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CORONAVÍRUS

Secretário de Saúde discorda de Bolsonaro e diz que decretos serão mantidos

Medidas devem seguir até o dia 6 de abril
25/03/2020 19:42 - Glaucea Vaccari , Izabela Jornada


O secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende, declarou, em resposta ao pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) - feito em rede nacional, sobre os decretos publicados por governantes de todo o Brasil - que o Estado de Mato Grosso do Sul vai manter as políticas adotadas para o combate ao coronavírus, até o momento. Medidas devem seguir até o dia 6 de abril.

Resende disse que reunião com secretários estaduais de toda as unidades da federação foi feita logo após o pronunciamento do presidente e que existe sintonia com os governadores e prefeitos.

O secretário de MS destacou ainda que reunião ocorreu na manhã desta quarta-feira (25) com o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB). “Ele validou e pediu para que nós continuássemos com todas as políticas que estamos fazendo para enfrentar a pandemia do coronavírus. Todas as medidas tomadas pelo estado, que foram feitas várias portarias, vários decretos que foram publicados, nos últimos dias no Diário Oficial, vão ser mantidas. Isso nos dá a certeza que estamos substanciados pelo grupo de especialistas do mundo inteiro, pelas políticas adotadas em mais de 150 países de todo o mundo, que essas políticas restritivas é que vão fazer com que o impacto da pandemia do coronavírus seja aqui no Estado de Mato Grosso do Sul o menor possível”, reforçou.

Resende anunciou ainda que equipamentos para atender a população, como leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), serão disponibilizados nos próximos dias para os municípios que necessitarem, além de outros materiais.

Em contrapartida, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta defendeu o pronunciamento do presidente alegando que Bolsonaro trouxe alerta para a importância da economia. Mandetta afirmou também que continua no cargo enquanto Bolsonaro determinar. “Eu vou deixar muito claro: eu saio daqui na hora que acharem que eu não devo trabalhar, que o presidente achar, porque foi ele que me nomeou. Ou se eu tiver doente, o que é possível, eu ter uma doença, ou no momento que eu achar que esse período todo de turbulência já tenha passado e que eu possa não ser mais útil. Nesse momento de crise agora, eu vou trabalhar ao máximo. Equipe está todinha focada. Nós vamos trabalhar com critério técnico", disse Mandetta.

Na ocasião, Mandetta disse também que a agropecuária é um ramo que precisa continuar ativo para evitar consequências em outros setores.

DECRETO

A publicação do decreto no Estado ocorreu um dia depois das determinações municipais, em Campo Grande. O governador anunciou as medidas no dia 19 de março, declarando situação de emergência.

 

Felpuda


Dois pedidos de desculpas, de autorias diferentes, foram assuntos muito comentados nas redes sociais com críticas ácidas às suas declarações, até porque os envolvidos não só os usaram despropositadamente, como tiveram de voltar a eles para se redimirem. Um deles, inclusive, quase criou uma crise política da-que-las, o que obrigou seu pai, figurinha carimbada, a pular miúdo para colocar panos quentes sobre a questão. Essa gente!...