PARQUE

Sem reforma, Horto Florestal tem "piscina de lodo" e preocupa frequentadores

Usuários do parque florestal denunciam abandono e risco à saúde
27/01/2020 18:00 - GLAUCEA VACCARI


 

Falta de manutenção, mato alto, espelho d'água tomado por lodo. Estas são algumas situações encontradas por pessoas que passam pelo Parque Florestal Antônio de Albuquerque, o Horto Florestal, em Campo Grande. Situação tem preocupado moradores, especialmente por conta do período de calor e chuvas, onde há maior risco de proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

De acordo com um leitor do Correio do Estado, que preferiu não ser identificado, o local onde funcionava um chafariz, a água está coberta de lodo. “O cheiro que está exalando é podre”, disse o frequentador do parque.

Equipe do Correio do Estado esteve no Horto Florestal e constatou a veracidade da denúncia do leitor. A água parada é ambiente propício para o mosquito da dengue. Prefeitura tem feito mutirão de limpeza em diversos bairros da Capital para combater o Aedes, com inspeções em residências e vistoria em pontos estratégicos, áreas consideradas de maior risco de proliferação de mosquito, como borracharias, oficinas mecânicas, pontos de recicláveis, casas e construções abandonadas. Não há no cronograma divulgado ações em parques. 

O Horto Florestal se tornou parque em 1923, mas foi entregue aos campo-grandenses em 19 de maio de 1995, na gestão do então prefeito Juvêncio César da Fonseca. Após 20 anos de inauguração, o local passou por uma reforma em 2015, com pintura e conserto de banheiros e estrutura, além de limpeza.

REFORMA

No ano passado, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande (Sectur) informou que o parque seria reformado ainda em 2019, o que não ocorreu.

O cartão-postal da cidade foi incluído em pacote como um dos locais para onde seriam destinados recursos provenientes de um empréstimo de R$ 30 milhões da Prefeitura junto à Caixa Econômica Federal, no âmbito da Linha de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa). Recursos seriam para reforma e ampliação de vários parques, praças e áreas de esporte da Capital.

Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande para saber sobre a manutenção e se há detalhes sobre a reforma, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. 

MONUMENTO

Monumento dos Imigrantes ou Monumento Carro de Boi, localizado em frente ao Horto Municipal, também está danificado. Partes da estrutura caíram, além do mato em volta estar alto. O local é alvo frequente de vândalos.

 É considerado o Marco da Fundação da cidade. Este monumento marca o local aonde chegaram as primeiras famílias de migrantes em Campo Grande, que vieram de Minas Gerais desbravar a região. Idealizado pela artista plástica Neide Ono e construído em 1996, o monumento é representado por um carro de boi, meio de locomoção utilizado pelos colonizadores da cidade.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".