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CAMPO GRANDE

Sejusp afasta diretor e agentes após denúncias de maus tratos

Estado demorou duas semanas para cumprir determinação

12 JUN 19 - 10h:43RAFAEL RIBEIRO

A Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública anunciou nesta quarta-feira (12) o afastamento do diretor-adjunto Ricardo Lopes Lima e de outros seis agentes que atuam na Unidade Educacional de Internação Masculina Dom Bosco, na região leste de Campo Grande. Os sete foram acusados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul de promover maus tratos aos adolescentes internos do local.

O cumprimento da decisão, determinada pela Justiça, acontece duas semanas após o parecer da juíza da Vara da Infância, Adolescência e do Idoso de Campo Grande, Katy Braun Prado.

Segundo a publicação da Sejusp, os sete permanecerão afastados pelo prazo em que durar a medida imposta pela Justiça. Durante o período, eles vão exercer atividades laborais na Pasta, até que haja uma concçusão para as denúncias. Se for o caso, podem ser demitidos.

O CASO

A juíza da Vara da Infância, Adolescência e do Idoso de Campo Grande, Katy Braun Prado, determinou o afastamento de sete agentes da Unidade Educacional de Internação (Unei) Dom Bosco. A determinação, proferida no dia 10 de maio,  vem após denúncia de agressão feita por reeducandos, formalizada pelo Ministério Público Estadual (MPMS), onde são narrados “fatos criminosos considerados gravíssimos”. 

Conforme a denúncia, os adolescentes alegam que no dia 11 de setembro do ano passado sofreram agressões e torturas, após uma tentativa de fuga frustrada, em que a grade de uma das celas foi serrada e um grupo conseguiu sair do alojamento, mas acabou pego pelos agentes.

No relato, os adolescentes mencionam vários episódios em que os agentes teriam desferido golpes de cassetete, tapas e rasteiras contra eles. Todos os casos teriam sido registro de boletim de ocorrência e os garotos passado por exame de corpo de delito.

Procurada pelo Correio do Estado, a Superintendência de Medidas Socioeducativas informou que os servidores já foram afastados das funções e estão desempenhando suas atividades na área administrativa da unidade. A nota encaminhada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública também informa que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai recorrer da decisão da Justiça. 

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