolas mudarão para tempo integral até 2024
EDUCAÇÃO

Por ano, 30 escolas mudarão para tempo integral até 2024

Mulher é flagrada furtando loja da Havan em MS e dono se revolta na internet; Veja Vídeo
VIRALIZOU

Mulher é flagrada furtando loja da Havan em MS e dono se revolta na internet; Veja Vídeo

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião