Cidades

CRIME ORGANIZADO

Bunker do PCC em Ponta Porã faz Justiça de MS encarcerar Galã

Operação de 2017 rende mandado para manter traficante preso

Da Redação

03/03/2018 - 15h20
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O estouro de uma mansão que era usada como sede da facção criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC) em Ponta Porã, em agosto de 2017, motivou a Justiça Federal de Mato Grosso do Sul e emitir pedido de prisão por 30 dias para Elton Leonel Rumich da Silva, o Galã, ex-líder da facção na região da fronteira do Estado com o Paraguai.

De acordo com nota divulgada neste sábado pela Polícia Federal, o pedido tem validade inicial de 30 dias, mas poderá ser convertido para preventiva, sem data limite. 

Galã foi preso na última terça-feira (27), enquanto fazia uma tatuagem em Ipanema, bairro nobre na zona sul do Rio de Janeiro. 

Ele estava com documento falso, crime de menor potencial ofensivo, e por isso sua prisão poderia ser revertida a qualquer momento.

Com a determinação de prisão da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul por ligação ao tráfico de drogas, as autoridades têm mais hipóteses de manter o investigado detido de forma preventiva.

Bunker do PCC

Em 2017, o 'bunker do PCC', como foi chamado pelos agentes federais, foi estourado após tiroteio em casa noturna de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde dois integrantes da facção que faziam a segurança de Galã morreram.

Na mansão, quatro pessoas, todas que seriam subordinadas do traficante, foram presas. 

Um deles era sócio de Galã em uma empresa de auto peças de veículos montada no Paraguai, com forte indício de ser usada para lavagem de dinheiro. 

Uma caminhonete Dodge Ram blindada foi apreendida no local. 

"A decretação da prisão e o cumprimento do mandado ratificam a periculosidade de 'Galã', determinando que permaneça custodiado e não dificulte as investigações dos delitos em que está envolvido", informou a nota da PF.

Conforme o Portal Correio do Estado revelou, desde essa operação realizada em agosto de 2017 que Galã não era mais visto na fronteira. 

Morte de Jorge Rafaat

O traficante, um dos mentores e protagonistas da execução de Jorge Rafaat em 2016 para impor o comando do PCC no comércio ilegal de drogas, passou a ser visto com desconfiança pela alta cúpula da facção por acusações de desvio de dinheiro e fornecimento de entorpecentes e armas para inimigos, além de se envolver com negócios pouco lucrativos à quadrilha, como contrabando e casas de prostituição.

Novo Líder no Paraguai

Segundo apurações internas da Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco-SP), o ex-ladrão de carros da zona leste de São Paulo e hoje apontado como o principal 'funcionário' de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, vai ser o novo "chefe" do Primeiro Comando da Capital (PCC) na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

CAMPO GRANDE

Prefeitura avalia decretar situação de emergência após temporal

Adriane Lopes afirmou que "só vai decretar situação de emergência após relatório final"

11/09/2026 11h40

Adriane Lopes visitou nesta sexta-feira (11) os pontos de estragos causados pelo vendaval desta quinta-feira (11)

Adriane Lopes visitou nesta sexta-feira (11) os pontos de estragos causados pelo vendaval desta quinta-feira (11) Foto: Leonardo Ribeiro

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Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), anunciou que avalia a possibilidade de decretar situação de emergência em razão do temporal que atingiu a Capital no fim da tarde desta quinta-feira (11).

Ela complementou que a equipe técnica está estudando a hipótese e que “só vai decretar situação de emergência após relatório final”.

“Está sendo avaliado pela nossa equipe técnica e jurídica se há necessidade de decretar emergência ou calamidade, mas até o momento, como a gente não tem um fechamento de todos os danos causados pelo vendaval, a gente está com bastante cautela”, afirmou a chefe do executivo municipal em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (11).

Adriane Lopes visitou nesta sexta-feira (11) os pontos de estragos causados pelo vendaval desta quinta-feira (11)Armazém Cultural foi destelhado e placa de um supermercado caiu em uma das principais avenidas da Capital. Foto: Paulo Ribas

De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o decreto de emergência pode ser adotada quando os impactos, como alagamentos, enchentes, deslizamentos, danos a imóveis e à infraestrutura ou interrupção de serviços essenciais, comprometem parcialmente a capacidade de resposta do município e exigem medidas excepcionais.

TEMPORAL

Forte temporal foi registrado no fim da tarde desta quinta-feira (11) em Campo Grande.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

Já o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS) registrou chuva de 19,6 milímetros e rajadas de vento de 87 km/h.

De acordo com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, 26 escolas destelhadas, 3 unidades de Assistência Social danificadas e 1 unidade de saúde com desabamento de teto.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

  • Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
  • Interdição de avenidas/vias obstruídas
  • Queda de árvores em cima de carros
  • Queda de postes de energia
  • Alagamento de ruas
  • Cancelamento de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme)
  • Queda de energia em dezenas de bairros
  • Abertura de buracos e crateras nas ruas
  • Semáforos desligados
  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
  • Destelhamento do Armazém Cultural, na avenida Calógeras
  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro Universitário
  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos

Não houve vítimas fatais. Para comunicar ocorrências, ligue no número 156 – Fala Campo Grande.

O Inmet divulgou alerta amarelo, laranja e vermelho de tempestade para Mato Grosso do Sul:

  • Tempestade – alerta amarelo – perigo potencial: Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta laranja – perigo: Chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h) e queda de granizo. Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta vermelho – grande perigo: Chuva entre 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo. Grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

HABEAS CORPUS

STJ nega recurso a ex-chefe da saúde que recebia propina na compra de livros

Burgatt era o responsável por coordenar a fila de espera por exames, consultas, cirurgias e vaga zero

11/09/2026 11h15

Ed Carlo Britto Burgatt, ex-coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul

Ed Carlo Britto Burgatt, ex-coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul Reprodução

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O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça, negou o pedido de habeas corpus para Ed Carlo Britto Burgat, ex-coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul. Em julho deste ano, ele foi preso na Operação Gutenberg, que investigava uma organização criminosa que desviou R$ 27 milhões na compra de livros e usava serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) como moeda de troca.

Ed Carlo é acusado de usar o a influência do cargo de coordenador para pressionar os prefeitos a assinarem contratos para compra de livros paradidáticos com a Editora Avante, da empresária Rossana Paroschi Jafar. Burgatt recebia propina após os acordos serem fechados.

Burgatt era o responsável por coordenar a fila de espera por exames, consultas, cirurgias e vaga zero.

“O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul denegou a ordem, mantendo a prisão preventiva do paciente, ao reconhecer materialidade e indícios de autoria, a gravidade concreta dos fatos, o modus operandi e a contemporaneidade decorrente da natureza permanente da organização criminosa, além da insuficiência de medidas cautelares diversas”, observou o ministro Messod Azulay Neto em despacho publicado nesta sexta-feira (11) no Diário Oficial do STJ.

A defesa de Ed Carlo também solicitou a revogação da prisão preventiva, com possibilidade de substituição por medidas cautelares diversas, como o uso de tornozeleira eletrônica. O ex-coordenador ainda pediu para o STJ trancar a ação penal quanto ao crime de lavagem de dinheiro por inépcia ou ausência de justa causa.

“Na espécie, em análise de cognição sumária e sem adiantar juízo de mérito, não é possível identificar, de plano, o constrangimento ilegal nem a presença da plausibilidade jurídica do direito e do perigo da demora, requisitos exigidos para a concessão da tutela de urgência. Assim, apesar dos motivos que sustentam o pedido, é imprescindível a aferição dos elementos de convicção que envolvem a controvérsia para verificar a existência das ilegalidades sustentadas. Por tais razões, indefiro o pedido de liminar”, concluiu Messod Azulay Neto.

Operação Gutenberg

A Operação Gutenberg foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) no dia 7 de julho. Na ocasião, foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo e Abadiânia, em Goiás.

De acordo com o Ministério Público, servidores teriam sido cooptados para facilitar e direcionar compras de livros paradidáticos.

O dinheiro proveniente dos contratos seria posteriormente distribuído entre integrantes do grupo e transferido para diferentes pessoas e empresas com o objetivo de ocultar sua origem.

A investigação aponta que a organização possuía diferentes núcleos e era liderada por empresários. Quando a operação foi deflagrada, ainda existiam contratos ativos em municípios sul-mato-grossenses.

A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público e abriu ação penal contra 17 pessoas. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas às contratações públicas.

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