Campo Grande - MS, quarta, 22 de agosto de 2018

aumento salarial

Servidores com mordaças na boca
fazem protesto na Assembleia

Líder do governo na Casa disse que Estado defende diálogo

11 JUL 2017Por RODOLFO CÉSAR E IZABELA JORNADA16h:42

Coordenadores do Fórum dos Servidores protestaram hoje (11) na Assembleia Legislativa alegando que o Governo do Estado está oprimindo manifestações feitas para defender o aumento salarial.

"Não estamos perseguindo eles. A sindicância foi aberta lá dentro do órgão para analisar o comportamento deles mesmos", defendeu o líder do Governo na Casa, deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB), ao se referir à sindicância aberta contra o coronel da Polícia Militar e presidente da Associação dos Oficiais Militares de MS (AOFMS), Alírio Vilassanti.

Para protestarem, servidores colocaram mordaça na boca para simbolizar possível opressão que estariam recebendo por parte de setores do governo do Estado.

O deputado tucano alegou ainda que não é contrário às manifestações e que o governo defende o diálogo. "Não sei nem o teor da infração que eles cometeram. Não estamos perseguindo eles não", opinou Rinaldo.

Os deputados formaram comissão para acompanhar as negociações entre servidores e a adminstração pública, mas não foi divulgado qual medida esse grupo dos parlamentares tomaria a partir dos relatos de possível perseguição.

SITUAÇÃO ATUAL

O governo do Estado ofereceu reajuste de 2,94%, a ser pago em outubro, mas o Fórum dos Servidores, que representa em torno de 40 mil trabalhadores do funcionalismo público estadual, rejeitou o índice. Entidade pretendia 7,45%, mas aceitava negociar em 4,5%.

O impacto do aumento ofertado na folha seria de R$ 11 milhões, divulgou a administração estadual em 3 de julho, data que houve reunião com sindicalistas.

Na segunda-feira (10), o Fórum dos Servidores fez evento para divulgar que não seria aceitava a proposta e seria discutido com as classes a possibilidade de greve geral a partir de 25 de julho. No mesmo dia, sindicalistas mencionaram que diversos servidores estariam sofrendo pressões administrativas, com sindicâncias abertas por corregedorias.

Além do coronel Alírio Vilassanti, o presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária (Sinsap), André Luiz Garcia Santiago, também está respondendo a cinco sindicâncias desde o ano passado por declarações dadas à imprensa.

O Estado já assumiu que pode parcelar o pagamento dos 75 mil servidores a partir da próxima folha caso não tenha melhora na arrecadação. O gasto com folha de pagamento hoje é de R$ 450 milhões.

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