Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Campo Grande - MS, segunda, 24 de setembro de 2018

sem investimento

Serviço de telefonia e internet móvel
não serão ampliados no Estado

Falta de investimento ajuda no isolamento de milhares de pessoas

12 MAR 2018Por RODOLFO CÉSAR E IZABELA JORNADA16h:27

Os investimentos para ampliar o serviço de telefonia móvel e internet móvel em Mato Grosso do Sul estão estagnados. A confirmação de que, por enquanto, não haverá ampliação da cobertura foi dada pelo gerente de universalização e ampliação do acesso da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Eduardo Marques da Costa Jacomassi.

A internet rápida, tecnicamente identificada como 4G, no Estado, até final do ano de 2016, só existia em cinco cidades: Campo Grande, Ponta Porã, Fátima do Sul, Dourados e Três Lagoas. Esse foi o último levantamento obtido pela reportagem com divulgação de dados. O único município que oferece o serviço em mais de uma operadora é Campo Grande, onde Claro, TIM, Vivo e OI tem o 4G.

"Por enquanto, não há nada definido, nenhum investimento previsto e nem licitação para expansão. Isso depende de investimento federal", reconheceu o gerente da Anatel, durante audiência pública para tratar sobre o assunto ocorrida na Assembleia Legislativa, na Capital, na tarde desta segunda-feira (12).

Segundo ele, o único serviço que pode ter ampliação neste ano é o de rádio frequência. Será aberta licitação para todo o país, contudo não significa que haverá implantação de modernização em todos os estados.

Atualmente, um dos entraves para ampliar o serviço de telefonia e internet é o custo. Instalar uma torre que irradia o sinal custa em torno de R$ 1 milhão. Para que seja possível obter a autorização de instalação de uma torre desse tipo é preciso haver a cobertura de pelo menos 300 habitantes em um raio de 30 quilômetros da sede do município.

Ao mesmo tempo que falta sinal, o gerente da Anatel ponderou na audiência que hoje são cerca de 5 milhões de pessoas não atendidas, enquanto 97% da população é atendida. "Os locais mais distantes, como fazendas e assentamentos, são os atingidos (pela falta de sinal) porque o custo é alto e há diversas dificuldades a serem superadas", justificou.

INCENTIVO PÚBLICO

O gerente da Anatel comentou que o Estado tem condições de atrair investimentos se criar uma lei que autorize operadoras a terem compensação sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) se fizerem investimento para levar sinal de telefonia e internet para locais distantes.

Hoje existem só quatro federações no Brasil que seguem essa política: Espiríto Santo, Ceará, Minas Gerais e Pernambuco.

A cobertura rural de telefonia no país deve ser feita, conforme contrato de serviço, pela OI, afirmou o gerente da Anatel. Contudo, a empresa tem problemas financeiros e está em recuperação judicial. Há negociação sobre possível fusão dela com a italiana TIM, em uma tentativa de reerguer a companhia em um negócio que envolveria R$ 25 bilhões, indicaram analistas ouvidos pelo jornal O Estado de Minas.

Além do gerente da Anatel, participaram da audiência os deputados estaduais João Grandão (PT) e Cabo Almi (PT), além dos deputados federais José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, e Vander Loubet (ambos do PT).

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também